Falha grave de segurança afeta todos os dispositivos que usam o Bluetooth

3 Comentários

O Bluetooth é atualmente uma das formas mais usadas para interligar dispositivos de diversas categorias. Esta forma de comunicação é verdadeiramente universal e por isso é tão usada. Pois o Bluetooth tem agora novas falhas descobertas que colocam em causa a sua utilização em todos os equipamentos desde 2014.

Bluetooth falha segurança dispositivos

Esta é uma triste novidade, mas pesquisadores da Eurecom desenvolveram seis novos ataques chamados coletivamente de “BLUFFS” que podem quebrar o sigilo das sessões Bluetooth. Ao fazer este ataque, podem permitir a personificação de dispositivos e criar ataques man-in-the-middle (MitM).

Estes seis ataques baseiam-se em 4 falhas já conhecidas e em 2 que foram agora descobertas. Estas duas últimas são igualmente graves e estão relacionadas com a forma como as chaves de sessão são derivadas para desencriptar as mensagens que estão a ser trocadas entre os dispositivos.

Os BLUFFS são uma série de ataques direcionados ao Bluetooth, com o objetivo de quebrar o sigilo e a segurança das sessões Bluetooth. Estes comprometem a confidencialidade das comunicações passadas e futuras entre os dispositivos afetados.

Bluetooth falha segurança dispositivos

O maior problema é que estas falhas não estão relacionadas com hardware específico ou com um determinado fabricante. É algo que está presente na base do próprio protocolo e que como tal não pode ser resolvido diretamente. Está presente no Bluetooth 4.2 ao 5.4, inclusive, ou seja, em todos os dispositivos criados desde o final de 2014.

Os pesquisadores que descobriram estas falhas graves no Bluetooth desenvolveram e partilharam um kit de ferramentas no GitHub que demonstra a eficácia dos BLUFFS. Inclui um script Python para testar os ataques, os patches ARM, o analisador e as amostras PCAP capturadas durante os seus testes.

A solução futura para este problema passa por os dispositivos rejeitarem ligações com intensidade de chave baixa abaixo de sete octetos. Deve ainda ser usado o “Modo de Segurança Nível 4”, que garante um nível de criptografia mais elevado, e operado o modo “Somente Ligações Seguras” durante o emparelhamento.

Comentários

3

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

  1. Avatar de papamoscas
    papamoscas

    Pois, agora é que isto fica critico, sinto-me tão inseguro. Realmente é um ataque que qualquer pessoa a minha volta num raio de 5 metros tem conhecimento para fazer. E o que é que o atacante me vai roubar por Bluetooth, será a musica que estou a partilhar com o rádio do carro? Ou os dados da pulseirinha? Até vou ficar em casa hoje!

    1. Avatar de MR
      MR

      Se forem interceptados os dados entre o telemóvel e o smartwatch, e não existir mais nenhum nível de encriptação, em teoria o atacante poderá fazer ,pelo menos, todas as operações que estão disponíveis no smartwatch.

    2. Avatar de Ou será?
      Ou será?

      Ou será que te pode injetar software malicioso no dispositivo para fazer e roubar o que quiser?

      Realmente pensar faz calos.