Royal Caribbean é a primeira empresa de navios de cruzeiro a solicitar o serviço Starlink

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O serviço Starlink é um projeto de desenvolvimento de constelações de satélites cuja finalidade é levar a internet a qualquer parte do planeta. Como tal, a empresa proprietária da rede espacial, a SpaceX, está agora a disponibilizar o seu serviço para clientes que possam estar em movimento. Inicialmente popularizado para caravanas, a verdade é que esta rede poderá em breve estar disponível para passageiros a bordo dos navios de cruzeiro da Royal Caribbean.

Esta decisão e pedido de autorização ao regulador americano, a FCC, vem após as companhias aéreas terem já feito acordos com a SpaceX para ter WiFi a bordo dos seus aviões.

Ilustração de navio de cruzeiro Royal Caribbean com Starlink


Starlink em breve nos navios de cruzeiro

Num processo junto da Comissão Federal de Comunicações (FCC) na sexta-feira, o Grupo Royal Caribbean disse querer poder oferecer o serviço Starlink na sua frota de cruzeiros marítimos.

Acreditamos ter identificado uma verdadeira solução de próxima geração para os nossos navios.

Disse John Maya, vice-presidente da empresa, em informação dirigida à FCC, divulgada pela PC Mag.

Segundo informações, esta é a primeira empresa de navios de cruzeiro a apresentar um pedido junto da FCC para disponibilizar oferta da internet Starlink nos seus navios. No que toca ao segmento de transporte aéreo, a Hawaiian Airlines e a empresa de jatos exclusiva JSX já fizeram acordos com a empresa de Elon Musk para oferecer aos passageiros Internet em voo. Aliás, a empresa Delta Airlines está a fazer testes com o equipamento.

 

Starlink ainda não tem aprovação da FCC para este tipo de utilização

Apesar dos acordos, a FCC ainda não aprovou o Starlink para utilização em veículos em movimento. Como tal, a Royal Caribbean instou a FCC a aprovar rapidamente o pedido do SpaceX para operar Starlink em navios, camiões, aviões, e outros meios de transporte.

Acreditamos que o nosso trabalho com o SpaceX, o primeiro do seu género na indústria de cruzeiros, irá estabelecer o padrão para outros operadores de cruzeiros e significará um salto em termos de experiência de convidados e operações comerciais enquanto no mar.

Escreveu Maya na informação enviada à FCC.

A Royal Caribbean diz que tem um total de 24 navios, mas não está claro a partir do ficheiro da FCC quantos navios terão Starlink para começar.

A SpaceX lançou em maio uma opção de serviço Starlink concebida para os proprietários de caravanas e que custa 135 dólares (cerca de 130 euros) por mês.

Contudo, além de existir essa informação no site, também Elon Musk tweetou a dizer que o serviço não deveria ser usado em movimento:

O que sabemos é que no caso do equipamento disponibilizado à Ucrânia, Musk disse que o consumo de energia havia sido adaptado para que o serviço fosse usado nos veículo através da porta de isqueiro.

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  1. Avatar de win user
    win user

    vamos ter internet por todo o lado , vamos la ver se a internet não se separa em dois

  2. Avatar de Ivo
    Ivo

    Viajei em 2017 no cruzeiro “Ovations of the Seas” do grupo “Royal Caribbean”, de Shanghai até Japão. O preço do WIFI que cobrava na altura era $ 0.95 USD por cada minuto.

  3. Avatar de Jorge
    Jorge

    “mid-sized cruise ship can use as much as 150 tonnes of fuel each day, which emits as much particulate as one million cars.”
    Mas o importante é ter Internet a bordo.

  4. Avatar de VitorPT
    VitorPT

    Internet sempre houve, os preços é que são altos.

  5. Avatar de Joao Ptt
    Joao Ptt

    A questão realmente é para quem é a Internet? Para os serviços internos dos navios? Ou também para disponibilizar aos clientes?
    E o equipamento de acesso da Starlink é adequado para ter tantos dispositivos ligados através dele?
    A empresa para já assume explicitamente que o serviço funciona em movimento, mas não é fiável o suficiente para o recomendar para essa finalidade.