A Huawei pode retomar as relações comerciais com as empresas norte-americanas como, por exemplo, a Google. Pelo menos em parte, uma vez que continuam a existir restrições e contornos dúbios. Assim, continuam a pairar nuvens de incerteza sob o futuro dos seus smartphones Android.
Entretanto, vimos a Huawei a acelerar o desenvolvimento do seu substituto para o sistema Android.

A agravante de maio último levou a Huawei a encarar como real um dos piores cenários possíveis. Um novo paradigma em que todo o seu setor mobile teria de ser profundamente reajustado ao nível basilar do sistema operativo. Isto é, a empresa teria que encontrar um substituto para o Android da Google.
A Huawei retoma as operações com a Google
Ainda que a decisão de Donald Trump seja extremamente salutar para a Huawei, existem ainda algumas condições, ou melhor, exceções ao levantamento da restrição. Ao propósito, relembramos que as palavras do presidente norte-americano foram as seguintes:
A Huawei pode voltar a vender equipamentos onde não existir um risco potencial para a segurança nacional.
Aqui vemos uma enorme área cinzenta, uma angustiante imprecisão. Mas, quem é que determinará o que são equipamentos de risco? Ou o que são áreas de risco para a segurança nacional? E que empresas estarão dentro, ou fora, deste espaço não delineado de quarentena tecnológica? Até ao momento subsistem as dúvidas.
“We acknowledge President Trump’s comments related to Huawei over the weekend and will wait for guidance from the Department of Commerce but have nothing further to add at this time,” said Tim Danks, Huawei vice president of risk management and partner relations https://t.co/iCF7JSVty6
— Samuel Rubenfeld is in the New York NewsGuild 🔥 (@srubenfeld) July 2, 2019
Perante tal postura, a Huawei mantém-se sabiamente cautelosa. Uma empresa não pode operar com tamanho grau de incerteza e isto aplica-se aos seus smartphones Android. Ainda que os atuais estejam perfeitamente seguros, com atualizações garantidas pela Google, esta certeza não estende aos futuros produtos.
E os seus futuros smartphones Android?
Em boa verdade, apelida-los de smartphones Android pode, em si, ser uma incúria. Perante o atual status quo a empresa mantém uma postura de desconfiança, tal como avança Tim Danks, o vice-presidente da Huawei para gestão de risco e relações com parceiros comerciais. Ao propósito, o executivo mantém-se apreensivo.
Danks acabou por essencialmente não dar uma resposta concreta. Isto é, não nos deu uma informação segura quanto ao futuro da sua empresa e das relações com a Google. Daí se pode aferir que a utilização do Android, bem como de todos os serviços da Google continua a ser uma possibilidade, e não a desejada certeza.
Será o fim da Guerra comercial?… Ainda muito há por resolver entre estas duas potênciashttps://t.co/4aJoWGgr9G
— Pplware (@pplware) June 29, 2019
Ainda que as imprecisões iniciais já fossem conhecidas, a postura da Huawei reflete agora isso mesmo. Com o setor mobile a representar mais de metade da fonte de receita para a tecnológica, a mesma tem que se precaver perante este cenário dúbio. Portanto, a hipótese de ficarmos a conhecer o Ark OS continua a ser plausível.
Neste momento, nem mesmo o responsável máximo pelo Concelho Económico Nacional dos EUA, Larry Kudlow, foi capaz de fornecer uma resposta concreta. No entanto, esta fonte colocou a sua tónica no facto de a Huawei não ter recebido uma “amnistia geral”. Ao mesmo tempo, nas entrelinhas, colocou vários cenários.
Licenças especiais atribuídas à Huawei?
Entre eles o mais provável é a concessão de licenças especiais à Huawei. Isto é, vários salvo-condutos para que esta possa negociar com a Google e demais empresas. Um desfecho que asseguraria assim toda uma futura geração de smartphones Android. Mesmo assim, para já ainda não temos certezas.
Em síntese, para além da possibilidade de utilizar o Android AOSP, de fonte aberta e disponível em todo o mundo, a Huawei deverá usufruir de uma licença para tirar proveito de todos os serviços Google. Desse modo a empresa teria novamente acesso ao Maps, Gmail, bem como aos demais produtos da empresa americana.
Já, numa última nota, até ao momento nem mesmo a Google comentou o caso, cimentando assim a perceção geral de incerteza.
















