10 dias… 30 comandos para usar na sua distribuição Linux (6)

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O poder de uma distribuição Linux está no terminal! No Pplware já apresentámos vários comandos, especialmente na nossa rubrica, Comandos Linux para Totós.

Depois de apresentados, na última rubrica, os comandos ping, nslookup e tcpdump, vamos conhecer quais os três comandos que escolhemos para hoje.


#16 – grep

De uma forma resumida, o grep permite “localizar” de uma forma muito rápida, informação dentro de um ficheiro de texto. Todas as linhas que contenham a informação procurada são apresentadas como output do comando.

Sintaxe:

grep [argumentos] expressão ficheiro

  • expressão: palavra ou frase a ser localizada no ficheiro de texto
  • ficheiro: indicação do ficheiro onde será realizada a procura

#17 – chmod

O comando chmod permite-nos definir permissões para um ficheiro ou diretório. As permissões podem ser definidas num dos seguintes modos: “amigável” ou“máscara binária (ou modo octal)”. Saber mais aqui.

Modo: “amigável” (com letras)

Para a definição de permissões através do modo “amigável” é necessário recorrer a letras e mais alguns símbolos. Para isso, produzi uma tabela auxiliar com tudo o que precisam de saber. Por exemplo, a letra ‘u’ indica que é dono, ‘g’ refere-se ao grupo, etc.

Depois temos as permissões de leitura, escrita e execução que são definidas através das letras r,w e x respectivamente. Depois há os operadores que nos permitem definir uma permissão (‘+’) ou remover uma permissão (‘-).

Modo: Máscara binária ou modo octal

A máscara binária é composta por três algarismos arábicos sob a base 8 ou seja de 0 a 7 (daí o nome de modo octal) onde:

  • O primeiro dígito representa o dono do ficheiro (u)
  • O segundo dígito representa o grupo (g)
  • O terceiro dígito representa os outros (o)

As permissões são especificadas para cada grupo, somando as permissões necessárias:

  • 4 = Leitura (r)
  • 2 = Escrita (w)
  • 1 = Execução (x)

Exemplo

#18 – useradd

Para criar um utilizador no Linux via terminal podemos usar um dos seguintes comandos: useradd ou adduser. A função do useradd e adduser no Fedora / Centos é igual. Já em distribuições baseadas em Debian, o adduser disponibiliza um método interactivo para criação de contas (várias questões sobre parâmetros do utilizador).

Cada um dos comandos tem várias opções que podem ser conhecidas através do comando man (ex. man df). Amanhã cá estaremos de novo para apresentar mais três comandos para usar no terminal da sua distribuição Linux. Até lá aguardamos pelas vossas sugestões.

Comentários

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  1. Avatar de Xiba
    Xiba

    Não entendi nada desse chmod

    1. Avatar de Nuno Veloso
      Nuno Veloso

      Vou dar um exemplo porque penso que seja mais fácil de entender.
      Imaginemos que queremos dar permissões de executar e ler num determinado ficheiro ou diretório, usando máscara binária como referido no artigo.

      Read | Write | Execute
      1 | 0 | 1

      Ou seja o número em base binária para as permissões que queremos é 101. Em base decimal é 5. A pergunta agora é, queremos dar estas permissões a quem? Para simplificar todos irão ter as mesmas permissões.

      Owner | Group | Other
      5 | 5 | 5

      Se quisermos dar permissões diferentes por exemplo ao grupo é fazer o primeiro passo.

      Assim para concluir executamos o seguinte comando

      chmod 555 file_name_or_directory_name

      1. Avatar de Xiba
        Xiba

        Ainda não entendi nada, é por isso que linux não é popular no desktop.
        Muito técnico.
        “Base binária”, “permissões” what
        Parece que falam outra língua

    2. Avatar de José Carlos Oliveira Ferreira
      José Carlos Oliveira Ferreira

      Boas. Não sei se o Xi a conseguiu perceber o chmod mesmo após a explicação do Nuno Veloso. Vou só deixar mais duas dicas para tentar ajudar.
      Primeira dica:
      Para um user de Linux caseiro, acho que os Groups nem terão muito interesse. O mesmo se aplica para os Others. No entanto acho que ajudar ressalvar que no Linux comum temos os users comuns que têm regras específicas para eles. Depois os Groups servem para agrupar users num grupo onde todos eles partilham das mesmas regras/permissões. É por fim temos os outros, ou seja um conjunto de regras e permissões que não incluem nenhum dos já descritos.

      A segunda dica é:
      Quando fazemos um ‘ls – l’ vemos que para cada ficheiro é pasta, do lado esquerdo da janela do terminal aparecem por vezes 1, 2 ou 3 tracinhos. É aqui que entra o 755 ou o rxw. Cada tracinho, pela seguinte ordem, corresponde ao Owner, Groups e Others. Portanto, os valores mencionados no post de 755, significam o seguinte, por ordem:
      7 (4+2 +1) – o Owner tem permissão de Read (r ou 4), Write (w ou 2) e execute (x ou 1). Isto só para o primeiro tracinho.

      Para os outros dois tracinhos, aplica-se o mesmo mas para os Groups é para os Others.

      Ajudei ou compliquei?

      1. Avatar de José Carlos Oliveira Ferreira
        José Carlos Oliveira Ferreira

        Corrector ortográfico estúpido. Desculpem os ‘é’ em vez de ‘e’.

      2. Avatar de José Carlos Oliveira Ferreira
        José Carlos Oliveira Ferreira

        Corrector ortográfico estúpido. Desculpem os ‘é’ em vez de ‘e’.

  2. Avatar de Pedro H.
    Pedro H.

    Posso só perguntar se o Pplware pode usar os pinguins do madagáscar? é que pronto… só para evitar que algum intelectual das leis europeias e americanas ou até mesmo algum advogado da empresa processe o pplware. Não quero que seja encerrado por usar uma coisa que eu usaria. Só mesmo porque não quero este site fechado :p

  3. Avatar de Samuel
    Samuel

    Os comandos que eu não entendia e que agora percebi 🙂

  4. Avatar de Bob Marley
    Bob Marley

    e comandos para Tudo da muito trabalho

  5. Avatar de Alexandre MCS
    Alexandre MCS

    Permissões no linux sempre foi um desafio para muita gente, então :

    http://www.onlineconversion.com/html_chmod_calculator.htm

    para ajudar
    abraços