Comer depressa faz engordar? Descubra os impactos da velocidade das refeições na saúde

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Um dos objetivos mais comuns no início de cada ano é a perda de peso. Contudo, o conceito de “alimentação saudável” é, por vezes, mal compreendido. Entre os diversos aspetos negligenciados na rotina alimentar, destaca-se a velocidade a que comemos. Comer depressa pode fazer engordar?


O impacto de comer depressa na saúde

Diversos estudos científicos, realizados tanto em adultos como em crianças, demonstram que comer a alta velocidade pode contribuir para o aumento de peso e está associado a problemas de saúde. Exemplos disso incluem níveis elevados de triglicéridos, acumulação de gordura corporal e até maior risco de diabetes tipo 2.

Embora o peso corporal dependa de múltiplos fatores – desde a composição da dieta até ao estilo de vida -, a velocidade com que ingerimos os alimentos é algo que podemos controlar. Antes de iniciar uma dieta rigorosa, é essencial tomar consciência deste hábito e experimentar comer mais devagar.

Comer depressa não só contribui para o aumento de peso como também pode originar outros problemas. Por exemplo, ingerir os alimentos rapidamente faz com que engulamos mais ar durante a mastigação, o que pode levar a inchaço e desconforto abdominal devido à acumulação de gases. Mas os efeitos vão além deste incómodo inicial.

Um estudo realizado em 2015 por investigadores da Universidade de Kyushu, no Japão, revelou que a velocidade das refeições está correlacionada com um aumento do índice de massa corporal e um maior risco de obesidade.

Mesmo quando se ajustou o estudo para considerar a ingestão total de calorias, a associação permaneceu significativa. Isto sublinha que a velocidade das refeições tem um impacto tão relevante quanto a quantidade ou a qualidade dos alimentos consumidos.

Representação do subsídio de alimentação

Por que razão comer depressa contribui para o aumento de peso?

Embora os mecanismos não estejam completamente esclarecidos, existem algumas hipóteses. Uma das mais aceites é que o cérebro demora cerca de 20 minutos a processar os sinais de saciedade enviados pelo estômago. Se comermos demasiado rápido, podemos ingerir grandes quantidades de alimentos antes de percebermos que estamos saciados, o que leva a um excesso de consumo calórico.

Além disso, comer depressa pode desencadear a libertação de moléculas inflamatórias, conhecidas como citoquinas. Estas podem interferir com a sensibilidade à insulina, aumentando o risco de obesidade e doenças metabólicas, como a diabetes tipo 2.

Se comer rapidamente tem tantos efeitos negativos, a solução passa por adotar estratégias para desacelerar o ritmo das refeições. No entanto, mudar hábitos profundamente enraizados pode ser um desafio. Aqui ficam algumas sugestões práticas:

  • Fique atento às sensações proporcionadas pelos alimentos: o sabor, a textura e o aroma.
  • Evite comer em frente ao computador ou distraído com tarefas de trabalho. Concentre-se exclusivamente na refeição para reduzir a ansiedade e o ritmo acelerado.
  • Mastigar lentamente não só melhora a digestão como também dá tempo ao cérebro para processar os sinais de saciedade.

Pequenas mudanças no comportamento podem fazer uma diferença significativa na saúde e no controlo do peso. Por isso, antes de seguir dietas radicais, comece por ajustar a forma como come, tendo em conta estes “pequenos” aspetos.

 

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  1. Avatar de Sérgio V.
    Sérgio V.

    Se isso fosse verdade então eu estava obeso, mas até tenho peso abaixo do que peso mormal

  2. Avatar de experiente com décadas de comes e bebes
    experiente com décadas de comes e bebes

    Pois a mim parece-me que comer mais calorias do que aquelas de que necessitamos no dia a dia é o que faz engordar. Se comer depressa tem outros efeitos negativos… isso já é outra história.

    O corpo humano evoluiu para armazenar calorias em tempos de fartura (dias ou semanas ou até meses) para depois melhor poder suportar os tempos de menor abundância ou até de escassez… o problema actual é que todos os dias são tempos de fartura e esta fartura está habitualmente cheia de calorias (cheia de gordura ou então de açúcar e demasiadas vezes ambos ao mesmo tempo) e frequentemente muito vazia de nutrientes importantes (não apenas de fibras). Tanto assim é que actualmente dificilmente alguém passa fome (é preciso ter mesmo muito azar na vida para isso acontecer) mas ter uma alimentação desadequada e deficiente em nutrientes é bastante comum em qualquer país, mesmo nos mais desenvolvidos económica e socialmente.