Empresa Tachyum anuncia os seus CPUs Prodigy com até 128 núcleos a 5,7 GHz e 950 W

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Quando o assunto são os processadores, normalmente estamos a falar da Intel ou da AMD, que são as principais marcas deste setor. No entanto, há outros nomes que se têm destacado e começado a ganhar algum terreno neste mercado.

Um desses nomes é a empresa norte-americana Tachyum que recentemente anunciou os seus novos processadores designados Prodigy. Os equipamentos têm até 128 núcleos a operar a 5,7 GHz e um consumo energético de 950 W.



Os novos processadores Tachyum

Provavelmente nunca ouviu falar desta marca e até poderá achar que se trata de uma empresa chinesa, no entanto a Tachyum está sediada em Santa Clara, no Estado da Califórnia, nos EUA.

E agora a fabricante anunciou a sua nova linha de processadores designada Prodigy, e que podem trazer algum impacto no terreno liderado pela Intel e pela AMD. Depois do anúncio soube-se então que o modelo mais poderoso de toda a linha é o Prodigy T16128-AIX e vem equipado com 128 núcleos que operam a uma frequência de 5,7 GHz.

A empresa já tinha apresentado este conceito de “processador universal” no ano de 2018 no evento Hot Chips 2018, tendo como nome de código Prodigy. E, em suma, baseava-se no uso de um tradutor binário dinâmico que excetuaria qualquer tipo de código com uma elevada frequência. E, segundo os executivos da empresa, tal tornava os Prodigy em processadores todo-o-terreno.

Na tabela acima podemos ver os detalhes dos futuros processadores Progidy, revelados pela marca.

Este será então o primeiro processador universal do mundo, uma vez que de acordo com a empresa, pode executar tarefas de CPU, GPU, TPU num único CPU. Pode ainda executar código binário nativo e x86, ARM, ISA e RISC-V. No entanto estas promessas são apenas na teoria, pois não existem testes reais, como benchmarks, a confirmá-las.

A Tachyum adianta que o seu processador Progidy consome até 10 vezes menos do que os chips da concorrência e custam 1/3 do valor. E tudo com base numa arquitetura personalizada, em que a marca garante que criam tudo do zero. Para além disso, a empresa garante que o seu CPU topo de gama oferece um desempenho FP64 três vezes maior que um NVIDIA H100 e seis vezes maior que um Xeon Platinum 8380HL.

Para promover a credibilidade destes detalhes, a Tachyum diz que vai enviar amostras do Progidy para serem analisadas pelos media ainda durante este ano. Espera-se ainda que a produção em massa destes equipamentos aconteça durante o primeiro semestre de 2023.

Será que a Intel e a AMD têm motivos para se preocuparem?

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  1. Avatar de iDroid
    iDroid

    Finalmente 128 núcleos da concorrência…vamos ver se este anúncio faz com que a AMD produza um Threadripper de 128 núcleos. Mesmo 64 núcleos não são suficientes para renderização de animação 3D de alta qualidade em tempo útil.

    1. Avatar de deepturtle
      deepturtle

      Zen 4… eventualmente até poderá mais tarde sair com 256 núcleos.

      1. Avatar de iDroid
        iDroid

        Obrigado pela informação. Estive a ler alguns artigos, e é possível que saia no final deste ano, início do próximo.

    2. Avatar de Americo Silva Lopes
      Americo Silva Lopes

      Independentemente do software que utiliza, deverá procurar suporte para gpu render, o software Blender utiliza cycles render para utilizar o poder dos cuda cores para fazer o render, nvidia hardware aconselhado. Um 4 core cpu será o mínimo, recomendado 8 core ou superior, mas o trabalho principal é “das gpu’s”.

  2. Avatar de compro essa também
    compro essa também

    Continuam a escalada do consumo o que acho que será fulcral mudar …

    Vale o que vale, mas esse será o verdadeiro desafio para a tal efectiva evolução …

    Penso eu de que …

    😉

    1. Avatar de Lopes
      Lopes

      Amigo infelizmente aqui não existe milagres، mais nucleos gera mais calor، requerindo mais dissipacao، já se estuda outros metedos de fabrico de forma a resolver esse problema mas é algo que ainda vai levar o seu tempo.

  3. Avatar de asimoto
    asimoto

    Talvez estejamos na presença do primeiro CPU verdadeiramente universal..excluindo o Elbrus Russo.
    Ainda é muito cedo para falar mas os Checos podem ter resolvido o ultimo link que faltava aos processadores VLIW para se tornarem mainstream( outra vez…estou a excluir os Russos da Elbrus )..
    É cedo para fazer análises, a nível de tudo, mas se este for um VLIW que não emprega conceitos OoO( em hardware ), e não faz por isso especulação talvez tenham sido resolvidos todos os problemas de vulnerabilidades que teem atacado os designs OoO há quase uma década para cá(outra vez…estou a excluir os Russos da elbrus que foram os primeiros, e os intel Itanium que foram os segundos ).

    Este design não é um VLIW standard quase de certeza, mas ainda é muito cedo, eles ainda não teem hardware, só teem o modelo criado em fpga a correr a alguns centenas de MHz… e tem sido tudo feito de forma muito secreta…o que é compreensível dado que sendo uma empresa sem capital, ainda, para criar patentes a nível mundial, se disponibilizam a informação para o publico, as gigantes do sector podem inclusive eles próprias criarem patentes da tecnologia e a Tachyum fica a ver navios..

    No meu entender, VLIW, ou algum derivado, vai ser o futuro, não podemos mais continuar a usar OoO por motivos de segurança..
    Estes processadores, como se pode ver pelo consumo e features, não são destinados a desktops, mas sim ao datacenter..

  4. Avatar de JC
    JC

    Isto do VLIW, onde é que já vi isto, Transmeta, também através de code morphing podia correr todas as arquitecturas. Foi pena na altura não ter resultado, a ver se é desta

    1. Avatar de asimoto
      asimoto

      O problema com novas tecnologias ás vezes não é a tecnologia em si..
      Mas sim o mercado..
      Se as pessoas não estiverem receptivas, a decnologia pode ser boa, mas a empresa que a cria vai á falência..porque ninguém compra..
      O caso da transmeta é um exemplo disso..

  5. Avatar de skyline
    skyline

    um computador com 128 nucleos de processamento paralelo é um supercomputador