Honeycomb: sistema, Launcher, Widgets, Browser e aplicações dedicadas
Na primeira vez que liguei o tablet, introduzi o email da minha conta Google e em poucos segundos tive acesso ao email, contactos, perfis de rede (ligou imediatamente ao Wi-Fi sem sequer introduzir palavra-passe), marcadores do browser, álbuns do Picasa… entre outros. Enquanto verificava o que acabei de referir, decorria automaticamente e em background a instalação de cerca de 150 aplicações que utilizo nos meus dispositivos Android.
Em poucos minutos senti-me tal como se já usasse este tablet há semanas pois toda a minha informação, preferências e aplicações estavam ali, ao meu dispor, consequência apenas do login com a minha conta Google.
O sistema
O primeiro arranque foi rápido. Não sei precisar o tempo mas não deve ter ultrapassado os 30 segundos. Após todas as minhas aplicações instaladas, inerentes à minha conta, o tempo de arranque ficou exageradamente alterado, isto porque existe uma verificação das aplicações no arranque do sistema. Vejamos o vídeo abaixo.
Três minutos para iniciar um tablet com o “último grito” em hardware? Parece-me um grande exagero! O meu fraco smartphone Huawei U8230 com mais de 200 aplicações instaladas demora sensivelmente o mesmo, e todas as aplicações a serem lidas de um cartão microSD. No momento do teste o tablet tinha 113 aplicações instadas. Segundo o Vítor M., o iPad 2 com 117 aplicações demora cerca de 25 segundos para que possa ser introduzida a palavra-passe de acesso ao sistema.
São necessários alguns segundos adicionais para que exista fluidez no Launcher (ecrãs de homescreen e menu de aplicações). Não fluidez total, pois isso é mentira neste Launcher nativo do Android, mas sim a fluidez regular conseguida na utilização normal.
Lamentavelmente, aqui não existe “a mão” da Samsung na criação da interface TouchWiz já conhecida dos smartphones (e já existente nos novos modelos de tablets Samsung), desta vez adaptada obviamente aos tablets (como já existe no Galaxy Tab 7″). Segundo li, essa actualização está agendada para algures no Outono. Ora, lançar para venda um tablet com software e sistema inacabados? Má política…
Desde que recebi o tablet que espero a actualização oficial para a versão 3.1. Até hoje, nada…
O menu de definições está interessante e adequado a este formato. Está bastante funcional e organizado ao estilo Android.
Os 3 botões existentes no canto inferior esquerdo do ecrã são semelhantes aos botões físicos existentes nos smartphones: retroceder, Home, Aplicações recentes. No caso do botão para troca de aplicações, infelizmente são mesmo as mais recentes pois não é capaz de incluir mais de 5 aplicações naquela lista. Tal funcionalidade já existe na versão 3.1 deste SO.
Launcher e Widgets
Adoro o aspecto deste Launcher (nativo do Android 3.0). O tema e transições são bonitos, a forma de inclusão dos Widgets num qualquer ecrã é bastante fácil e intuitiva e as notificações, ao estilo Android, têm aqui a mesma facilidade de utilização e simplicidade existentes nos smartphones. Tudo poderia “acabar” em bem, não fosse a pouca fluidez de todos os movimentos inerentes a este UI.
No início, quando o Launcher apenas inclui os atalhos e Widgets pré-definidos (em pouca quantidade), tudo tem uma fluidez bastante razoável, diria até quase perfeita. À medida que os ecrãs vão sendo adaptados e preenchidos a gosto do utilizador, o caso muda radicalmente de figura onde nem o dual-core nem o Tegra 2 parecem ter algum efeito no desempenho deste Launcher.
Estranhamente, ainda para piorar as coisas, a fluidez é mais sacrificada sempre que o tablet não está na posição normal. Ao usar em qualquer outra posição, mesmo a de 180º, a fluidez é sacrificada. Dá ideia de tudo estar a ser processado duas vezes: na posição normal e depois é readaptado para a posição que realmente se encontra o tablet. Tudo isso pode ser visto no próximo vídeo.
Também acontece, por vezes, ao sair de uma aplicação onde se fez uma rotação de ecrã, ser necessário esperar uns segundos e ver o Homescreen a recarregar os Widgets… 1GB de RAM não serão suficientes para ter o Homescreen sempre em memória?…
Existem ainda aplicações no Market que permitem adicionar Widgets interessantes de modo a melhorar a experiência. Funcionam muito bem mas nota-se, imediatamente, que a fluidez é sacrificada.
Browser
O browser nativo do Honeycomb é de topo. O desempenho é excelente, notando-se por vezes um ligeiro stuttering em páginas com muitas imagens e conteúdos flash. De resto, desde scroll até pinch & zoom, tudo é bastante fluido.
A forma de utilização dos separadores é bastante idêntica à existente num browser normal no computador e o modo de selecção de conteúdos para copiar ou partilhar está também bastante facilitado.
Dada a generosa resolução de ecrã, de 1280×800 pixéis, a aplicação DualWeb é capaz de colocar, lado a lado, duas janelas de navegação. Poderá ser bastante útil para diversas tarefas, tal como no computador. No vídeo abaixo poderá ser visto tudo isso.
Aplicações dedicadas
As aplicações existentes para o Honeycomb não são muitas. Não sei um número em concreto mas serão certamente apenas algumas centenas. Há já aplicações muito interessantes e adequadas ao formato. Uso as mais populares e as que considero úteis. Não vou detalhar cada uma delas, apenas apresentar duas imagens e uma breve crítica.
Gmail (de origem)
Esta aplicação é já bastante conhecida, fez parte de várias apresentações do Honeycomb. É bastante funcional e adequada, nada a apontar. Existe outra aplicação, “E-mail”, onde se podem adicionar outras contas de email, dos mais diversos tipos, incluindo Exchange.
Calendário (de origem)
Aqui tudo pode ser organizado facilmente e sincronizado com a conta Google. O aspecto e funcionalidade são excelentes.
Youtube (de origem)
É uma aplicação excelente para assistir a conteúdos do Youtube. Tem alguns problemas com a reprodução de vídeos em HD onde, em ecrã completo e enquanto existem na imagem, juntamente com o vídeo, os controles de reprodução e afins, o vídeo reproduz mas apenas com metade dos frames.
Música (de origem)
Aplicação já esmiuçada aqui, cria uma óptima experiência na reprodução e organização de conteúdos musicais.
Gestor de ficheiros ao nível de um “explorador do Windows”.
Facebook na versão tablet. São aplicações bastante bem conseguidas para este formato, diria até que são melhores, nalguns aspectos, que no browser no formato que todos conhecem.
Twitter ao seu melhor nível.
Aplicação de compra e leitura de revistas.
A meteorologia ao pormenor.
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