ASAE alerta para máscaras contrafeitas à venda na internet

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A pandemia provocada pelo novo coronavírus tem levado à muita procura de equipamentos de proteção individual (EPIs). A utilização de máscaras como medida complementar para limitar a transmissão de SARS-CoV-2 na comunidade, tem sido considerada de forma diferente pelos vários países e organizações internacionais. A DGS aconselha a utilização de máscaras em alguns cenários e isto tem levado os portugueses à procura destes equipamentos e até à sua produção.

No entanto, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) veio agora alertar para existência de máscaras contrafeitas à venda na internet.

ASAE alerta para máscaras contrafeitas à venda na internet

As máscaras são um dos produtos mais procurados em tempos de pandemia. Há muitas empresas e pessoas individuais a produzi-las, mas é preciso ter cuidado a quem se compra. A ASAE tem estado a investigar o mercado digital e alerta para o perigo de comprar máscaras contrafeitas pela internet, revela a SIC.

Tipos de Máscaras

  • 1. Respiradores (Filtering Face Piece, FFP), um equipamento de proteção individual destinado aos profissionais de saúde, de acordo com a Norma 007/2020 da DGS;
  • 2. Máscaras cirúrgicas, um dispositivo que previne a transmissão de agentes infeciosos das pessoas que utilizam a máscara para as restantes;
  • 3. Máscaras não cirúrgicas, comunitárias ou de uso social, dispositivos de diferentes materiais têxteis, destinados à população geral, não certificados.

De acordo com a SIC, na internet vendem-se máscaras com símbolos de futebol, de marcas de luxo e até de marcas de automóveis. É assim que a indústria da contrafação tem personalizado o produto uma vez que a procura deste tipo de equipamento tem tido enorme procura.

Um vez que as feiras estão canceladas em Portugal, local onde este tipo de produtos é escoado, a venda acontece na internet. O preço pode ir dos 3 euros até aos 60 euros.

ASAE alerta para máscaras contrafeitas à venda na internet

De referir que muitas das marcas usadas na contrafação nem sequer estão a produzir máscaras e algumas delas estão a fazê-lo, mas sem qualquer símbolo. É o caso da Louis Vuitton ou Prada que fazem uso das suas fábricas para a produção de máscaras. Apesar de bonitas, as máscaras contrafeitas que são vendidas na internet não têm qualquer tipo de certificação.

Tal significa que as mesmas podem nem sequer oferecer qualquer tipo de proteção a quem as usa. Tais máscaras podem, por exemplo, nem sequer filtrar as partículas do ar que estão contaminadas.

A ASAE tem vindo a desenvolver ações que investigação do mercado digital. Há também falsificadores que devem cumprir com todas as normas e requisitos. O CITEVE veio também já manifestar preocupação, pois há conhecimento de máscaras que têm o selo de certificação, mas que nunca foram testadas. As máscaras são anunciadas como residentes, a 25 ou mais lavagens e a temperaturas acima dos 60 graus.

A ASAE disponibiliza um formulário online para facilitar a comunicação de queixas e denúncias que estejam relacionadas com facto(s) ilícito(s) relacionados com o COVID-19, designadamente, questões relacionadas com especulação de preços, açambarcamento de produtos, ou outros – ver aqui.

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Máscaras COVID-19 já têm certificação, CITEVE já lançou selo

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  1. Avatar de Spoky
    Spoky

    Mascaras contrafeitas? Desta vez a ASAE não tem razão de queixa, cada um pode fazer em casa e vender. A ASAE não tem de se meter, as pessoas é que têm de abrir os olhos, ver se tem filtros, perguntar se seguem as normas da DGS, se tem dupla camada, se existe possibilidade de por filtros.

    Cada um faz como quer… Aqui é o mais importante que usem mascara, é melhor usar do que não usar. Não importa.
    A responsabilidade cabe a quem compra, não a quem vende.

    1. Avatar de Nuno Sobreira
      Nuno Sobreira

      Eles tudo fazem para ir buscar mais dinheiro

    2. Avatar de Mark Casila
      Mark Casila

      que anormalidade de comentario, podemos fazer em casa para uso proprio a nossa responsabilidade

      o comercio/venda de mascaras é outra situação completamente diferente, e é regulada como qualquer outro producto de acordo com as normas defenidas

      eu para mim tenho feito mascaras descartaveis porque consegui tecido proprio para esse efeito e porque nao confio no lixo das mascaras descataveis feitas na china que estao por ca a venda

      agora nem as vou vender nem posso vender

      quem vender uma mascara passando-a como FFP1 ou FFP2 ou FFP3 ou como podendo ser lavada 50 vezes quando nao cumprem os requisitos tecnicos para esse efeito esta a cometer fraude, e ja nao digo mais uma vez que pode levar a contaminação e morte de outras pessoas

      tenha juizo com quilo que diz, ou o senhor e daqueles que nao raclama quando lhe vendem um produto que nao corresponde ao que lhe disseram

  2. Avatar de miguel
    miguel

    lol mascaras contrafeitas! Já estou a ver a CIteve a quer proteger a sua nova galinha de ovos dourados.
    Na volta ainda vai ser proibido de a pessoa fazer a sua própria mascara, olhem que não deve faltar muito.

