LoudMiner: O minerador que anda escondido em programas VST “pirateados”

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Investigadores da ESET revelam detalhes de um incomum minerador que acompanha as cópias piratas de programas VST de áudio e que faz a mineração de criptomoedas em máquinas virtuais.

LoudMiner é um caso incomum de um minerador de criptomoedas, persistente, distribuído para macOS e Windows desde agosto de 2018.

LoudMiner: O minerador que anda escondido em programas VST “pirateados”


Utiliza programas de virtualização – QEMU em macOS e VirtualBox em Windows – para realizar a mineração de criptomoedas numa máquina virtual Tiny Core Linux, o que o torna multiplataforma. Está incluído em cópias piratas de programas VST (Virtual Studio Technology). O minerador em si é baseado em XMRig (Monero) e utiliza um pool de mineração, pelo que é impossível rastrear potenciais transações.

LoudMiner – Como tudo funciona?

De um modo geral, as análises realizadas tanto para macOS como Windows demonstram o seguinte:

  • Uma aplicação empacotada com um programa de virtualização, uma imagem Linux e outros ficheiros adicionais são utilizados para conseguir persistência.
  • Os utilizadores descarregam as aplicações e seguem as instruções das mesmas sobre a instalação dos programas VST.
  • O LoudMiner é instalado primeiro e de seguida o plugin VST.
  • O LoudMiner esconde-se e volta persistente no arranque.
  • A máquina virtual de Linux é executada e o processo de mineração começa.
  • Os scripts dentro da máquina virtual podem contactar o servidor C&C para atualizar o mineiro (configuração e binários).
  • Informações detalhadas podem ser encontradas aqui.

LoudMiner: O minerador que anda escondido em programas VST “pirateados”

Proteção contra o minerado LoudMiner

Obviamente, a melhor recomendação para estar protegido perante este tipo de ameaças é não fazer download de cópias piratas de programas pagos. No entanto, existem alguns aspetos que podem ajudá-lo a identificar quando uma aplicação contém um código não desejado:

  • Uma janela que aparece de um inesperado instalador “adicional” (neste caso o adaptador de rede da Oracle).
  • Elevado consumo do CPU por um processo que não tem instalado (QEMU ou VirtualBox neste caso).
  • Um novo serviço adicionado à lista de serviços de início (Windows) ou um novo Daemon de Execução (macOS).
  • Ligações de rede com nomes de domínio estranhos (tais como system-update[.]info o system-check[.]services).

O Pplware agradece à ESET pela produção deste conteúdo.

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  1. Avatar de eu
    eu

    “Obviamente, a melhor recomendação para estar protegido perante este tipo de ameaças é não fazer download de cópias piratas de programas pagos”
    Está tudo dito.

    1. Avatar de Realista
      Realista

      Nope… fica mais barato na mesma piratear.

  2. Avatar de Rodrigo Maia
    Rodrigo Maia

    Publicação útil para quem utiliza as criptomoedas
    Não obrigado há bitcoin 😀
    Que venha a maior moeda do mundo 😀

  3. Avatar de Fulano
    Fulano

    Isso é para aqueles noobs que descarregam torrents de qualquer fonte. Quem está por dentro sabe onde arranjar o “original”.

    1. Avatar de Gus
      Gus

      Não. É para aqueles que baixam VST’s piratas. Original quase sempre é pago!

  4. Avatar de mc
    mc

    VST (Steinberg) estamos a falar de plugins e não de programas certo ?

    1. Avatar de Gus
      Gus

      Sim, mas os VST’s para programas de áudio muitas vezes acompanha um SetUp

  5. Avatar de Gus
    Gus

    Todos esses casos ja aconteceram comigo, eu usava muito VST pirata. É tão boa a sensação de ter algo que seria pago de graça kakakakaka

  6. Avatar de Bruh
    Bruh

    Por estas e por outras deixei de usar programas pirateados.