Alerta: Satélites Copérnico relevam “grande nuvem de poeira do Saara”

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De acordo com informações recolhidas pelos satélites Copérnico, uma “grande nuvem” de poeira do Saara está a entrar na Europa.

Esta nuvem deverá estar mais concentrada sobre Portugal e Espanha durante o fim de semana, segundo o sistema europeu de monitorização atmosférica Copérnico.


Trata-se de “mais uma grande nuvem de poeira do Saara” que estará sobre o sul e centro da Europa entre hoje e segunda-feira, refere um comunicado do sistema Copérnico, acrescentando que 2022 está e continuará a ser um ano com “altos níveis de transporte de poeira através do Mediterrâneo e partes da Europa”.

“Os valores mais altos” na Península Ibérica deverão registar-se no sábado e no domingo, dia em que a poeira, “com valores muito altos” de concentração da atmosfera, também atingirá a Europa Central.

Em meados de março já se tinham verificado grandes nuvens de poeira na Europa ocidental e este ano, nuvens semelhantes provenientes do deserto do Saara também atravessaram o Atlântico até atingirem as Caraíbas.

Este poluente (partículas inaláveis – PM10) tem efeitos na saúde humana, principalmente na população mais sensível, crianças e idosos, cujos cuidados de saúde devem ser redobrados durante a ocorrência destas situações. Assim, e enquanto este fenómeno se mantiver, a Direção-Geral da Saúde recomenda:

  • A população em geral deve evitar os esforços prolongados, limitar a atividade física ao ar livre e evitar a exposição a fatores de risco, tais como o fumo do tabaco e o contacto com produtos irritantes.
  • Os seguintes grupos de cidadãos, pela sua maior vulnerabilidade aos efeitos deste fenómeno, para além de cumprirem as recomendações para a população em geral, devem, sempre que viável, permanecer no interior dos edifícios e, preferencialmente, com as janelas fechadas:
    • Crianças;
    • Idosos;
    • Doentes com problemas respiratórios crónicos, designadamente asma;
    • Doentes do foro cardiovascular.
  • Os doentes crónicos devem manter os tratamentos médicos em curso.

Períodos de seca e aumento da desertificação fazem aumentar a probabilidade de fenómenos destes, que fazem diminuir a qualidade do ar nas regiões afetadas, sobretudo no caso de as nuvens de poeira passarem a baixa altitude.

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  1. Avatar de SANDOKAN 1513
    SANDOKAN 1513

    Eu nunca vi como este ano.Já perdi a conta ao número de poeiras vindas do Norte de África que já afectaram a Península Ibérica.E fazem tão mal à saúde. 🙁

    1. Avatar de Luis Rosalino
      Luis Rosalino

      Talvez seja o inicio de uma nova Era, os sinais estao todos lá, ja nos avisaram ha muitos anos que Portugal e Espanha podem virar “um deserto” então, estes fenómenos, acredito, serão muito frequentes

      1. Avatar de AlexS
        AlexS

        Haha!
        E o Alqueva nunca iria encher…

        1. Avatar de Luis Rosalino
  2. Avatar de dyor
    dyor

    don’t look up

  3. Avatar de Trolha
    Trolha

    Então imaginem só a população do norte de Africa que vivem esta realidade quase semanal.

    1. Avatar de Luis Rosalino
      Luis Rosalino

      e?

  4. Avatar de Ze
    Ze

    Mas o vento não sopra noutro sentido? Existem mais direções que o norte.

  5. Avatar de Há cada gajo
    Há cada gajo

    E porque não fazer um artigo sobre os benefícios destas poeiras nomeadamente no que respeita ao transporte de fertilizantes naturais e de outros nutrientes para os terrenos ?

    1. Avatar de Vítor M.

      Se lesses os restantes dessa natureza, lá refere a importância. Está tudo aqui 😉 basta procurar.

  6. Avatar de PorcoDoPunjab
    PorcoDoPunjab

    Será que estes ventos só trazem poeiras ali das bandas de Marrocos?
    Pode ser que lá no meio venha algo que faça rir…
    Vou estar atento.

    Atenciosamente, PorcoDoPunjab