Autocarros elétricos são retirados de circulação em Paris depois de incêndios sem explicação

23 Comentários

Os veículos elétricos são cada vez mais uma opção para substituir os veículos a combustão. Além dos carros particulares, muitas são as cidades que já têm rotas completas de autocarros públicos 100% elétricos.

Paris é um desses exemplos, mas dois incêndios sem explicação obrigaram à retirada de 149 autocarros de circulação. Assista ao vídeo.

Autocarros elétricos são retirados de circulação em Paris depois de incêndios sem explicação


Sem motivo aparente, em abril, nas ruas de Paris pode assistir-se ao incêndio de dois autocarros 100% elétricos. Estes dois veículos fazem parte de uma frota fabricada pelo Bolloré Group, uma empresa francesa, e os modelos são os Bluebus 5 SE.

Os Bluebus 5 SE são assim autocarros 100% elétricos ao serviço da Rede Autónoma de Transportes Parisienses (RATP), sendo a frota completa composta por 149 veículos pesados de passageiros.

Perante os incidentes que ocorreram a 4 e 29 de abril, os 149 Bluebus 5 SE foram retirados de circulação.

Autocarros elétricos são retirados de circulação em Paris depois de incêndios sem explicação

No primeiro caso, o autocarro foi consumido pelas chamas na sua totalidade, no centro da cidade na Avenida Saint-Germain. Felizmente, não foram registados feridos, graças à rápida atuação do condutor que parou o autocarro e ordenou que todos os passageiros saíssem.

A RATP, no decorrer dos incidentes, pediu ao fabricante Bolloré que explicasse a causa dos incêndios e propusesse um plano de ação para tornar os autocarros mais seguros.

A Bolloré afirmou que está a colaborar ativamente com a RATP para determinar a causa dos incêndios, sendo que o fabricante possui em Paris 500 autocarros elétricos, dos 4700 que operam na capital francesa.

Particularidades dos autocarros elétricos Bluebus 5 SE

Os Bluebus 5 SE têm 12 metros de comprimento e transportam até 109 passageiros. A bateria tem capacidade de 441 kWh (de LPM, polímero metálico de lítio) e garante uma autonomia de 320 km entre recargas. O fabricante assegura que “as células não utilizam qualquer componente líquido, sendo completamente sólidas”. Além disso, não há cobalto nem níquel na sua fabricação, o material que poderia justificar o excesso de aquecimento e os incêndios.

As baterias do Bluebus 5 SE estão localizadas por cima do tejadilho e, em caso de incêndio, permitem que o veículo pare e os passageiros saiam que as chamas se propaguem por todo o autocarro.

Comentários

23

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

  1. Avatar de João
    João

    Podiam aproveitar o incêndio para colocar um gerador e produzir alguma eletricidade para os outros veículos elétricos.

    1. Avatar de iDroid
      iDroid

      Big Brain time.

  2. Avatar de jorge santos
    jorge santos

    Não é à toa que tudo o que seja bateria não pode ir no porão de um avião…

    1. Avatar de Greg
      Greg

      Sim, mas por outros motivos.

    2. Avatar de Gonçalo
      Gonçalo

      primeira procura os motivos disso depois lança esses argumentos

  3. Avatar de Greg
    Greg

    Se fosse numa casa começávamos a investigar pela cablagem.

  4. Avatar de Fusion
    Fusion

    Bem vindos ao futuro (tirando para aqueles que podiam ter morrido com esta brincadeira)

    1. Avatar de Keyboardcat
      Keyboardcat

      Talvez o fabricante tenha que corrigir o problema não? Ou nunca nenhum outro veículo pegou fogo antes devido a problemas de construção? Até o prestigiado Ferrari F430 pegava fogo.

      Existem mais de uma centena de autocarros elétricos a circular em Amsterdão desde 2018 e não houve nenhum problema com incêndios. E mais centenas estão para vir, dá dó ver os autocarros barulhentos a diesel circular na cidade.

      Não sei de que futuro falas.

