Aeroporto de Lisboa: Sistema de controlo de passageiros apenas lê a mão

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Quem viaja de avião tem plena noção do tempo “que se perde” em filas. Os sistemas de segurança usados já são evoluídos, mas é preciso mais.

No Aeroporto de Lisboa, está atualmente a ser testado um sistema inovador.  O sistema recorre a tecnologia biométrica que permite aos passageiros que viajam para fora da Europa uma passagem mais rápida pelos controlos fronteiriços.

Aeroporto de Lisboa: Sistema de controlo de passageiros apenas lê a mão


Biometrics on the Move: O sistema que apenas lê a mão

No Aeroporto de Lisboa agora é “sempre a andar”. De acordo com as informações, está neste momento instalado um projeto piloto cujo objetivo é reduzir as filas. Com o nome “Biometrics on the Move” (BOM), este sistema permite agilizar a passagem pelos controlos fronteiriços.

Aeroporto de Lisboa: Sistema de controlo de passageiros apenas lê a mão

De acordo com a inspetora Erica Santos, do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF)…

O passageiro chega ao aeroporto, dirige-se ao quiosque na zona das partidas, que lê o passaporte, os dados são recolhidos temporariamente [e guardados numa base de dados durante 12 horas, nesta fase-piloto], é feita a validação em relação à nacionalidade do passageiro, que tem que ser europeu, ter mais de 18 anos e viajar para um destino fora da Europa

Uma vez obtidos os dados, estes são confrontados com a lista internacional em que estão sinalizados passageiros com algum impedimento, como sempre, e “são feitas as validações de segurança”.

O sistema piloto está a ser aplicado há três semanas e os passageiros em condições de o usar são abordados por agentes do SEF que lhes pedem se estão dispostos a usá-lo, voluntariamente, recebendo em troca um vale para a via “Fast Track” de acesso rápido ao embarque.

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  1. Avatar de Gabriel
    Gabriel

    É preciso mais? Mais quê? Mais Big Brother?

  2. Avatar de Jorge Ribeiro
    Jorge Ribeiro

    Acho que é mas é preciso é mais reparações das infiltrações que o aeroporto inteiro possui….
    Videowalls, self check ins etc etc a levar com agua da chuva porque os senhores engenheiros não querem gastar uns tostões a reparar os buracos da infraestrutura inicial…
    Mas pronto.
    Bora dar banho a monitores e máquinas de milhares de euros

  3. Avatar de PedroL
    PedroL

    Bela maneira de “inocentemente” recolher dados biométricos dos passageiros. E quem garante que os dados estão seguros ou são sequer apagados?!
    Mais vale terem a funcionar todos os gates automáticos, o que é raro já agora.

  4. Avatar de A.
    A.

    Sobre este aspecto a questão da tecnologia que permite o passaporte electronic e os seus dados biométricos deviam ser reavaliados finalmente lá se arranjou forma de partido ao chip presente no passaporte !

  5. Avatar de Rodrigo
    Rodrigo

    Somos obrigados a seguir este processo ou podemos fazer a validação de forma manual como habitualmente?

    1. Avatar de Bruno
      Bruno

      Resposta encontra se no fim do artigo

  6. Avatar de MaisUm
    MaisUm

    este sistema “inovador” esta atrás do que a mesma empresa (portuguesa que deviam adicionar ao artigo já agora) já fez e instalou noutros países, uso exclusivo da cara (após enrolment inicial com o passaporte) para acesso aos lounge, gates, etc.

  7. Avatar de João Carvalho
    João Carvalho

    Em resposta as perguntas do é preciso mais big brother e se é preciso mais recolha de informação biométrica das pessoas. Não há dados recolhidos por estes equipamentos. Estes dados já foram recolhidos na altura de fazer o cartão de cidadão e do passaportes. Nessa mesma altura deram os dados biométricos necessários para se realizar este tipo de transações. E esses dados não são guardados. Até porque não é necessário porque esses dados já estão dentro dos CC e passaportes e só são usados como método de autenticação durante o processo. Mas infelizmente com tanto problema a nível mundial de “Big Brother” do qual tb não sou fã, é totalmente compreensível o receio.

    1. Avatar de MaisUm
      MaisUm

      “Estes dados já foram recolhidos na altura de fazer o cartão de cidadão e do passaportes.”

      Nim, o sistema compara os dados que já estao no rfid e dados visuais do passaporte, no caso do CC é outra conversa.
      A DB do sistema é diminuta e e as entradas com tempo limitado, deve ser sempre feito o enrolment inicial, juntamente com a cara/dedo mediante o sistema, esses dados ficam depois em BD para serem comparados ao longo do dia.