Baterias de iões de oxigénio: será esta invenção capaz de mudar o paradigma?

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As baterias de iões de lítio dão corpo a debates e alimentam verdadeiras discussões relativas, principalmente, aos carros elétricos. Ora, e se houvesse uma alternativa? Talvez… baterias de iões de oxigénio?

Pilhas

Uma bateria de iões de oxigénio é a proposta da Universidade Técnica de Viena (TU Wien) que se refere a ela como uma “nova invenção”, por poder ser “extremamente durável, não requerer elementos raros e resolver o problema dos perigos de incêndio”.

As baterias de iões de lítio são, hoje em dia, omnipresentes – desde carros elétricos a smartphones. Mas isso não significa que sejam a melhor solução para todas as áreas de aplicação.

Disse a TU Wien, num comunicado, através do qual anunciou que “conseguiu desenvolver uma bateria de iões de oxigénio que tem algumas vantagens importantes”.

Da esquerda para a direita, Jürgen Fleig, Tobias Huber e Alexander Schmid
Da esquerda para a direita, Jürgen Fleig, Tobias Huber e Alexander Schmid

Conforme explicou, uma bateria de iões de oxigénio não permite densidades de energia tão elevadas quanto a de iões de lítio. No entanto, “a sua capacidade de armazenamento não diminui irremediavelmente com o tempo”, podendo ser regenerada e, dessa forma, permitir uma vida “extremamente mais longa”.

A par disso, a TU Wien clarificou que uma bateria de iões de oxigénio pode ser produzida sem recorrer a elementos raros e, mais ainda, pode ser feita a partir de materiais incombustíveis.

Protótipo da bateria desenvolvida pela TU Wien
Protótipo da bateria de iões de oxigénio desenvolvida pela TU Wien

Considerando as vantagens e desvantagens desta “nova invenção”, o comunicado menciona que estas baterias não se destinam a smartphones ou carros elétricos, porque só atingem “cerca de um terço da densidade de energia a que se está habituado”, além de funcionarem a temperaturas entre os 200 e 400 °C. Por sua vez, poderão ser uma “excelente solução para grandes sistemas de armazenamento de energia”.

Se precisar de uma grande unidade de armazenamento de energia para armazenar temporariamente energia solar ou eólica, por exemplo, a bateria de iões de oxigénio pode ser uma excelente solução. Se construir um edifício inteiro cheio de módulos de armazenamento de energia, a menor densidade de energia e o aumento da temperatura de funcionamento não desempenham um papel decisivo. Mas os pontos fortes da nossa bateria seriam aí particularmente importantes: a longa vida útil, a possibilidade de produzir grandes quantidades destes materiais sem elementos raros, e o facto de não haver risco de incêndio com estas baterias.

Esclareceu Alexander Schmid, do Institute of Chemical Technologies and Analytics da TU Wien.

 

Bateria de iões de oxigénio resulta da exploração de novas abordagens

No comunicado, Alexander Schmid começa por explicar que têm tido muita experiência com materiais cerâmicos “que podem ser utilizados para células de combustível durante bastante tempo”. A partir daí, pensaram em investigar a viabilidade desses materiais para a construção de uma bateria.

O princípio básico é na verdade muito semelhante ao da bateria de iões de lítio. Mas os nossos materiais têm algumas vantagens importantes.

Explicou, por sua vez, o professor Jürgen Fleig.

Conforme aprofundou, as cerâmicas não são inflamáveis e, mais do que isso, não há necessidade de elementos raros, que, além de dispendiosos, só podem ser extraídos de uma forma pouco simpática para o ambiente.

 

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  1. Avatar de JL
    JL

    Nada disso, oxigénio é altamente poluente. LOL

    1. Avatar de Gooden
      Gooden

      E a terra e Plana xD

      1. Avatar de deepturple
        deepturple

        Não consegues contestar a afirmação: “A terra é plana.”

        1. Avatar de Vagueante
          Vagueante

          Pode p.f. desenvolver?

          1. Avatar de deepturple
            deepturple

            Estava a reinar. Se ele escreve Plana com P maiúsculo e terra com t minúsculo, então a minha afirmação é válida e incontestável!

  2. Avatar de Grunho
    Grunho

    O oxigénio tem uma enorme vantagem: não pesa as centenas de kgs de uma bateria de lítio. E uma enorme desvantagem: não carrega electricidade. É uma questão de ponderar os prós e os contras.

