EUA quer leis para proteger a saúde mental das crianças devido à Internet

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A presença dos mais pequenos no mundo online é um assunto que desperta sempre alguma preocupação e também vários alertas. Nesse sentido, o congresso dos Estados Unidos da América quer aprovar algumas leis para proteger uma Internet para crianças, com vista à saúde mental dos menores.

EUA quer leis para proteger a saúde mental das crianças devido à Internet

EUA quer proteger as crianças na Internet com novas leis

Não é uma novidade para ninguém que grande parte das crianças a nível mundial estão, de alguma forma, presentes na Internet. E muitas já foram as notícias e informações sobre os riscos e perigos que esta realidade envolve e acarreta, embora por vezes continuem a existir problemas e consequências nada animadoras.

Como tal, as notícias avançadas pelo The Verge indicam que o congresso norte-americano está perto de aprovar duas importantes leis para proteger uma Internet para crianças. Em concreto estamos a falar dos projetos de lei KOSA (Lei de Segurança Online para Crianças) e COPPA 2.0, as quais foram aprovadas unanimemente pelo Comité de Comércio do Senado nesta quinta-feira (27).

Estas leis têm como principal objetivo abordam uma crise de saúde mental entre as crianças e jovens, a qual alguns legisladores apontam o dedo às plataformas sociais pela sua intensificação.

Crianças no TikTok

A proposta KOSA pretende estabelecer um novo padrão legal para a Federal Trade Commission (FCT) e para os procuradores-gerais do Estado, dando-lhes o poder de policiar empresas que falham em impedir que as crianças acedam a conteúdos prejudiciais nas suas plataformas. Tal como explicam a senadora Marsha Blackburn e Richard Blumenthal, autores das iniciativas, este projeto de lei, impede que as crianças vejam conteúdos relacionados com problemas alimentares, pensamentos suicidas, abuso de substâncias e jogos de azar. Além disso, irá também proibir que crianças com 13 anos ou menos usem as plataformas sociais e exigirá que as empresas obtenham o consentimento dos pais antes de permitir que os menores de 17 anos usem essas mesmas plataformas.

Já a proposta COPPA 2.0 pretende aumentar a idade de proteção sob a Lei de Proteção à Privacidade Online das Crianças de 13 para 16 anos de idade, juntamente com restrições semelhantes de restrição de idade. E proíbe ainda as plataformas de segmentar anúncios para crianças.

Decisão compete aos pais e não ao governo, dizem algumas críticas

No entanto, existem alguns críticos destes projetos de lei que indicam que as novas diretrizes podem piorar a situação em vez de a melhorar, uma vez que acabam por forçar as plataformas sociais a recolher mais informações sobre os utilizadores, como forma de aplicar adequadamente as regras do Congresso.

Para além disso, Carl Szabo, vice-presidente e conselheiro geral da NetChoice, indica que “quando se trata de determinar a melhor maneira de ajudar as crianças e os adolescentes a usarem a Internet, os pais e responsáveis devem tomar essas decisões, não o governo. Em vez de violar os direitos de liberdade de expressão e entregar os pais aos burocratas, devemos capacitar as autoridades com os recursos necessários para fazerem o seu trabalho de prender e condenar os maus atores que cometem crimes online contra crianças“.

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  1. Avatar de Joca
    Joca

    Diz a NetChoice: “Vários estados dos EUA propuseram ou aprovaram legislação que exigiria que os serviços on-line verificassem a idade e a identidade de seus utilizadores antes que o utilizador tenha permissão para aceder a esse serviço.”
    Do que se está agora a falar é de legislação federal, ou seja, alargar essa exigência ao nível de todos os estados.
    Qual é o busílis segundo a NetChoice:
    – Todos os utilizadores (crianças ou não) tinham que fornecer, a cada serviço online, a sua identificação atribuída pelo governo, como o nº de passaporte ou da carta da condução [Como nos EUA não existe BI/CC, não sei como se faria a identificação, por exemplo de crianças]. Em cada acesso ao serviço online o utilizador teria que se identificar.
    – Teria de se fazer também o upload dos documentos comprovativos, para permitir ao serviço verificar a legitimidade dos dados fornecidos.
    – Os serviços online tinham que armazenar durante longos períodos desses dados pessoais, fazendo deles alvos preferenciais de ciber-criminosos e predadores.
    Até podem estar todos de acordo em que certos serviços online limitem o acesso de crianças, ou limitem a duração ou o período de acesso – a questão que se coloca é como se faz isso garantindo a privacidade e segurança dos dados. Se não é possível, não faz sentido aprovar legislação a exigir.

  2. Avatar de Thomas Costa
    Thomas Costa

    Leis? Porra as criancas precisam é que os pais sejam isso mesmo, PAIS!

    1. Avatar de Joaquim Sobreiro
      Joaquim Sobreiro

      Completamente de acordo. Muitos pais conhecem menos os filhos que os meios informáticos que eles utilizam.

      1. Avatar de Joaquim Sobreiro
        Joaquim Sobreiro

        E provavelmente também de si próprios só conhecem a sua parte exterior, palpável e visível. Tendo como maior preocupação como os outros os vão avaliar, no mundo da competição

  3. Avatar de DV
    DV

    Para os estados unidos estarem com ideias de leis e regulação é porque a coisa está mesmo muito mal, muitas vitimas depois lá decidem fazer algo. America é isto, tentam tudo até sobrar para o fim só mesmo o que está certo.

  4. Avatar de NN
    NN

    ora, portanto, como as crianças andam com pensamentos suicidas, e disturbios psicologicos, metem uma lei da internet. Ao invés de alterarem a leis das armas, que basicamente qualquer jovem mais facilmente compra uma arma do que uma raspadinha aos 16 anos.

    Vai se lá entender aquela nação…..