Eletrificação poderá ter consequências nas ações da Ferrari, diz Goldman Sachs

6 Comentários

As opiniões sobre a transição para uma mobilidade elétrica são, conforme assistimos, bastante díspares. No entanto, vai além da questão ambiental, passando agora para o mercado das ações. De acordo com o Goldman Sachs, a eletrificação da Ferrari poderá ter um impacto nas ações da marca.

Sendo a Ferrari um marco no segmento dos desportivos a combustão, eletrificar a sua frota e os seus futuros modelos poderá ser “dispendioso” para os investidores.

Ferrari

Eletrificação da Ferrari poderá prejudicar ações

Mais cedo ou mais tarde, a Ferrari render-se-á à eletrificação, na sequência das novas normas que assim o exigem, e da necessidade emergente do mercado por modelos elétricos. No entanto, o plano da Ferrari, que visa ser uma marca mais verde, poderá ser, de acordo com o Goldman Sachs, dispendioso para os investidores, a curto prazo. Aliás, nesse sentido, o grupo alterou a sua recomendação relativamente à marca de carros desportivos, sugerindo a venda das ações, em vez da compra.

Esta mudança surge na sequência do anúncio da Ferrari relativamente aos seus planos de lançar um desportivo elétrico, até 2025. Segundo o Goldman Sachs, as expectativas para este novo modelo não são muito elevadas. Além disso, o custo da transição será enorme para a empresa e, tendo em conta as previsões pouco animadoras, as ações seriam prejudicadas, a curto prazo.

Embora vejamos qualquer impulso da Ferrari para estar na vanguarda das novas tecnologias de forma positiva a longo prazo, para os investidores de hoje, a transição cria incerteza sobre as potenciais necessidades futuras de despesas de capital, os seus ganhos e implicações de fluxo de caixa livre.

Disseram alguns analistas do Goldman Sachs.

Ferrari

Queda de 4% na bolsa de Milão

Embora a Goldman Sachs tenha aumentado a sua estimativa relativamente às despesas de capital da Ferrari em 42 milhões de euros por ano, em média, até 2030, considera essencial o aumento da mobilidade elétrica para o futuro da empresa italiana.

Apesar de o motor de combustão interna, os sistemas formados por chassis e a suspensão tenham sido tecnologias-chave no passado, é evidente que um conjunto muito diferente de tecnologias será fundamental no futuro.

Escreveu o grupo Goldman Sachs.

Depois do anúncio feito pela Goldman Sachs, as ações da Ferrari na bolsa de Milão caíram 4%, atingindo um mínimo de 167,35 euros.

Comentários

6

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

  1. Avatar de Miguel Lima
    Miguel Lima

    As ações caíram e vão cair mais!
    E a Goldman Sachs até as pode comprar baratinhas, para depois fazer mais uns milhões!
    Bando de salafrários!!!

  2. Avatar de miguel
    miguel

    Um Ferrari elétrico… meh!

  3. Avatar de paulo
    paulo

    entao mas o discurso da moda nao é o meio ambiente ou para aqui ja nao serve?

    1. Avatar de Jon
      Jon

      Não já não serve meter medo e lavar o cérebro das pessoas pra Ferrari

  4. Avatar de José Abreu
    José Abreu

    Baterias paradas têm problemas de manutenção. Como será então?

    1. Avatar de Carlos Braga