Análise: Steve Jackson’s Sorcery! Partes 1 e 2

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Dos estúdios Inkle chega-nos uma aventura que promete bastantes escolhas, muitos feitiços por lançar e muitas criaturas para batalhar.

Vamos dar início a esta épica jornada e conhecer melhor este título que saltou do papel para os dispositivos móveis e agora chega ao PC.

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Steve Jackson’s Sorcery é um jogo de fantasia/aventura adaptado a partir dos “livro-jogo” (livros onde o leitor participa da história, fazendo escolhas) de Steve Jackson.

As duas primeiras partes (de quatro) estão já disponíveis na plataforma Steam, com a 3ª parte prometida para breve e a 4ª parte mais para o final do ano.

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História

A nossa história começa como muitas outras, somos um pequeno herói que embarca numa aventura épica para recuperar um objecto mágico e evitar que o mundo seja dominado por um terrível feiticeiro.

Apesar do enredo ser relativamente genérico, é-nos dado a conhecer um vasto mundo, com locais únicos e pessoas com personalidades bem definidas com os quais acabamos por criar alguns laços.

Neste jogo temos a oportunidade de fazer a nossa própria história através das várias escolhas que alteram totalmente a experiência, podendo a nossa personagem ser um herói, um bandido ou algo entre os dois. A escolha é do jogador!

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Apresentação

O estilo de Steve Jackson’s Sorcery é minimalista, com gráficos 2D (gravuras detalhadas), animações simples e grandes sequências de texto que são “cosidas” à história principal.

O grande elemento do jogo são mesmo os desenhos apresentados com mapas, criaturas e pessoas com bastante detalhe, tal como se se tratasse de um autêntico livro.

Em termos de ambiente sonoro, não existe qualquer tipo de diálogo, sendo deixado ao jogador a tarefa de dar voz às personagens. Em compensação temos uma boa banda sonora que dá a cada local uma identidade única.

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Mecanismo de jogo

Começamos o jogo com um saco de ouro e algumas rações, mas rapidamente percebemos que teremos de gerir muito bem estes itens para ter sucesso.

Para dar início “à jogada” no Steve Jackson’s Sorcery, temos de “agarrar” a nossa personagem e deslocá-la no mapa até ao local onde queremos ir, fazendo lembrar os jogos de mesa tradicionais.

É ao chegar a um novo local que é desencadeada uma serie de diálogos, com algumas escolhas por tomar. Mas não é só com as escolhas de diálogo que vamos progredindo, como o nome do jogo indica, existe também a opção de usar magia ou de combater.

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O sistema de magia é relativamente complexo com cerca de 50 tipo de feitiços, cada um com utilizações e limites específicos. Cabe sempre ao jogador decidir qual, quando, onde e como usar estes feitiços, sendo que neste aspecto o jogo não oferece grande ajuda nas escolhas, sendo necessárias algumas tentativas e erros para aprender.

Para dominar os feitiços e os seus efeitos, temos também de ter em conta a utilização da nossa estamina. Este mecanismo não está muito bem utilizado, pois para recuperar podemos comer algo (facilmente disponível), dormir um pouco ou mesmo rezar (opções que acabamos por abusar…).

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O sistema de combate é bastante simples, sem grandes animações e com apenas duas acções por escolher: atacar ou defender.

Se for escolhida a defesa, o dano recebido é reduzido para 1. Se decidirmos atacar, temos de escolher o tipo de ataque, mais ou menos forte, o que está relacionado com a energia (estamina) que queremos gastar.

Em teoria, este resume-se em tentar adivinhar o próximo movimento do oponente, mas na realidade acaba por ser tentativa-erro até se decorar os padrões de ataque.

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Veredicto

Steve Jackson’s Sorcery Partes 1 & 2 é um jogo diferente, com uma excelente história e ilustrações detalhadas. O sistema de escolhas é o elemento diferenciador deste jogo, que altera mesmo a progressão na história.

Como todo o jogo se centra em “ler” a história e como não existem grandes animações para quebrar a monotonia, pode tornar-se uma experiência um pouco aborrecida, algo que é facilmente superado se (e aconselhamos que assim seja) for jogado  em pequenas sessões.

Comentários

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  1. Avatar de César
    César

    este jogo… Fantástico.

    Vale bem o preço. Acho que a classificação para os gráficos e jogabilidade são injustos. Gráficos e uma decisão artística, e é muito agradável olhar para o ecrã. Quanto jogabilidade. . . Sim, posso concordar mas apenas com a parte de os feitiços não serem uma coisa que possamos contar a toda a hora, e é preciso estar sempre a abrir o livro para ver o que temos disponível…

  2. Avatar de Diogo
    Diogo

    Discordo, os gráficos mereciam 6.45 no mínimo!