    2. Avatar de RC
      RC

      Pois mas a realidade é que são casos raros, em Portugal com autocarros a combustão até fazem cronologias por ser algo normal:

      https ://www.cmjornal.pt/maissobre/autocarro-arde

  5. Avatar de Luis Costa
    Luis Costa

    Baterias no teto + este tempo quente + uso continuo e intenso = sobreaquecimente.
    Temperatura sempre foi o ponto fraco das baterias de litio e sempre será.

  6. Avatar de secalharya
    secalharya

    Mas os eléctricos são amigos do ambiente! (>.>)

    1. Avatar de RC
      RC

      Tal como os a combustão, mas nesses já é tudo normal:

      https ://www.cmjornal.pt/maissobre/autocarro-arde?

  7. Avatar de RC
    RC

    Realmente entende-se a notícia, já que é raro um veiculo elétrico arder como até provaram os seguros americanos, já com autocarros a combustão isso é algo normal e até existem cronologias só para os que arderam nos últimos meses e só em Portugal:

    https: //www.cmjornal.pt/maissobre/autocarro-arde

  8. Avatar de FilipeB
    FilipeB

    Este tipo de notícias são para mim como as dos aviões que caem ou dos acidentes com carros sem condutor.
    Estatisticamente irrelevantes, mas quando acontecem aparecem em todos os média.
    Quantos carros a combustão se incendeiam? Quantos acidentes acontecem todos os dias/horas/minutos em carros com condutores?
    Não que não exista algo a reportar, mas o nível de destaque faz com que pareça que o problema seja muito mais preocupante do que realmente é.

  9. Avatar de ervilhoid
    ervilhoid

    “As baterias do Bluebus 5 SE estão localizadas por cima do tejadilho e, em caso de incêndio, permitem que o veículo pare e os passageiros saiam que as chamas se propaguem por todo o autocarro.”

    eu prometi que não comentava mais nada mas..

    pelo video percebemos que não é muito fácil sair de lá de dentro, então se for 1 idoso… mas voçes acreditam em tudo o que escrevem porque a fonte assim o diz

    1. Avatar de Vítor M.

      Repara, se fossem em baixo, aí sim era muito complicado. Sendo em cima, e repara para onde disparam as chamas, dá tempo para os passageiros, até os idosos, saírem por uma das duas portas do veículo.

      Tens é de perceber como funciona a ignição e como se comportam os materiais. O fumo dissipa-se para fora, e isso ajuda à saída dos passageiros.

      Faz sentido o que foi escrito.

    2. Avatar de Gonçalo
      Gonçalo

      é claro que nunca é facil sair de dentro de um inciendio ningue está a discutir o obvio mas se as baterias tivessem no chao aí sim era completamente impossivel

    3. Avatar de Mr. Y
      Mr. Y

      Realmente mais valia não teres comentado nada…

  10. Avatar de Necas
    Necas

    E q tal voltarem-se a usar Elécticos e/ou troleis? Já n havia necessidade de toneladas de baterias. Lá se ia o negócio multibilionario das baterias, q por curiosidade, n nascem nas arvores 😉

    1. Avatar de Keyboardcat
      Keyboardcat

      Vários. Custo de infra-estrutura e manutenção da mesma. Menos flexibilidade nas rotas (estradas cortadas devido a acidentes/manutenção).

      Eu gosto de elétricos, vivo numa cidade com uma rede decente. Mas os custos de criar tal rede são enormes. Para uma cidade com autocarros a diesel, autocarros elétricos são o próximo passo. Visto estudos recentes mostrarem o custo total por Km de um autocarro elétrico já ser ligeiramente inferior ao de um autocarro a diesel. E só vai melhorar.

  11. Avatar de João Santos
    João Santos

    “Autocarros elétricos são retirados de circulação em Paris depois de incêndios sem explicação”

    Portanto … a explicação é que o trabalho não foi bem feito desde a projeção ao desenvolvimento da ideia.
    Dúvidas?

  12. Avatar de tHaGam3r
    tHaGam3r

    Claro que é por causa do aquecimento, as baterias até podem ser “anti fogo”, mas um autocarro tem muitos componentes. Numa cidade como Paris fazem os 320km de autonomia fácil!