Alerta: Há câmaras de vigilância “infectadas” em Portugal

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Não é a primeira vez que os sistemas de vídeo-vigilância são usados para ataques distribuídos super poderosos.

Desta vez, segundo investigadores da Sucuri, há uma botnet a operar à escala mundial, da qual fazem já parte mais de 25 mil equipamento que são usados para ataques de negação de serviço distribuído (DDoS). Portugal está incluído!

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A informação foi publicada no próprio site da Sucuri, que revela a existência de uma (grande) botnet constituída essencialmente por câmaras de vigilância e gravadores de vídeo, que fazem parte de circuitos internos de televisão (CCTV).

A botnet foi descoberta devido a um ataque que foi recentemente monitorizado, tendo como alvo um site de jóias. O ataque de negação de serviço foi realizado ao nível da camada 7 do modelo OSI (camada de aplicação), usando simplesmente o protocolo HTTP, tendo sido gerados mais de 35 mil pedidos por segundo (mais do que os servidores conseguiam aguentar).

O site ficou offline, e quando voltou a estar online, detectou-se de imediato um ataque com uma intensidade ainda maior. De acordo com a Sucuri, numa segunda fase houve um pico de 50 mil pedidos HTTP por segundo. O ataque manteve-se durante vários dias.

Os investigadores registaram 25 513  IPs únicos que pertencem a câmaras de vigilância distribuídas por todo o mundo. Como podemos ver no gráfico seguinte, 24% dos IPs registados pertencem a dispositivos localizados em Taiwan, 12% nos EUA e até Espanha está presente no gráfico, com 2%.

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Portugal não se encontra representado no gráfico anterior, mas há referência no mapa para a existência de equipamentos que pertencem à botnet.

Nota: O Pplware está a tentar saber mais detalhes sobre qual a percentagem de câmaras de vigilância “infectadas” em Portugal.

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Como se descobriu que eram câmaras de vigilância?

Segundo o relatório da Sucuri, a maioria dos pedidos HTTP realizados aos equipamentos devolviam uma página onde constava a informação “DVD Components Download”.

DVD

Dos testes HTTP realizados, 46% apresentaram na página com um logo referente a H.264 DVR, 8% com um logo da ProvisionISR  e 5% da QSee.

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Obviamente que os sistemas de vídeo-vigilância deveriam estar protegidos de acessos do exterior, garantindo a privacidade e a segurança dos locais onde são usados, mas a verdade é que em muitos casos isso não acontece. Os utilizadores compram, instalam e estes estão prontos a funcionar.

A sua instalação acaba por ser feita de forma muito básica, não sendo aplicada a mais simples configuração de segurança: a mudança de password de acesso à interface de gestão.

Se têm sistemas deste tipo não se esqueçam de validar as configurações de segurança e aplicar as medidas necessárias para os protegerem.

Sucuri

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  1. Avatar de P
    P

    As câmaras de vigilância não estão infectadas como diz a notícia, mas como têm a password default foram usadas para ataques DDoS, é isso?

  2. Avatar de Rui
    Rui

    Quer dizer, por exemplo, se eu entrar no teu PC por ter uma password fraca e utilizar o teu PC para ataques DDos, ele não está infectado.

  3. Avatar de marcos luz
    marcos luz

    infelizmente não sera tao simples como mudar a password de acesso, pois em muitos equipamentos a gestao de utilizadores estao num layer e o acesso como root noutro, ou seja mudam-se palavras passe de todos mas nao do root que nem é visivel ao utlizador, especialmente os equipamentos que estao totalmente expostos ( DMZ ) basta um acesso pela porta 23 ( telnet ) e saber a passe do root para fazer do equipamento o que quisermos, essa palavra passe é comum a muitos equipamentos mesmo de diferentes marcas pois o sistema operativo é o mesmo…
    Soluçao: evitar “DMZ” apenas usar os portos de dados especificos e mudar todas as passes

    1. Avatar de marcos luz
      marcos luz

      so para complementar… Sao muitos os equipamentos vulneraveis em Portugal

    2. Avatar de APereira
      APereira

      Basta que no software do equipamento ele esteja a ler comandos de um servidor qualquer no mundo e voilá…nao é necessário acesso a absolutamente nada.

      Basta enviar os comandos para o servidor, a camera le os comandos do servidor e executa.

  4. Avatar de A.
    A.

    Também não percebi as câmaras tinham algum malware…? ou simplesmente estavam acessíveis via Internet e com uma Password fraca quase que a pedir problemas para que já conhece o historial da net…?

  5. Avatar de Joao 2348
    Joao 2348

    O problema está mesmo nos aparelhos, a maioria é dos chinocas, não tem qualidade nenhuma, nem precisam de senha, que só está no interface gráfico das aplicações mas não é preciso para nada pois dá para entrar directamente nos aparelhos sem qualquer senha.
    Mesmo sem DMZ e com os portos de comunicação mudados não serve de muito… como diz no artigo só isolando câmaras e gravadores da Internet e eventualmente permitir a comunicação somente através de um computador intermédio com uma solução tipo TeamViewer, Supremo ou outro do género… visto que os computadores são muito mais fáceis de proteger, felizmente, se souberem o que fazem.

  6. […] com o anterior ataque, que viola o sistema para fazer ataques DDoS em larga escala (ver aqui: https://pplware.sitedev.pt/…/alerta-ha-camaras-vigilancia-inf…/), mas continuaremos a informar conforme as actualizações que tenhamos sobre o […]