Novas regras para o uso de drones podem ser problemáticas para alguns proprietários

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Os drones são atualmente um veículo imensamente versátil. Quer na parte de entretenimento, quer no que toca a tarefas para servir nos mais variados meio, estas máquinas voadoras podem ser uma ferramenta muito útil. Contudo, a sua utilização para outros fins menos lícitos, podem trazer problemas graves à sociedade. Por isso a regulamentação está cada vez mais apertada.

A Administração Federal de Aviação (FAA), entidade governamental dos EUA responsável pelos regulamentos e todos os aspetos da aviação civil no país, voltou a apertar as regras. Normalmente estas estendem-se um pouco por todo o mundo.

Imagem drone com matrícula digital


Drones com regras mais apertadas

As novas regras significam que, a partir de 2023, qualquer pessoa com um drone que pese mais de 250 gramas (que é a maioria dos drones de consumo no mercado hoje) terá que garantir que a sua máquina voadora está equipada com a tecnologia Remote ID (ID Remoto) – uma espécie de “matrícula digital”. Assim, em caso de necessidade, as autoridades podem ver a localização do drone, os detalhes do piloto e as características do equipamento.

As novas medidas, divulgadas pela FAA na segunda-feira, 28 de dezembro, também permitirão que os drones, para certas atividades, voem à noite. Contudo, esta medida exige que o piloto tenha treino extra com antecedência.

 

Implementar o ID Remoto

Os fabricantes de drones terão 18 meses para começar a incorporar o ID Remoto nas suas máquinas voadoras. Enquanto isso, os proprietários terão mais 12 meses para registar o seu ID Remoto.

De acordo com a FAA, os proprietários poderão cumprir a regra do ID Remoto de uma das três maneiras. Então, estes podem:

  • operar um drone com ID Remoto padrão que transmite informações de identificação e localização do drone e do comando de controlo;
  • operar um drone com um módulo de transmissão de ID Remoto (pode ser um dispositivo separado ligado ao drone), que transmite informações de identificação, localização e descolagem;
  • ou operar um drone sem ID Remoto, mas em área de identificação específica reconhecida pela FAA.

Provavelmente os drones sem o módulo ID Remoto terão de o equipar como tal. Se não o fizerem, eventualmente existirão coimas e outras contraordenações associadas se voarem fora das áreas permitidas. Contudo, pelo que é referido, haverá zonas onde estes drones poderão voar sem ser necessário esta “matrícula digital”. Estas áreas deverão ser estabelecidas posteriormente.

 

Drones com mais opções para voar

Com o mundo a mudar, existem empresas e serviços que poderão necessitar de voar à noite. Ainda não é uma realidade em Portugal, mas noutros países as entregas de mercadorias já se fazem através dos drones. Mais tarde ou mais cedo, estas tecnologias serão igualmente disponibilizadas cá e a regulamentação será ajustada, conforme está a ser agora nalguns países.

Empresas como a Amazon ou a Google já necessitam de ter os seus equipamentos com controlo de tráfego associado. Isto porque com a massificação destes dispositivos, terá de haver forma de controlar os drones autónomos que voaram cada vez mais nos céus das cidades.

As novas regras abrem caminho para uma maior integração dos drones no nosso espaço aéreo, abordando questões de segurança e proteção. Eles aproximam-nos do dia em que veremos mais rotineiramente as operações de drones, como a entrega de encomendas.

Explicou um administrador da FAA, Steve Dickson.

A FAA observou como os drones agora representam o segmento de crescimento mais rápido em todo o setor de transporte dos EUA, com mais de 1,7 milhão de registos de drones e 203.000 pilotos certificados pela FAA até o momento. Enquanto a grande maioria dos proprietários de drones pilotam as suas máquinas com responsabilidade, um pequeno número de pessoas continua a infringir a lei levando-os para áreas restritas, como aeroportos e prisões – um dos fatores que motivaram as novas regras anunciadas esta semana.

As novas regras serão publicadas em janeiro de 2021 e entrarão em vigor 60 dias depois.

 

E em Portugal, onde posso voar?

Voa na boa – Saiba onde pode pilotar o seu drone

 

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  1. Avatar de PeterOak
    PeterOak

    O DJI Mini 2 pesa 249 gramas, tem uma autonomia de 31 minutos e alcance de 10 km. Nos próximos 3 anos este drone vai vender que nem pão!

    1. Avatar de jtsim
      jtsim

      E o DJI Mini (1) também pesa exatamente 249… Lindo

    2. Avatar de Miguel
      Miguel

      E se pesar 249gr já não obriga a registro?

      1. Avatar de rjSampaio
        rjSampaio

        não precisas de registo, mas tens de pedir autorização na mesma.

        1. Avatar de Miguel
          Miguel

          Autorização de que?

          1. Avatar de rjSampaio
            rjSampaio

            De usar um drone com câmera, tens de pedir sempre previamente.

    3. Avatar de Tiago Vaz
      Tiago Vaz

      e também só pode voar até 30m de altura. 🙂 (se quiseres cumprir a lei)

      1. Avatar de adbu
        adbu

        Mas o DJI mini apesar de ter menos de 250g não foi concebida ou destinada a ser utilizada por crianças de idade inferior a 14 anos, logo não é uma arenovave brinquedo, portanto pode voar até aos 120m.

