O “boom” dos smartphones deu-se no ano que passou e a variedade que o mercado nos disponibiliza é imensa.
Recebemos há umas semanas, por parte da Acer, o primeiro smartphone desta marca a ser comercializado com a versão 2.2 (Froyo) do Android, o Acer Liquid Metal.
Foi lançado em Novembro passado e consegue marcar a diferença perante a concorrência… Por outras palavras, este não é “mais um Android”, é um Android que traz algo diferente.
A interface vulgar do Android é já bastante conhecida de todos nós. Dessa forma, irei frisar apenas o que, neste Acer, difere da generalidade.
Características gerais
Este Acer Liquid Metal, lançado em Novembro de 2010, é um género de revisão ao modelo Acer Liquid, lançado em Dezembro de 2009, onde, em termos de hardware, as diferenças não são muito acentuadas, mesmo tendo sido lançado um ano depois.
Resumindo, no Acer Liquid Metal podemos contar com um ecrã TFT capacitivo multi-touch de 3.6″ com resolução de 480×800 pixeis, um CPU de 800MHz, 512MB de memória RAM, 512MB de memória interna, câmara de 5MP e vídeo a 720p. Foi lançado com a versão 2.2 (Froyo) do Android, actualmente com update para a versão 2.2.2, e o launcher, bastante diferente do vulgar nos Androids em geral, é o Acer UI 4.0 Breeze que será analisado mais à frente.
Caixa, acessórios e hardware
A caixa que me chegou às mãos é, penso eu, destinada unicamente a amostra de testes dada a sua simplicidade e ausência de qualquer tipo de impressão.
Possui apenas:
- Smartphone Acer Liquid Metal com bateria;
- Cabo de dados;
- Carregador;
- Auricular.
Uma vez que não nos foi fornecida a embalagem comercial, não sabemos se existem ou não acessórios adicionais.
Toda a “carcaça” do Liquid Metal tem, como o modelo indica, um toque metálico, nomeadamente em toda a parte traseira (castanho escuro) e no aro em volta (cromado), dando-lhe um toque mais clássico e “de executivo”.
Na parte inferior existe o microfone e a ligação microUSB para dados e carga.
Na lateral direita existe o vulgar controlo de volume e o botão da câmara fotográfica, de clique duplo.
Na parte superior temos a ligação de áudio, com jack 3.5mm, e, com muita pena minha, o botão sleep. Porque digo isto?! Estou bastante habituado a usar, na maioria das vezes, apenas uma mão para interagir com um smartphone mas, no caso deste Acer (e também de alguns que conheço), o botão sleep no topo é de difícil acesso quando usada apenas uma mão. É óbvio que não é impossível, com a prática melhora, mas é tão mais fácil ter o botão sleep numa das laterais…
Existe algo interessante no topo: 3 indicações luminosas, apenas visíveis quando iluminadas, que indicam uma chamada perdida, uma sms ou email não lidos e um alerta acerca da carga da bateria, alerta esse que fica intermitente quando tem pouca carga ou está em carga e sempre ligado quando está carregado.
Na traseira há a coluna de som, a câmara de 5MP, o flash LED (que estranhamente já não funciona) e o microfone destinado à gravação de vídeo.
O qualidade de som da coluna é má, mesmo com recurso ao Dolby Mobile (equalizador), onde os médios/graves são praticamente inaudíveis e os agudos são brilhantes demais, tornando-se incómodo ouvi-los. O Dolby Mobile é assim bastante útil para reprodução de áudio que não seja para o altifalante mas sim para ear-phones, head-phones, ligação bluetooth, etc.
Na parte frontal existem 4 botões touch (home, pesquisa, retroceder e menu) iluminados aquando do toque, o auscultador e, no canto sup. dir. do ecrã, existem 2 sensores: um de proximidade, para desligar a luz do ecrã aquando de uma chamada, e um de luminosidade, para controlar o brilho do ecrã.
O Liquid Metal aparenta uma construção robusta q.b., não tem qualquer folga em botões ou tampas. Está “cheio de curvas”, tanto atrás como à frente, onde lhe considero um ponto negativo nisso mesmo. A parte frontal, do ecrã, por ser oval, é de plástico que aparenta pouca qualidade, tem um toque oco, pouco deslizante e, pior que tudo, está longe da imagem.
Eu explico: por ser oval, é óbvio que a distância entre a capa e o TFT é maior no centro que na extremidade. Infelizmente, já na extremidade, essa distância é considerável, então no centro é muito maior. Isso tudo provoca bastante imprecisão no toque em itens pequenos, nomeadamente no teclado qwerty vertical, cursor de escrita e afins, pois dá a sensação que o local onde vamos tocar está mais longe, e essa distância varia consoante a localização do ponto a tocar. É péssimo perante um ecrã plano. A imagem seguinte demonstra-o.
Na rua, comparando com o meu TMN a1 de baixa gama, a luminosidade do ecrã do Liquid Metal é claramente inferior, sendo por vezes bastante difícil discernir detalhes em condições de incidência directa do sol. No TMN a1 “baratucho” isso não acontece.
Já a definição do ecrã é o que mais gosto no Liquid Metal. A resolução é de 480×800, usada normalmente em smartphones de 4″. Como este tem 3.6″ o dot pitch é menor, sendo difícil, a olho nu, notar os contornos dos pixeis.
A acrescentar a isso, se se olhar para o ecrã com o smartphone paralelo à cara, o contorno negro da capa sobrepõe entre 2 a 3 linhas de pixeis do ecrã na parte superior, perdendo-se essa informação.
A bateria, de 1500mAh, aparenta ser fraca. No uso normal que lhe dou diariamente, começo o dia com 100% de carga, faço entre 30min a 1h de chamadas via bluetooth, algumas sms, consulto email via wi-fi 2 ou 3 vezes e no final do dia tenho entre 25% a 40% de carga. Resumindo, dura 1 dia.
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