    Neste momento 90% que vem da china é tudo sem controlo aquelas FFP2 ou N95 chinesas se fossemos a testar nenhuma passava nos testes.

    A ideia é que as pessoas não propaguem o virus com um espirro por isso deixem lá as pessoas em paz!

    1. Avatar de Spoky
      Spoky

      Nem mais, e mesmo que proibissem continuava a fazer lool.

    2. Avatar de Dark Sky
      Dark Sky

      Só dizes asneiras.
      Comprei máscaras certificadas 10€/cada, com quatro camadas, com proteção microbiana e filtro de elevada retenção (mais de 95%), laváveis e reutilizáveis 50 vezes. Não deste conta, mas nas máscaras sociais há umas melhores que outras.
      Um merdas qualquer faz uma porcaria de uma máscara, num tecido qualquer, falsifica o selo de autenticação e vende pelos 10€ ou mais! E achas bem!

      Se alguém quiser comprar máscaras contrafeitas com marca ou aspeto de ser da Louis Vitton, do FCP ou do Benfica, enfim, é lá com ele. Nem chega a ser contrafação, porque nem a Louis Vitton nem os clubes vendem máscaras. Agora, se o vendedor falsificar o selo de garantia – isso já vai além da contrafação, é um crime económico e uma ameaça à saúde pública.

      Continua a espirrar em casa, que não precisas de te preocupar com máscaras.

      1. Avatar de Tá tudo dito
        Tá tudo dito

        isso já vai além da contrafação, **é um crime económico** e uma ameaça à saúde pública.

      2. Avatar de Filipe Ferreira
        Filipe Ferreira

        Certificadas e reutilizáveis 50 vezes. Espectacular conseguiste umas certificadas do futuro, pois só existem ainda certificadas até 10 lavagens e só 2 empresas. Não que não possam ser mais, mas a CITEVE para poder certificar o maior numero de empresas, só iniciou os testes até 5 lavagens. Agora 50 … estas muito à frente.

  3. Avatar de guivas
    guivas

    Isso tem origem em interesses mercantilistas governamentais.

  4. Avatar de miguel
    miguel

    A ASAE que controle as que a linha da frente tem que usar, porque essas ficamos a saber que andam a ser compradas em ajustes directos a empresas tugas que compram aos chineses!

    Deixem o povo em paz, o que interessa é que o espirro e goticulas de saliba seja contido e isso qualquer mascara previne deixem as mascaras com filtragem a 99% para quem lida directamente com doentes na linha da frente.

  5. Avatar de Figueiredo
    Figueiredo

    O uso de máscaras generalizado pela população (excepto pelos profissionais de saúde) voltou a ser recusado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) a 06 de Abril de 2020, por as mesmas serem ineficazes na protecção contra a contaminação; as máscaras servem somente para proteger os doentes/pacientes das gotículas de saliva dos profissionais de saúde que possam eventualmente cair ou ser expelidas:

    – Conselhos sobre o uso de máscaras no contexto do COVID-19 (Advice on the use of masks in the context of COVID-19, 6 April 2020)

    https://www.who.int/publications-detail/advice-on-the-use-of-masks-in-the-community-during-home-care-and-in-healthcare-settings-in-the-context-of-the-novel-coronavirus-(2019-ncov)-outbreak

    A desinformação por parte da população sobre este assunto, está a ser aproveitada pelos governos e entidades para servir outros interesses inerentes a uma agenda política e económica ao mesmo tempo que dá a ideia aos cidadãos de uma ilusória segurança através do uso de máscara e luvas, ou seja o chamado efeito placebo.

    Para além da Organização Mundial de Saúde (OMS), a comunidade médica e científica a nível internacional é contra o uso de máscaras generalizado pela população:

    – Máscaras para todos no contexto COVID-19 sem dados que o fundamentem

    https://www.cidrap.umn.edu/news-perspective/2020/04/commentary-masks-all-covid-19-not-based-sound-data

    – Não, não precisa de máscaras faciais para prevenir o coronavírus – as máscaras podem aumentar o risco de infecção

    https://www.forbes.com/sites/tarahaelle/2020/02/29/no-you-do-not-need-face-masks-for-coronavirus-they-might-increase-your-infection-risk/#57faf052676

    Assine a petição:

    – Anulação do Artigo 13.º-B presente no Decreto-Lei n.º 20/2020

    https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT99605

    1. Avatar de LR
      LR

      Desculpa, mas acreditas em tudo o que te metem À frente? Estamos fartos de ver que a OMD, infelizmente, já meteu os pés pelas mãos inúmeras vezes neste assunto (COVID-19). Se disseres que as FFP2 ou FFP3 devem ser usadas apenas por profissionais de saúde de linhas da frente, ok, estamos de acordo.
      Mas sobre o uso generalizado de máscaras cirúrgicas (tipo II ou IIR), desde que usadas de forma correta, garanto que será uma medida para prevenir a propagação do virus. Claro que pelo teu discurso, não terás nada contra alguém espirrar ou tossir para cima de algo em que vais tocar de seguida, certo? Ah, “ganda” Tarzan!

