Interface e novidades do Gingerbread
Esta interface preza pela simplicidade e rapidez, nada de funcionalidades avançadas. É bastante rápida, simples (até demais) e principalmente mais atraente que as anteriores.
Permite aceder rapidamente a um dos 5 ecrãs de widgets (com um clique longo no menu de aplicações), aceder às aplicações recentes (com um clique longo no botão Home) e é possível aceder rapidamente à gestão de aplicações a partir do botão Menu.
No entanto aponto-lhe várias falhas, a maior parte delas normalmente corrigidas em interfaces modificadas pelo fabricante ou nas ROMs disponibilizadas pela comunidade:
- o menu de aplicações não memoriza a posição anterior;
- o controlo de volume não permite definir directamente a opção “Silêncio”;
- não existe controlo de energia na barra de notificações;
- os atalhos na dock não são personalizáveis;
- o aplicação Market não está actualizada nem actualiza para a versão mais recente.
Como novidade, nesta versão existe um efeito overscrolling que intensifica a extremidade em cor amarela e foi melhorado o controlo do cursor de texto, agora muito mais prático para smartphones sem trackball.
Como novas aplicações instaladas de origem, existem apenas duas: a “Etiquetas”, para uso da tecnologia NFC, e a “Transferências” para um acesso rápido aos downloads feitos a partir do browser.
Mas as novidades do Gingerbread não ficam por aqui. Existem outras características, não visíveis directamente pelo utilizador, que são bastante importantes. Exemplo disso é o suporte integrado para chamadas VoIP/SIP e um melhoramento significativo no suporte para jogos, nomeadamente novas APIs e ferramentas de desenvolvimento. Tudo isto é um incentivo para os programadores tirarem melhor e mais fácil partido do hardware disponível de forma a aproveitá-lo ao máximo.
Autonomia
Segundo as especificações técnicas, o Nexus S consegue um tempo de stand-by até 713h (2G) / 428h (3G) e conversação até 14h (2G) / 6h40 (3G), valores sensivelmente iguais ao Galaxy S.
Esta informação pode não dizer muito mas é garantido que uma utilização diária relativamente forte com o Wi-Fi ligado a maior parte do tempo, bluetooth sempre ligado, algumas SMS e emails e cerca de 2h em conversação via bluetooth, a sua autonomia é cerca de 2 dias.
No entanto, para não correr o risco de ficar sem carga, o aconselhável é carregar todos os dias. Não prejudica em nada a bateria e evita situações inesperadas.
Câmara
Esta câmara fotográfica, de 5MP, aparenta ser acima da média. O equilíbrio de cores é coerente e consegue bons resultados em ambientes de menor luminosidade. O flash LED é também o bom recurso para “desenrasque” numa situação em que se pretenda “agarrar” o momento.
Infelizmente as opções disponíveis na câmara são poucas mas suficientes para boas fotos. Como exemplo, na análise do Acer Liquid Metal foi possível ver que não vale de nada uma câmara cheia de opções interessantes quando o sensor não presta.
Deixo duas fotos em macro tiradas às escuras com o flash. O equilíbrio de luminosidade deu um óptimo resultado já que a intensidade de luz era muita, a escassos 5cm do objecto:
Como comparação com o Galaxy S, deixo 3 fotos tiradas nas mesmas situações. À esquerda estão as fotos do Nexus S e à direita do Galaxy S.
As fotos do Nexus S parecem-me superiores, não por muito, mas é perceptível. A ligação contida nas miniaturas é para a foto original.
Veredicto
Este Nexus S é um smartphone bastante bonito e rápido mas não impressiona. Aquando do seu lançamento mereceu a qualidade de melhor smartphone Android mas rapidamente ficou ultrapassado, mais precisamente devido ao seu hardware não trazer nada de novo e ter, ainda assim, alguns pontos inferiores ao Galaxy S.
Há mesmo quem não o queira como substituto do seu antecessor da HTC, o Nexus One, já que as características não diferem em demasia. Contudo, este Nexus S será sempre dos primeiros condecorados com as actualizações provenientes da Google já que o seu SO é 100% feito pela Google e suportado pela mesma, não precisando assim de um fabricante como intermediário.
Pontos fortes
- Design de ecrã atraente, de vidro curvo e com um toque suave bastante preciso
- Cores e brilho do ecrã bastante bons
- Boa autonomia comparativamente a outros
- Versão do Android 2.3 (gingerbread) com actualizações asseguradas pela Google
- Câmara com flash LED e boa qualidade no geral
- Armazenamento interno de 16GB
Pontos fracos
- Estrutura integralmente de plástico dando a sensação de pouca robustez e bastante susceptível a riscos
- Botões de controlo de volume e sleep com folgas
- Tampa traseira, embora sem folgas, por vezes faz alguns ruídos ao pegar no smartphone
- Falta de botão para a câmara, útil para a chamar rapidamente e para poder focar sem tirar foto (com recurso ao clique duplo)
- Friso de plástico que envolve o ecrã acumula bastante pó e sujidade, difícil de limpar
- Falta de slot para cartão microSD
- Faltam alguns melhoramentos da ROM, vulgares na Samsung mas que não existem nesta versão “virgem” da Google
- A aplicação Market não actualizou e mantém o design antigo
- A dock não é personalizável
- Não é possível actualizar o Google Maps, a actualização falha sempre
- Numa chamada de voz que use a interface bluetooth, a outra pessoa ouve sempre o eco da sua voz
O seu preço actual na Vodafone é de €499.90 nas lojas físicas e de €489.90 na loja virtual. Considero este preço bem a cima do que estaria disposto a pagar por ele.
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