A visualização do éter – Pintar com o sinal wi-fi

14 Comentários

À nossa volta o ar, apesar de parecer vazio e desprovido de ruído, está cheio de ondas dos mais diversos tipos. É assim há bastantes anos, desde que as comunicações sem fios começaram a ter uma expressão no nosso dia-a-dia. A passagem do cabo para as redes wireless vieram aumentar ainda mais o preenchimento do espetro e trazer um tipo de poluição diferente, mas igualmente grande.

Apesar de não conseguirmos ver essas ondas, bem como as restantes, elas existem e estão cada vez mais presentes. Mas e se fosse possível representa-las como seriam as imagens produzidas? Essa pergunta ficou na mente da equipa do Touch e depressa passaram à pratica. O resultado está expresso na imagem abaixo e no vídeo que apresentamos dentro deste artigo.


O projecto Immaterials: light painting Wi-fi surgiu da ideia de explorar o impacto das redes wi-fi em ambientes urbanos através da pintura com luzes onde é representado a potência das diferentes redes sem fios que se encontram espalhadas. Foi usado um poste com 4 metros e 80 lâmpadas representar esse sinal e as imagens foram captadas recorrendo a fotografia de exposição prolongada.

O resultado são imagens onde são apresentadas as diferentes redes e os seus sinais, numa representação espacial. A potência é representada pelas 80 lâmpadas e quanto maior é o sinal, maior número de lâmpadas são acesas.

Consegue-se desta forma ter uma ideia precisa da dispersão dos diferentes sinais e da força com que eles são disponibilizados. A fotografia de exposição prolongada permite construir um mapa tridimensional da disposição desse sinal pelo espaço.

Este tipo de experiências não é inédito para esta equipa e teve origem num outro projeto onde conseguiram representar a qualidade do sinal em leitores de RFID. O projecto tinha o nome de Immaterials: the ghost in the field e permitiu a esta equipa terem a perceção das fronteiras do campo de um leitor destas ondas.

Este tipo de projetos são meramente representativos e permitem que tenhamos a capacidade de ver e ter a noção espacial de alguns tipos de ondas que nos rodeiam todos os dias, nos ambientes onde nos deslocamos. A equipa do Touch especializou-se investigação da tecnologia NFC e pretende criar aplicações e serviços que permitam às pessoas interagir de forma simples e rápida com os objetos do seu quotidiano.

Homepage: NearField.org

Partilhar:
Tags:

Comentários

14

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

  1. Avatar de S Pimenta

    Por acaso ja tinha visto isso! Isto foi integralmente feito com o Arduino!!! E claro uma DSLR com fotos de longa exposição!

    1. Avatar de Diogo
      Diogo

      Sim , um Arduino Mega com um Wifly shield.

      🙂

  2. Avatar de ApacheDraco
    ApacheDraco

    Porreiro era conseguir construir um brinquedo destes. Alguém tem uma ideia para fazer algo semelhante com o Arduino. Isto é, criar um pequeno detector de wireless, que acende um ou vários ledes, dependendo da intensidade do sinal.
    Cumprimentos,

    1. Avatar de Ricardo
      Ricardo

      Este projecto foi criado com o arduino, tal como o S Pimenta disse.

      Não acho que seja muito difícil, precisas de um shield wifi (eles utilizaram o WiFly), e pelo que percebi, eles no código metem o SSID da rede, por isso o arduino ia tar sempre a “perguntar” ao WiFly a forca do sinal dessa rede, e traduzia no numero de led’s ligados.

      1. Avatar de ApacheDraco
        ApacheDraco

        Thanks Ricardo, vou ver se consigo ver na net um projecto que faça o que pretendo.

        1. Avatar de nervaise
          nervaise

          Viva!

          Ainda mais interessante seria escalar o sinal ainda mais, mas isso iria implicar mais sensores (3 por LED, por exemplo) para o arduino. Fica a sugestão 😉

  3. Avatar de M.Manuelito

    Para se fazerem estas fotos são precisos longos tempos de exposição, só me pergunto como é que as fotos não ficam queimadas, sobretudo aquelas onde aparecem pontos de iluminação mais forte, é que uma coisa é uma exposição de 5 ou 10 segundos e outra é uma exposição de vários minutos.

    1. Avatar de Bráulio

      Provavelmente tiraram uma foto ao local primeiro, depois e da mesma perspectiva, com longa exposição e filtros na lente tiraram uma série de fotos que montaram no fim.

      Não sei, estou a supor apenas. 😉

    2. Avatar de S Pimenta

      Quando esta totalmente de noite, mesmo com a iluminação da rua, 20 a 30 segundos não “queima a foto”, o que é mais do que suficiente para tirar fotos assim.

      Se for necessario mais tempo de exposição basta aumentar o valor de F/Stops (abertura) ou adicionar um filtro ND.

  4. Avatar de Filipe Silva
    Filipe Silva

    Na pagina do flickr diz la o metodo de exposiçao usado: 32seg, f22, iso100

  5. Avatar de bruno

    giro 🙂 há malta com ideias porreiras

  6. Avatar de Rui
    Rui

    Muito bom mesmo!

  7. Avatar de Medina
    Medina

    “…as comunicações sem fios começaram a ter uma expressão no nosso dia-a-dia.”

    E do câncer resultante de todo este bombardeio de ondas na população, ninguém comenta, né?