Squid Game: operadora sul-coreana processa a Netflix após aumento de tráfego

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Squid Game é a nova e viciante série da Netflix que estreou no nosso país no passado dia 17 de setembro. Trata-se de um conteúdo gaming que está a ser um verdadeiro sucesso entra os fãs deste segmento, e não só.

No entanto, parece que nem todas as notícias são boas. Uma operadora sul-coreana processou a plataforma de streaming devido ao aumento de tráfego resultante da série.



Squid Gamer: o mais recente sucesso da Netflix

Esta recente, mas já popular, série, conta a história de centenas de jogadores falidos que aceitam um estranho convite para competir em jogos infantis. O prémio que os espera é tentador, mas as consequências são fatais. Esta série foi para o ar no dia 17 de setembro em Portugal e já conta com milhares de espetadores que rapidamente elogiaram e se tornaram fãs do conteúdo.

Operadora processa a plataforma por aumento de tráfego

No entanto, agora a operadora sul-coreana SK Broadband processou a Netflix para que esta pague os custos do aumento de tráfego de rede e o trabalho de manutenção devido a um aumento do número de espetadores da série Squid Game. As informações foram relatadas por um porta-voz da empresa na passada sexta-feira.

De acordo com as informações reveladas pela Reuters, a SK Broadband estima que a Netflix lhe deve o equivalente a 22,9 milhões de dólares só pelos problemas causados em 2020. A operadora alega ainda que, por segundo, cerca de 1.200 Gb de dados processados nas suas redes estavam vinculados à plataforma de streaming.

Em suma, a SK pretende que empresas como a Netflix paguem uma “taxa de largura de banda” como forma de compensar os possíveis aumentos de custo de manutenção imputados às operadoras quando o tráfego deste género de serviços sofrem um aumento repentino.

Por sua vez, a Netflix nega estas acusações e deixou uma publicação no seu blog oficial onde detalha com alguns números de que forma o serviço de streaming é benéfico para a economia sul-coreana. Para além disso, também destaca que é uma forma de difundir a cultura do país pelo mundo. Até porque Squid Game foi a primeira produção sul-coreana a atingir a posição de conteúdo mais visualizado na Netflix nos EUA.

No entanto, parece que a justiça da Coreia do Sul está mais inclinada para dar razão à operadora SK. Isto porque um tribunal em Seul referiu que a Netflix deveria ‘razoavelmente’ dar algo em troca à operadora pelo uso de rede.

Leia também:

Estas são as estreias de filmes e séries na Netflix para setembro

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  1. Avatar de RPG
  2. Avatar de Tiago Santos
    Tiago Santos

    Quero neste momento processar todas as marcas de automóveis pelo trânsito causado e, logicamente, o meu atraso ao chegar ao trabalho bem como o stress sentido nestes anos todos! Tem me dado sérios problemas com o meu chefe e o meu prémio foi muito reduzido!

    Sem comentários…

    1. Avatar de Manuel Costa
      Manuel Costa

      Foste o produtor do automóvel? Foste quem construiu a estrada e a mantêm? És quem realiza a manutenção das estradas e sinalização?
      Pois… sem comentários a Tua BURRICE.

      1. Avatar de Tiago Santos
        Tiago Santos

        Pois… sem comentários a Tua BURRICE.

        Calma, era um espelho!

  3. Avatar de Honorato
    Honorato

    Agora a netflix tem culpa de as pessoas querem ver a tal série porque aumentou o tráfego tem de pagar. Se aumentou o tráfego só teem que aumentar a capacidade para aguentar. Se o isp de lá da Coreia do Sul tiver com grandes dívidas quis foi se aproveitar para chular a netflix para ver se safa

    1. Avatar de Manuel Costa
      Manuel Costa

      O contrato de distribuição inclui uma margem para o tráfego. É uma das grandes diferenças entre a Netflix e a Disney (centralizada). A Netflix agrega o serviço externo e a operação fica no local que a produtora define. Como era uma série nova, a Netflix terá pago pouco mais de 3 milhões de dólares, para um lucro de 600 milhões de dólares, pela visualização da série. A empresa só reclama que é preciso actualizar o contrato, pois ninguém contou com a quantidade de utilizadores a visualizar a série.

  4. Avatar de Watcher
    Watcher

    Todas as redes têm uma capacidade finita, facto.
    Todas as redes vão ter picos, facto.
    A Netflix tem um site na internet, no seu cantinho que não chateia ninguém que por acaso é o supra sumo da batata e todos querem ver bastando que para isso exista uma ligação à internet, facto.
    A Netflix têm caches, não creio que sejam gratuitas, que podem ser colocadas nos ISPs para que o tráfego seja minimizado fora da rede do próprio ISP, facto.
    Os utilizadores finais usam a rede dentro dos limites impostos pelos milhentos sistemas de gestão e controlo dos ISPs, facto.
    O ISP processa a Netflix quase com o argumento que o Netflix lhes provocou um DDoS, han?

    Duvido muito que os utilizadores deste ISP tenham ligações dedicadas ou com largura de banda garantida ou seja a ligação é multiplexada e é feito um sobre-provisonamento propósitado de clientes sobre uma ligação física e finita de acordo com uma taxa média de utilização para diminuir custos ou seja se todos os utilizadores usaram o máximo da sua largura de banda ao mesmo tempo, o segmento de rede não aguenta.

