Quem precisa de bateria? Škoda Superb a diesel percorre mais de 2.800 km sem recarga
Não, ainda não está tudo dito. O diesel ainda tem cartas a jogar. Nem baterias de estado sólido, nem híbridos plug-in conseguem aquilo que realmente importa: oferecer ao condutor a verdadeira eficiência. E esta veio do gasóleo e da perícia de um campeão europeu de rallies. 2.800 km sem recarga? Quem consegue bater este número?
O diesel permitiu uma façanha de eficiência
Uma berlina que consome o criticado gasóleo e um piloto campeão europeu de rallies demonstraram o que é a verdadeira eficiência. Ao volante de um Škoda Superb a diesel, Miko Marczyk conseguiu percorrer 2.831 km com um único depósito.
O modelo tinha um tanque de 66 litros, motor 2.0 TDI de 150 CV, tração dianteira e caixa automática DSG. Apenas os pneus e a suspensão eram ligeiramente diferentes, sendo 15 mm mais baixos devido ao acabamento Sportline.

Preparação e técnica
Com amigos, começámos a testar quão económicos podiam ser os carros e a competir amistosamente.
Explica Marczyk.
Na altura conduzia um Škoda Octavia 2.0 TDI, mas esperou pela nova geração do Superb devido ao depósito maior. Para atingir consumos tão baixos, Marczyk concentrou-se na forma de conduzir, antecipando cada situação na estrada.

Consumos incríveis
O Škoda Superb 2.0 TDI de 150 CV homologa oficialmente 4,8 l/100 km. Durante o desafio, Marczyk alcançou uma média de 2,61 l/100 km, mais de 2 litros a menos por cada 100 km, algo extraordinariamente difícil de conseguir.
Cinco máximas para condução eficiente
- Pressão dos pneus: Mantê-la conforme recomendado pelo fabricante garante contacto ideal da banda de rodagem, evitando consumo excessivo. Para o teste, usaram pneus de baixa resistência ao rolamento, ligeiramente desgastados.
- Condução suave: olhar para a estrada à frente, levantar o pé do acelerador a tempo e travar o mínimo possível, acelerando gradualmente.
- Planeamento da rota: um carro de apoio guiava-o alguns quilómetros à frente, detalhando inclinações e obstáculos, permitindo uma condução previsível e económica.
- Descanso e concentração: dormir sete a oito horas por noite é essencial para manter concentração e tomar decisões precisas ao volante.
- Aerodinâmica e vento: manter distância do veículo à frente melhora a aerodinâmica; vento a favor reduz ainda mais o consumo.
Reflexão final: então o diesel está acabado?
Marczyk considera o resultado excelente, mas acredita que é possível fazer melhor.
A Alemanha foi um pouco desafiante. À noite, as temperaturas rondavam 1 °C, o que não é ideal para o consumo de combustível. Também havia longos trechos de subida com mais de cinco quilómetros, o que aumentava ainda mais o consumo de combustível.
No regresso pela França, tive um trecho de 200 quilómetros com vento a favor, onde o consumo foi de apenas cerca de 2,2 litros a cada 100 quilómetros”.
Este feito do Škoda Superb diesel mostra que a eficiência real não depende de baterias ou enchimentos frequentes. Enquanto muitos proclamam que o futuro é só elétrico, há provas na estrada de que a combinação certa de motor, técnica e atenção aos detalhes ainda pode superar qualquer moda tecnológica.
Quem disse que só os elétricos podem ser “verdes” ou eficientes, claramente precisa rever a realidade.

