    1. Avatar de Realista
      Realista

      A ultima vez que vi um raio de uma nuvem cair do céu quis ir de uber e não de carro porque o oxigénio era um fraco condutor…

      *BADUM *TSSS

      1. Avatar de KeyboardWarrior
        KeyboardWarrior

        Demorei a chegar lá, mas agora não consigo parar de rir 🙂

  3. Avatar de Realista
    Realista

    o comunicado menciona que estas baterias não se destinam a smartphones ou carros elétricos, porque só atingem “cerca de um terço da densidade de energia a que se está habituado”, além de funcionarem a temperaturas entre os 200 e 400 °C.

    1. Avatar de JL
      JL

      Temperaturas semelhantes às zebra.

  4. Avatar de Francisco Teixeira
    Francisco Teixeira

    Ainda vão inventar a bateria à base de trovoadas.
    Não me venham dizer que as trovoadas não geram eletricidade porque já vi na televisão um Delorean que ate viajava no tempo com um raio em cima

    1. Avatar de João
      João

      Faz mais de 20 iu 30 anos que todo mes é anunciado uma bateria milagrosa que vai resolver tudo. E até hoje estamos na mesma porcaria de ions lítio. Só acredito quando ver instalado e funcional. É também dissiminado.

      1. Avatar de JL
        JL

        Tem a certeza ? é que sigo e trabalho com baterias há quase 20 anos e nunca vi esses anúncios, as que foram anunciadas, na maior parte eram projetos viáveis e outros não, e outros foram baterias que já existem no mercado.

        Disse muito bem, ions de lítio, porque é ai que houve uma grande revolução, elas têm duplicado a densidade a cada meia dúzia de anos, as químicas têm sido modificadas para conter menos metais caros, e a sua potência também. Basta olhar para a classe dos drones a maluqueira que não foi em 10 anos, onde se passou de baterias que só podiam ser descarregadas em 10 minutos, para as que dão potências absurdas e descarregam em 1 minuto e carregam em 3 a 5 minutos.

        Claro que isto ainda não se usa nos carros devido a serem caras.

        Em 2006 fui um dos primeiros cá em Portugal a testar as novas baterias de nano tecnologia LiFePo4, que carregavam dos 10 aos 80% em 5 minutos, testados e comprovados por mim.

        1. Avatar de Joao
          Joao

          LiFePo4 não é nenhuma bateria milagrosa. E veja só, o sr. mesmo disse, 2006. Já se vao 17 anos, e pouca coisa mudou.

          1. Avatar de JL
            JL

            Mudou muito, tanto que na altura tinham uma densidade menor de 80W / kg, e agora já passaram o dobro.

            Além que não usam cobalto e a percentagem de lítio está me menos de 2%. Na altura era cerca de 6%.

            Agora as mesmas baterias já podem carregar em 2 minutos.

            É mais importante que isso, o preço baixou quase 6x.

  5. Avatar de Joao
    Joao

    Tenho certeza. Absoluta.

    1. Avatar de JL
      JL

      Eu entendo o que diz, mas também tem de considerar que muitos anúncios servem apenas para cativar recursos.

      Lembra-se do hidrogénio em Pó? E em pasta ? Isso já foi inventado há 100 anos, como é um processo complexo e necessita de muito investimento, fazem estes anúncios para cativar investimento.

      Nas baterias o mesmo, umas realmente avançam, outras nem por isso.

      1. Avatar de Joao
        Joao

        Sim, avançam, mas muito devagar. Muito diferente dos anuncios divulgados por estudos acadêmicos. Se continuar nesse passo, avioes eletricos ou carros eletricos mais leves e com a mesma autonomia dos veículos de combustao interna, levarão mais 20 anos. As vezes acho que a tecnologia até existe para hoje, mas não há interesse ou viabilidade economica para produção em escala.

        1. Avatar de JL
          JL

          A tecnologia para aviões demora sempre mais, porque tem de ser muito mais testada e comprovada a fiabilidade, uma coisa é ter um carro que pode parar no meio da estrada e encostar na berma, outra é estar no ar e perder a propulsão. Os motores de aviões, mesmo com tecnologia já com mais de 60 anos, qualquer evolução nova, demora anos a testar e comprovar o funcionamento.

          Nos aviões não acredito que antes de 2050 veja muito transporte comercial, sem ser de pequenas aeronaves de transporte regional a ser utilizado, para estes defendo outras soluções como sintéticos, sim, para estes sintéticos faz sentido.