Portugal atribui primeira licença para centro de lançamento espacial

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Portugal acaba de dar mais um passo decisivo no reforço do seu posicionamento no setor espacial europeu, com a atribuição da primeira licença de operação de um centro de lançamento espacial em território nacional. O pedido foi apresentado em dezembro de 2024 pela portuguesa Atlantic Spaceport Consortium (ASC). A empresa pretende vir a realizar voos suborbitais a partir da ilha de Santa Maria, nos Açores.

Portugal atribui primeira licença para centro de lançamento espacial


Ilha de Santa Maria vai ter o primeiro centro de lançamento espacial de Portugal

A licença agora atribuída é válida por cinco anos e refere-se exclusivamente à operação do centro de lançamento a localizar na Malbusca (Açores), não abrangendo as operações de lançamento propriamente ditas, as quais carecem de licenciamento e avaliação específica.

A emissão da licença insere-se no desenvolvimento dos eixos de atuação da estratégia nacional para o espaço Portugal Espaço 2030, e que visa promover as capacidades e o potencial de Portugal como uma plataforma europeia de missões de retorno e de acesso ao espaço, alavancando a posição geográfica estratégica do Arquipélago dos Açores.

“A atribuição desta primeira licença demonstra que Portugal está preparado para acolher atividades de lançamento com base num quadro legal robusto, transparente e alinhado com as melhores práticas internacionais”, sublinha Ricardo Conde, presidente da Agência Espacial Portuguesa.

A Agência tem vindo a promover a centralidade Atlântica de Portugal, através dos Açores, a nível internacional e a criar, em articulação com as diferentes entidades públicas, as condições institucionais e técnicas para que o país possa desempenhar um papel relevante na nova economia espacial europeia.

A Agência Espacial Portuguesa é a entidade responsável por promover e enquadrar a avaliação técnica e estratégica do pedido, atendendo às suas competências e ao seu conhecimento aprofundado desta área a nível nacional e internacional, tendo em vista a aprovação prévia do Governo.

O processo é feito em estreita colaboração com a Autoridade Espacial Nacional, ANACOM, entidade responsável pela emissão da licença.

Após a atribuição pela ANACOM das primeiras licenças de lançamento e comando e controlo de objetos espaciais, em 2024, Portugal assume já uma posição relevante no setor espacial.

Portugal atribui primeira licença para centro de lançamento espacial

Sandra Maximiano, presidente da ANACOM refere que…

A ANACOM promove uma regulação eficiente, potenciadora do crescente dinamismo e vitalidade do setor espacial, que representa um eixo importante da estratégia nacional. A ANACOM está, por isso, empenhada em ter procedimentos de licenciamento ágeis e que promovam a inovação e a constante evolução das atividades espaciais nacionais

No âmbito do procedimento de licenciamento do porto Espacial, foram ouvidas as entidades relevantes, incluindo o Governo Regional dos Açores e a Câmara Municipal de Vila do Porto, ambas com parecer positivo relativamente à instalação do centro de lançamento em Santa Maria.

A participação destas entidades no processo foi particularmente relevante dada a localização da infraestrutura na ilha e a importância de assegurar uma coordenação eficaz ao nível local e regional.

A possibilidade de licenciar centros de lançamento resulta da revisão do quadro legal nacional, definido pelo Decreto-Lei n.º 16/2019 e atualizado em 2024 através do Decreto-Lei nº 20/2024, de 24 de fevereiro.

A legislação nacional criou um regime específico para estas infraestruturas, permitindo que qualquer entidade – pública ou privada – possa requerer a instalação e operação de centros de lançamento, desde que cumpridos os requisitos de segurança e salvaguardados os interesses estratégicos nacionais.

A atribuição da licença à ASC para operar o porto espacial em Santa Maria representa um passo concreto na consolidação das atividades espaciais a partir do território nacional, abrindo caminho à instalação de infraestruturas operacionais nos Açores e ao desenvolvimento de novos projetos com base em Portugal.

Segue-se o processo de licenciamento das operações espaciais em concreto que venham a ser realizadas naquele porto espacial, sendo expectável que as primeiras operações, nomeadamente voos suborbitais promovidos pela ASC, possam ocorrer já no decurso de 2026.

Em paralelo, continuarão os trabalhos para a criação das infraestruturas necessárias para o retorno de missões espaciais, incluindo o Space Rider, veículo reutilizável da Agência Espacial Europeia que terá nos Açores o seu local de retorno.

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  1. Avatar de Inculto
    Inculto

    Gosto é desses nomes chiques… “Comsocio” ou sem sócio…

  2. Avatar de Paulo
    Paulo

    A mim parece-me mais óbvio que se usa a madeira para isso, pois está situada em melhor zona,e pode transportar mais carga, por menos combustivel , ou seja mais barato, mais eficiente.

    A poluição destas coisas é tremenda, e os açores já tem cancros, por causa das bases americanas,etc.
    Portugal é uma desgraça, não ha sequer uma marca de carros Portuguesa, mas quer ir para o espaço.

    Só elefantes brancos, ao menos excluam os Alemães, que eles onde poẽm as mãos destroem tudo.

    1. Avatar de rui
      rui

      Esquece isso, não faz sentido na Madeira, demasiado junto da Europa, Santa Maria está a meio caminho no Atlantico, podes meter a base de lançamento numa zona que permite lançamento em ambos os sentido das rotação do planeta com possibilidade de abortagem facil usando o mar, no caso da Madeira já ficas sobre Africa muito rapido.
      Ja agora, poluição por causa da Base das Lages? então o que diz os Lisboetas sobre a Portela?
      Faz todo o sentido ser em Santa Maria, permitia criar um polo gigante de mão de obra qualificada e muito dinheiro para a ilha.

  3. Avatar de SoLinux
    SoLinux

    E vão lançar o quê?

  4. Avatar de jaquim
    jaquim

    balões de ar quente, ou pedras com fisgas! Fazes cada pergunta que não lembra ao diabo…