    Ou seja, o ISP vende mais do que consegue suportar ou não limita a velocidade da maneira correta. Mas a culpa é quem simplesmente colocou um conteúdo para visualização.

    É a mesma coisa que os LUSOPONTE processar a cidade de Lisboa pelo excesso de baixas médicas dos funcionários das portagens bem como o trânsito no tabuleiro da ponte, devido ao facto da maioria dos empregos serem localizados em Lisboa.

    Obrigado e bom dia!

    P.S.: Um grande abraço aos funcionários das portagens!

    1. Avatar de Manuel Costa
      Manuel Costa

      ERRADO.
      O contrato da Netflix é com a produtora. A produtora tem um contrato com um ISP. Ora a Netflix pagou 3 milhões pela série e não quis centralizar os serviços (estás a 500000000 milhões de anos luz da forma usada pela Netlfix…), sendo que a produtora e a operadora é que suportam todo o tráfego de quem visualiza a série. É por isso que estão a exigir que a Netflix aumente o valor pago pelo tráfego de dados, reduzindo os 600 milhões de dólares, que a empresa terá obtido de lucro com a série. É que a publicidade é toda lucro da Netflix e não da produtora…

      1. Avatar de Administra Dor
        Administra Dor

        Mas isso foi é mal negociado, a Netflix não tinha como saber o sucesso que ia ter. É como o criador do Witcher que vendeu os direitos por tuta e meia para fazer os jogos porque segundo eles jogos são m***a e ninguém quer saber e depois ficou todo embufado quando os jogos foram um sucesso

      2. Avatar de Watcher
        Watcher

        Caro Manuel, espero que isto o encontre bem, e que possamos aqui criar uma confluência de ideias sem conflito e excessos. O Manuel ainda não me conhece mas eu não falo sem dados, isso não me impede de estar errado mas certo de acordo com o que li/vi. Neste caso em concreto seguem abaixo as minhas fontes de informação que partilho aqui consigo. Espero um comportamento recíproco para que eu possa perceber o seu lado e contribuir para um aumento de conhecimento generalizado entre si, mim e todos os que lêem a nossa conversa.

        Um vídeo da própria Netflix a explicar como funciona a desagregação dos dados: https://www.youtube.com/watch?v=sExZim0S8nk

        As arquitecturas de exemplo para a Netflix: https://openconnect.netflix.com/en/#sample-architectures

        Só mais um pequeno ponto. A Netflix ter que pagar ao ISP uma quantia diferenciada por acesso à internet vai contra as boas práticas da Net Neturallity em que um pacote é um pacote, não interessa de onde veio nem para onde vai. O ISP deve dimensionar os custos de acordo com a largura de banda e quantidade de tráfego disponibilizada ao cliente e não por ser um conteúdo popular onde se pode ir buscar mais uns cobres.

        Obrigado, bom dia

      3. Avatar de Adeus
        Adeus

        Não entendo a tua visão nem do contexto com esta notícia. Os ISP`têm uma coisa que se chama QoS. Só têm que limitar a transferência de dados com origem a determinado domínio. Isso dos contratos que falas é outra coisa.

  5. Avatar de Há cada gajo
    Há cada gajo

    Um imposto sobre a estupidez era receita certa, certa !

  6. Avatar de Secadegas
    Secadegas

    ISP com uma infraestrutura de m**da e culpam os outros?

  7. Avatar de Rudi
    Rudi

    Então e o cliente não pagou pelo serviço de internet?
    Ridiculo!
    Como é que o aumento de tráfego aumenta a manutenção? O cabo de rede fica degradado com os eletrões a passar?
    Desculpas para sacar dinheiro.

    1. Avatar de Manuel Costa
      Manuel Costa

      Se montares uma quinta de servidores para minares criptomoedas e pagas 30 euros pela tua ligação à internet, em que ultrapassas o TOS no dia 5 do mês. Podes fazer upgrade para os 6000 euros mensais e teres rede disponível para a tua quinta de servidores.
      Agora imagina que és um utilizador que se vai ligar a essa quinta. A tua operadora não te pode dizer nada. A fornecedora terá de pagar à tua operadora pelo aumento da utilização de dados… é o que se passa com este caso.

      1. Avatar de Rudi
        Rudi

        Desculpa mas não, como cliente de um ISP eu pago para ter acesso à internet, esse acesso é pago por mim com o meu dinheiro, o ISP não tem de negociar com mais ninguem sobre o que devo ter acesso ou não, se o ISP não tem o minimo de canal alugado a uma backbone, é porque está a “chular” os clientes e está a tentar a quem tem a “quinta de servidores” que paga o seu proprio acesso ao backbone, que pague para ter o extra que deveria de ter em primeiro lugar.

        OU seja o que dizes é fraude praticada pelo ISP.

        A Brisa não vai processar a Toyota porque tem mais carros a usar a autoestrada, quando os utentes pagam para USAR A MESMA AUTOESTRADA.

        É ridículo, fraude e exploração.

  8. Avatar de Jorge Pedro Miguel
    Jorge Pedro Miguel

    Em Portugal a Meo, corta a ligação e pronto, está o assunto resolvido… façam o mesmo! 😀