A partir de hoje já estamos a usar os recursos naturais de 2021

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O aquecimento global e todos os problemas relacionados com o ambiente são uma realidade que nos deve preocupar a todos. E de acordo com os novos cálculos da organização internacional “Global Footprint Network”, os recursos naturais para 2020 estão esgotados. Assim, a partir deste sábado, a humanidade já está a utilizar os recursos naturais da Terra destinados a 2021.

Este panorama dever ser um alerta para todos de forma a que, individual e coletivamente, nos faça ter consciência de que é importante fazer algumas mudanças nas nossas práticas do dia a dia.




A poluição, a emissão de gases tóxicos, as más práticas ambientais realizadas por grandes e pequenas empresas, entre outras situações são demasiado nocivas para o nosso planeta.

Os vários estudos e evidências estão constantemente a ‘pôr a mão na ferida’ e a tentar consciencializar as pessoas para esta realidade. Uma parte da população mundial já começou a alterar alguns dos seus hábitos prejudiciais ao ambiente. No entanto ainda há uma significativa percentagem que continua com práticas menos saudáveis ao planeta, mesmo com todas as ações de sensibilização para este tema.

Recursos naturais para o ano e 2020 já esgotaram

Imagem partilhada pela ONU Portugal

A partir deste sábado a humanidade já está a utilizar os recursos naturais destinados ao próximo ano de 2021. Isto porque os recursos do nosso planeta para 2020 já estão esgotados. Esta conclusão advém dos cálculos feitos pela organização internacional “Global Footprint Network“. Em suma a 22 de agosto de 2020 assinalamos o Dia da Sobrecarga da Terra.

Isto significa que a partir de agora e até ao final do ano, estamos a usar recursos que o planeta não consegue repor naturalmente, tais como:

  • das florestas, devido à desflorestação
  • da pesca, devido à pesca excessiva
  • dos alimentos, devido ao desperdício alimentar e à agricultura nociva
  • do ar, devido às emissões de carbono.

Mas apesar de tudo há uma boa notícia. De acordo com o comunicado da associação portuguesa Sistema Terrestre Sustentável ZERO, este ano o planeta começa a “usar o cartão de crédito ambiental” três semanas mais tarde comparativamente ao ano passado. No entanto, este fator deve-se apenas à pandemia da COVID-19, que provocou o confinamento da população, e não ao planeamento nem a mudanças estruturais.

Na verdade, as consequências da COVID-19 levaram a uma redução de quase 10% na pegada Ecológica global. Mas ainda assim, continuam a ser usados os recursos naturais equivalentes a 1,6 planetas Terra.

Desta forma, é importante que cada um de nós repense os seus hábitos e proceda a algumas mudanças para adotar comportamentos mais amigos do ambiente. Para além disso, é fundamental que as grandes potências e governos mundiais definam medidas mais eficazes e eficientes para reverter este panorama que nos afeta a todos.

Como podemos contribuir para um planeta mais saudável?

A ZERO deixa algumas sugestões para que as pessoas comecem por algum lado na mudança necessária. Assim, devemos repensar “a forma como produzimos os alimentos e a dieta que seguimos, a quantidade de bens que consumimos, a forma como nos movemos, as fontes de energia que utilizamos, quantos filhos temos, que área salvaguardamos para a vida selvagem“, entre outros.

Com estas pequenas grandes mudanças há vários objetivos que se podem conseguir atingir, tais como:

  • A redução da pegada de carbono em 50% que vai permitir acionar o cartão de crédito ambiental 93 dias mais tarde (final de novembro)
  • Se reduzirmos a nossa pegada ligada à mobilidade em 50% e se assumirmos que um terço dos km são substituídos por transporte público e os restantes pela bicicleta e andar a pé, acionaremos o cartão de crédito ambiental 13 dias depois (para o início de setembro)
  • Se reduzirmos o consumo de carne em 50% e substituirmos essas calorias por uma alimentação vegetariana, o cartão de crédito seria acionado 17 dias depois (para o início de setembro), com 10 desses dias a resultarem das emissões de metano evitadas
  • A redução do desperdício alimentar para metade permitirá atrasar o Dia da Sobrecarga do Planeta em 13 dias (para o início de setembro)

Como entidade de divulgação de conteúdos, o Pplware deixa também o apelo para que todos tomemos consciência do problema e possamos contribuir para a sua solução.

Comentários

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  1. Avatar de Rasta
    Rasta

    Outra vez o mesmo arroz?

    1. Avatar de SD
      SD

      Se as coisas não mudarem, ainda tem de se servir mais arroz

      1. Avatar de A.F.
        A.F.

        Acho que por este andar “-dos alimentos, devido ao desperdício alimentar e à agricultura nociva” nem arroz vai ter para comer.

  2. Avatar de o pretinho da floresta
    o pretinho da floresta

    Se os atrasados mentais da politica colocassem o IUC com base nas emissoes de CO2 em lugar da cilindrada do carro, isso é que era.

    1. Avatar de Joao Cardoso
      Joao Cardoso

      Nem mais!!