  2. Avatar de O bastardo
    O bastardo

    1) estas regras são para os EUA, na UE já existem outras regras e cada país tem a sua mais específica ainda;

    2) não vejo a relevância para nós, salvo quem for de férias vai precisar de ter um abaixo de 250g

    3) estas medidas apertadas são fruto dos “inteligentes” que teimam em invadir zonas proibidas, o resultado é este…

    1. Avatar de Vítor M.

      Por norma estas regras estendem-se a mais países, como aconteceu com o regulamento que foi adotado em Portugal. E sim tens razão, estas medidas são uma resposta aos “inteligentes” que teimam em invadir zonas que não devem.

      1. Avatar de Jaquim
        Jaquim

        Bom dia Vítor,

        De acordo com o suporte ao cliente da anac, existe uma nova norma europeia digna de notícia a entrar em vigor dia 1 de janeiro e 2021 que poderá afetar drones com peso inferior a 250g.

        “Conclui-se assim, que o peso à descolagem é 249g, devendo o UAS em questão ser considerado um brinquedo à aceção do Regulamento da ANAC n.º 1093/2016, de 14 de dezembro. Por último, note que a partir de 1 de janeiro de 2021 entrará em vigor o Regulamento de Execução (EU) 2019/947, pelo que o UAS em questão poderá eventualmente ser utilizado na subcategoria A1 da categoria aberta face à norma transitória do artigo 22, pelo que será possível voar fora de espaço aéreo controlado até 120m AGL.”

        Obrigado

        1. Avatar de Vítor M.

          Bom dia.

          Obrigado pela informação. Tal como referi, estas entidades partilham algumas diretivas e se o peso entra já em vigor, com a evolução dos cenários de utilização, outras regras deverão ser também usadas.

          Obrigado.

  3. Avatar de Jorge
    Jorge

    Qualquer dia temos que tirar o código da aviação, seguido de um exame de condução, para puder sobrevoar os recantos de Portugal.

  4. Avatar de Luis
    Luis

    Não percebi esta notícia…

    As novas regras significam que, a partir de 2023…
    As novas regras serão publicadas em janeiro de 2021 e entrarão em vigor 60 dias depois.
    em que ficamos? hum?

  5. Avatar de Luis
    Luis

    A partir de 2022, nos EUA, todos os drones com mais de 250g terão que contar com um sistema de transmissão da localização do drone e do operador.

    A FAA já revelou as alterações à legislação de voo de drones. A partir de 2022 todos os drones com mais de 250g serão obrigados a ter um sistema de transmissão que identifica a localização do drone e do operador, assim como o seu número de identificação, velocidade e altitude; e em 2023 deixará de ser possível voar drones mais antigos, a não ser que sejam equipados com sistema de transmissão idêntico – no entanto, não foram divulgados os requisitos técnicos, para se saber se esta transmissão poderá ser feita usando algo como Bluetooth ou WiFi, ou se haverá requisitos mais apertados a nível de distância de transmissão mínima, etc.

    Portanto, por agora não há qualquer alteração prática, mas os interessados num drone nessa categoria poderão querer assegurar-se que o seu drone estará apto para cumprir a nova legislação, para não se arriscarem a ter um drone que terá que ficar em terra por ser “ilegal”, já que não irão existir exceções para drones antigos ou de voos recreativos apenas para uso pessoal.

    Para não serem apenas más notícias, as novas regras passam a permitir o voo de drones à noite – desde que o drone conte com luzes de sinalização adequadas – e também sobre zonas com pessoas e veículos, mas ficando sujeito ao grau de perigo que o drone apresentar (como ter as hélices protegidas ou expostas, o seu peso, etc.)

  6. Avatar de jafostes
    jafostes

    Acabo de comprar um Fimi A3 e venho ao pplware e tenho esta noticia…

    1. Avatar de PhotoShot
      PhotoShot

      o teu nickname diz tudo
      xD

  7. Avatar de JAFOSTE
    JAFOSTE

    Acho muito bem assim apanham os chicos espertos que vão para os aeroportos com eles. Depois os papás ricos pagam a multa. 🙂

  8. Avatar de Daniel
    Daniel

    Mais grave eu acho que vao ser as novas regras europeias …..novas classificações de C0 a a C5 creio e a partir de 2021 tem que vir já inserido a etiqueta no drone…..para quem já tem drones ou mesmo comprou no decorrer de 2020 … A partir de janeiro 2023 já foste …..pelo menos para quem tem mavic 2 ou mavic air 2…. Passam automaticamente para a categoria A3 ( só podem voar a 150 m horizontais tanto de pessoas como locais recreativos ou habitação) por isso minha gente para já não comprem drones enquanto os fabricantes não lancarem modelos com esta etiqueta ‘”C” …..e já vos digo que pelo menos a dji não tem nenhum modelo com nova etiqueta ….o mini 2 não tem mas como pesa menos de 250g em 2023 fica na mesma categoria A1……vamos esperar para ver

  9. Avatar de Jobs-Site2022
    Jobs-Site2022

    No dia 12 de junho, os eurodeputados deram luz verde a uma serie de novas regras de seguranca aerea para permitir que os drones, seja qual for o seu tamanho, possam voar em seguranca no espaco aereo europeu, estabelecendo assim uma legislacao coerente e clara. Os drones pesados sao abrangidos pelas regras gerais de aviacao da UE, contudo, as aeronaves nao tripuladas com um peso inferior a 150 kg sao reguladas a nivel nacional. A existencia de padroes diferentes em cada Estado-Membro nao so complica o comercio transfronteirico, como tambem pode ser perigoso. A utilizacao de drones implica uma serie de riscos, podendo danificar outras aeronaves e causar ferimentos, sendo tambem fontes de poluicao atmosferica e sonora. Alem disso, os drones com camaras podem ser intrusivos, ao ser capazes de registar dados pessoais sem qualquer tipo de autorizacao.