      1. Avatar de Bruno
        Bruno

        “… garanto que será uma medida para prevenir a propagação do virus”
        é melhor não garantir aquilo que não sabe o que está a dizer.

        1. Avatar de LR
          LR

          Se calhar, até garanto. E de certeza que sei o que estou a dizer. E tu, sabes o que estás a dizer? Sabes, por acaso, qual a minha formação e em que trabalho? Pois é, não sabes. Portanto, melhor não falar do que não se sabe, tens toda a razão…

    2. Avatar de Dark Sky
      Dark Sky

      Falso. O que disse – exatamente – a OMS em 06/04/2020:

      “Tipos de máscaras
      A OMS enfatiza que é fundamental que as máscaras e respiradores médicos sejam priorizados para os profissionais de saúde.
      O uso de máscaras feitas de outros materiais (por exemplo, algodão tecido), também conhecidas como máscaras não médicas, na comunidade não foi bem avaliada. Não há evidências atuais para fazer uma recomendação a favor ou contra seu uso neste cenário. A OMS está a colaborar com parceiros de pesquisa e desenvolvimento para entender melhor a eficácia e a eficiência das máscaras não médicas. A OMS também está a incentivar fortemente os países que emitem recomendações para o uso de máscaras em pessoas saudáveis ​​da comunidade a realizar pesquisas sobre esse tópico crítico. A OMS atualizará suas orientações quando novas evidências estiverem disponíveis.”

      Basta saber ler para perceber que a OMS “não recusava o uso de máscaras generalizado pela população (excepto pelos profissionais de saúde)” como dizes no post – e outros patetas também dizem. Fala de dois tipos de máscaras:
      – As de uso médico – alertando para que fossem priorizadas para os profissionais de saúde. A OMS nunca disse que não deviam ser usadas pela população – desde que não fosse afetado o abastecimento aos profissionais de saúde.
      – As feitas de outros materiais, dando como exemplo as de algodão tecido – de que não havia evidências da sua eficácia para recomendar ou não recomendar o seu uso, em meio comunitário, destacando que era necessária mais pesquisa tendo a OMS incentivado os países a fazê-la. Na altura, o conceito de “máscara de uso comunitário”, incluindo fibras não tecidas e filtros nem sequer estava muito desenvolvido – e por isso a OMS dá o exemplo de máscaras de algodão tecido.

      A 14 de abrir já o SNS recomendava o uso de máscaras, mesmo que sem comprovação científica, seguindo o “princípio da precaução em saúde”.

      A OMS pode ser acusada de não ter recomendado a utilização de máscaras comunitárias de algodão tecido – recomendava que se espirrasse para lenços de papel ou para o cotovelo – por não haver evidências da sua eficácia. Não pode ser acusada de não recomendar o uso de máscaras de uso médico pela população – desde que asseguradas as necessidades do pessoal de saúde, de ter recomendado o uso de máscaras.

      Por isso. A tua petição pública é uma parvoíce como outra qualquer. Curiosamente, tem o mesmo efeito dos ataques à OMS: “Vejam, Taiwan que começou a usar máscaras cedo (não se diz de que tipo), quando a OMS não recomendava o uso (de máscaras comunitárias, quando não havia evidência científica da sua utilidade).”

    3. Avatar de ToFerreira
      ToFerreira

      As máscaras são então curiosamente seletivas, protegem os doentes dos profissionais, mas não protegem as pessoas sãs das infectadas na rua. As gotículas (fonte de contágio) dos profissionais ficam retidas nas máscaras, mas as das restantes pessoas, não… É mesmo engraçado!

  6. Avatar de Marco
    Marco

    O maior problema é a falsa certificação, de resto não é nada de novo…como sempre é preciso ter os olhos abertos e não pagar mais do que o valor do produto.

  7. Avatar de Carmo Sousa
    Carmo Sousa

    A ASAE devia preocupar-se em saber porque só temos disponível um laboratório para fazer certificação!
    O CITEVE é o único a poder faze-lo, quando existem tantos outros a nível nacional! A tempo de espera para obter os resultados é de 20 dias para alguns, enquanto outros tem certificação de um dia para o outro! Isto já foi denunciado pelo programa Linha da Frente do dia 24-04-2020, mas nada mudou!

  8. Avatar de aj
    aj

    a ASAE devia estar atentas as farmácias que vendem gel desinfetante 500 ml a 20€

    1. Avatar de Dark Sky
      Dark Sky

      Compras 1/2 litro de álcool puro a 20€. É caro mas a farmácia comprou a quanto?
      Curiosamente, na minha família, ontem, em duas farmácias distintas, comprou-se máscara cirúrgicas, descartáveis, a 2€ e a 1€. Reparei e, nas de 1€, o IVA tinha descido de 23% para 6%.
      Nos supermercados, já se encontra máscaras cirúrgicas a 20€ o pacote de 50 mas esgotam.

      Há aqui um período de ajustamento, em que a especulação desaparece em função do aumento da oferta. A contrafação e a falsificação de produtos segue outra lógica.