    2. Avatar de João Santos
      João Santos

      Carros novos não resolvem o problema. Andem mais a pé, nas cidades 90% dos carros deviam de ser proibidos de circular, até porque tem tudo ao pé, supermercados, restaurantes e muitos até trabalho. Só que fizessem isso para já nos Portugal tinhamos a ganhar com uma poupança enorme em emissões, problemas de saúde e com isso investimentos noutros setores que não a saude

    3. Avatar de Joao Ptt
      Joao Ptt

      Antes dos automóveis preocupem-se com os barcos de onde provêm a esmagadora maioria da poluição… andam preocupados com os automóveis quando apenas três barcos, daqueles que transportam mercadorias pelo planeta, poluem tanto como TODOS os automóveis do planeta… e andam à volta dos 20 mil barcos a poluir por aí.

      1. Avatar de LS
        LS

        Isso mesmo, são navios que ainda utilizam nafta como combustível, ainda pior que os combustíveis convencionais

  3. Avatar de Rafael
    Rafael

    kkkkkkkkkkkkkk

  4. Avatar de Nuno
    Nuno

    “do ar, devido às emissões de carbono”
    Oi? Tamos a usar o Ar de 2021 porque o ar de 2020 acabou?

    1. Avatar de José
      José

      Muito boa essa.

    2. Avatar de RM
      RM

      Aquele que seria para usar este ano já acabou e o que seria para usar no ano que vem já está a ser usado. Este é o meu raciocínio.

    3. Avatar de eu2
      eu2

      A atmosfera tem uma certa capacidade para armazenar dióxido de carbono, e todos os anos algum desse CO2 armazenado é consumido (por florestas, etc). O que acontece é que aquilo que o planeta consegue regenerar em um ano já foi consumido em 8 meses.

  5. Avatar de SANDOKAN 1513
    SANDOKAN 1513

    Com quase 8 biliões de pessoas a viver no planeta que é que esperavam ?? Infelizmente,o dilema vai-se é tornar cada vez pior,de ano para ano,vocês vão ver.Com tantas pessoas para alimentar cada vez se torna mais difícil.E vermos tanta gente a deitar comida fora e até super e hipermercados a desperdiçar alimentos isso é que mais me parte o coração. 🙁

    1. Avatar de Zé Duarte
      Zé Duarte

      O covid está aqui para baixar esse número. Não é o que alguns teoristas da conspiração dizem?

  6. Avatar de jorgeg
    jorgeg

    Portugal e os camaradas (PS,PCP ,BE , (PSD centro esquerda)) ja utiliza recursos financeiros de 2050.

    E no final do mandato comunista (PS,PCP ,BE) sera de 2090.

  7. Avatar de Renato
    Renato

    Se fosse assim estávamos bem porque só agora esgotaram. Se todos os anos esgota antes do tempo, como só agora 2020 começou a consumir 2021??!??

    1. Avatar de eu2
      eu2

      Todos os anos somos “perdoados” (“esquecemos” a dívida que ficou para trás e reiniciamos do zero).

  8. Avatar de Renato
    Renato

    É um défice que já vem há não sei quantos anos, portanto alguma coisa está mal nestes cálculos científicos

    1. Avatar de eu2
      eu2

      O que está mal é o défice acumulado de muitas décadas

      1. Avatar de eu2
        eu2

        Não quer dizer que haver défice durante um ano ou outro no início causasse algum problema, desde que tivesse limites e/ou fosse pago sem demora. O acúmulo de dívida sim, causa problemas

  9. Avatar de Renato
    Renato

    É um défice que já vem há não sei quantos anos, portanto alguma coisa está mal nestes cálculos científicos

  10. Avatar de Jlucas
    Jlucas

    A Custa destas palhaçadas mentais é que as elite mundiais estão a tratar de arranjar maneira de matar milhões de pessoas.ACORDEM deixem de ser formatados e manipulados por falas noticias, ACORDEM DEIXEM DE SER MANIPULADOS.

    1. Avatar de ze
      ze

      deviam morrer biliões em vez de milhões, aí tinhamos o problema resolvido durante algumas centenas de anos.

  11. Avatar de Há cada gajo
    Há cada gajo

    A verdadeira praga é a espécie humana que continua o seu desígnio de crescimento e multiplicação a troco das estúpidas crenças que criou. Não há política, tecnologia ou o raio que o parta que resista à superpopulação. Nem é preciso recorrer a estúpidas teorias de conspiração. Ao pensar que o desenvolvimento (económico, social, tecnológico, etc..)se faz com crescimento…esperam o quê?

  12. Avatar de Henrique Santos
    Henrique Santos

    tudo treta,so para obrigar as pessoas a pagar cada vez mais ,com taxas e taxinhas .mais impostos etc ,etc.
    a nova ordem mundial faz as pessoas de otarios ,somos so numeros….vao chegar ao ponto de cada casal so pode ter 1 filho e se for de sexo feminino é para abortar..como ja fazem em certos paises. enquato isso os donos disto tudo fazem o que querem. abram os olhos…

    1. Avatar de Há cada gajo
      Há cada gajo

      Há muito tempo que ninguem deveria ter mais filhos. É difícil de aceitar, mas é a única realidade possível para um futuro sustentável e equilibrado. Donos disto tudo? Ninguém é dono de nada. Larga a demagogia barata e popularucha.

    2. Avatar de ze
      ze

      infelizmente as politicas anti-natalidade já não são realidade em nenhum país do mundo, devia acontecer máximo 2 filhos por casal, em caso de divorcio não poderiam ter mais filhos, isto aplicado à escala mundial e associado a doenças e catastrofes naturais em 3 gerações tinhas o problema resolvido e sem ser preciso virar didatura, parar economias ou avanços tecnologicos.