EUA lançam ‘Sea Hunter’, um navio drone que dispensa tripulação

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Os Estados Unidos da América lançaram um protótipo de navio autónomo, um Medium Displacement Unmanned Surface Vehicle (MDUSV), que muda a forma como a marinha encara o futuro dos navios de guerra.

Este navio, concebido pelo DARPA, tem a finalidade de ser uma força de guerra em zonas de conflito, sem a intervenção de soldados. Os EUA querem cada vez mais sacrificar equipamento e não homens nas várias frentes de guerra onde combatem.

Imagem do navio Sea Hunter


Um navio sem tripulação para novo paradigma da guerra

O navio, agora transferido para a marinha americana, esteve dois anos num programa de desenvolvimento e avaliação tutelado pela Agência de Projetos Avançados de Pesquisa de Defesa (DARPA). Batizado de “Sea Hunter”, o protótipo ainda terá pela frente mais desenvolvimentos para ser melhorado e aperfeiçoado.

As autoridades responsáveis por este projeto, embora não tenham ainda definido nenhuma data de lançamento do produto final, referiram que ainda este ano o Sea Hunter poderá juntar-se às operações navais ativas. O navio de guerra anti-submarino poderá ser o primeiro de uma classe inteiramente nova nos mares.

Esquema que define o navio anti-submarinos, Sea Hunter

Os seus responsáveis referem que esta é uma nova visão de equipamentos, pois são mais simples, mais fáceis de fabricar, dedicados a um tipo de guerra de superfície que poderá agregar vários outros equipamentos. Numa linguagem mais representativa, Fred Kennedy, da DARPA, deu mesmo o exemplo que o exército dos EUA sabe da importância estratégica de substituir as peças “rei e rainha” no tabuleiro marítimo por muitos “peões”.

De acordo com a Newsweek, o navio recebeu o nome da missão para a qual a Marinha prevê colocar este navio de guerra em cena – perseguir submarinos estrangeiros no mar. Segundo o que é divulgado, este navio é relativamente barato de construir, custa cerca de 20 milhões de dólares, o que é muito menos dispendioso do que a construção de um navio tripulado semelhante.

“Este é um ponto de inflexão”, referiu o ex-secretário de Defesa Robert Work, em entrevista à Reuters em 2016. “Esta é a primeira vez que possuímos um navio totalmente robótico e transoceânico”.

 

O futuro da marinha passará pelos navios autónomos

A Marinha espera que os navios do futuro possam permanecer no mar por vários meses e navegar milhares de quilómetros sem qualquer equipa. O Sea Hunter é, atualmente, uma plataforma de vigilância e não tem armas a bordo. Tem cerca de 38 metros de comprimento e pode alcançar a velocidade de 27 nós, recorrendo a câmaras e radares para rastrear a sua localização e detetar outros navios.

No futuro, estes navios-drone poderão ser equipados com armas, mas terá de haver sempre um humano no controlo e os “pensadores” desta realidade referem que não há razão para recear este tipo de navios.

Mais que trazer carros autónomos para as estradas, mais que colocar cargueiros autónomos a cruzar os oceanos, a guerra quer hardware a combater e não seres humanos, e nasce assim mais uma vertente robótica no futuro próximo.

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