Segunda-feira Júpiter estará tão próximo da Terra que será mais brilhante que a Lua

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Não vai ver duas ou mais luas, isso não será a realidade cientifica, apesar dos seus olhos assim o entenderem. O que se vai passar é que na próxima segunda-feira, Júpiter, que é o planeta maior do sistema solar, vai aproximar-se da Terra ao ponto de ficar, no céu, muito mais brilhante e “mostrará as suas maiores luas”. Não é um evento astronómico qualquer, isto porque há 59 anos que não acontecia tal aproximação.

O planeta será visível para todos, e qualquer pessoa com um modesto conjunto de binóculos ou telescópio poderá ver as listras do planeta na sua superfície.

Imagem Júpiter passará perto da Terra


Dia 26 de setembro Júpiter estará a 591 168 168 km da Terra

Na segunda-feira, 26 de setembro, o enorme planeta Júpiter estará mais próximo da Terra do que esteve nos últimos 59 anos, tornando-se visível no céu noturno. Assim, à medida que nasce no leste ao entardecer, o maior planeta do sistema solar parecerá particularmente enorme e deslumbrante.

Júpiter, que tem 79 luas conhecidas, irá “mostrar-nos” as quatro maiores, astros também conhecidos como satélites galileanos. Estas luas, que atendem pelos nomes gregos Io, Europa, Ganimedes e Calisto, devem ser discerníveis como manchas brilhantes em ambos os lados do gigante gasoso.

Europa, a lua de gelo, que contém um grande oceano oculto, surgiu como o principal foco de pesquisa sobre a possibilidade de vida existir em outros lugares do nosso sistema solar.

Para isso, o Europa Clipper irá para a lua joviana. O seu lançamento está planeado para não antes de 2024. Além disso, a Europa lançará a sonda Jupiter Icy Moons em abril de 2023 para estudar três luas de Galileu.

Adam Kobelski, astrofísico investigador do Centro de Voo Espacial Marshall da NASA, disse:

Fora da Lua, deve ser um dos [se não o] objetos mais brilhantes do céu noturno. Com bons binóculos, as faixas e três ou quatro dos satélites galileanos [ou luas] devem ser visíveis.

Para os mais curiosos e entusiastas pela astronomia, Kobelski aconselha o uso de um telescópio com uma distância focal de pelo menos quatro polegadas para ver a Grande Mancha Vermelha de Júpiter e ver as bandas com mais clareza. Esta mítica mancha, maior que a Terra, é supostamente a maior tempestade do sistema solar, medindo cerca de dezesseis mil quilómetros com rajadas de vento entre 440 e 690 km/h.

A título de curiosidade, podemos referir que a Grande Mancha Vermelha tem uma profundidade notável, de acordo com uma análise recente da sonda Juno da NASA. A tempestade é profunda o suficiente para abranger desde o fundo do oceano da Terra até a Estação Espacial Internacional e já é duas vezes maior que o nosso planeta.

Portanto, factos científicos e astronómicos não faltam para aguçar a curiosidade. Ao passar pela Terra, Júpiter estará a uma distância de cerca de 600 milhões de quilómetros do nosso planeta no seu ponto mais próximo. O seu ponto mais distante é quando se encontra a 966 milhões de quilómetros de distância do nosso ponto azul!

Portanto, ao cair do dia de segunda-feira, assim que o sol começar a desaparecer, Júpiter aparecerá brilhante no céu, até mesmo mais do que a “nossa” Lua.

 

Leia também:

Telescópio James Webb capta imagens incríveis das auroras de Júpiter

 

Comentários

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  1. Avatar de César Albert
    César Albert

    Será que não á nenhum perigo nisso?

    1. Avatar de Paulo
      Paulo

      Meu Deus! Qual o perigo que acha que pode vir a acontecer?

  2. Avatar de Paulo
    Paulo

    não, não vai ser o objeto mais brilhante no céu. Meu Deus…

    1. Avatar de Vítor M.

      O teu Deus é mais brilhante? Segundo o astrofísico da NASA, Adam Kobelski, vai ser um dos mais brilhantes… 😉

      1. Avatar de Miratan
        Miratan

        Ele deve estar se referindo aos diversos satélites artificiais.

      2. Avatar de Rodrigues
        Rodrigues

        Vai ser o objecto mais brilhante dado que a lua só vai nascer por volta das 5 da manhã, no entanto a olho nu não vai deixar de ser um pequeno ponto luminoso no céu

        1. Avatar de Vítor M.

          Em determinada altura do cair da noite, como diz no texto, Júpiter será mais brilhante que a Lua. Aliás, que, o afirma é o astrónomo da NASA.

          1. Avatar de Setnom
            Setnom

            O astrofísico, se formos ver à fonte original (blog da NASA), a partir do qual estas informações presentes no artigo foram traduzidas, não diz que Júpiter será mais brilhante que a Lua. Diz que se fizéssemos de conta que a Lua não existe, que seria dos, se não O objeto mais brilhante do céu noturno.

            Mas a Lua existe, por isso não é. A citação está mal interpretada e portanto induziu em erro.

            Para efeitos de confirmação por parte de qualquer pessoa, podemos aceder a um planetário virtual, configurado para a hora exata da oposição (26 de setembro, pelas 21 horas) e verificar a magnitude aparente da Lua e de Júpiter.

            A “magnitude aparente”, que é o parâmetro científico que indica o brilho de um astro, funciona assim: quanto mais negativo o valor, mais brilhante é o objeto. Quanto mais positivo o valor, menos brilhante é.

            Ao verificarmos os valores da magnitude aparente para os dois astros, recorrendo a um planetário virtual, constatamos que a magnitude aparente da Lua é mais negativa do que a magnitude aparente de Júpiter. Ou seja, Júpiter não será mais brilhante do que a Lua.

          2. Avatar de Vítor M.

            Foca-te na realidade. A lua de hoje está 0,31% visível.

          3. Avatar de Setnom
            Setnom

            Vítor! Precisamente por eu querer focar-me na realidade, é que aqui estou!

            Realço então novamente a má interpretação do que o astrofísico disse no blog da NASA. A citação original, em inglês, é: “Outside of the Moon, it should be one of the (if not the) brightest objects in the night sky”.

            Ele NÃO disse que Júpiter ia ficar mais brilhante do que a Lua. Este artigo é que está a dizer que ele disse isso. O astrofísico diz que se fizéssemos de conta que a Lua não existe, AÍ SIM, é que seria dos, se não o objeto mais brilhante do céu noturno. Conseguimos chegar à conclusão de que a citação não corresponde ao que está aqui escrito neste artigo?

            Igualmente, chegou também a ir verificar os valores da magnitude aparente aquando do evento desta noite, num planetário virtual como o Stellaris ou theskylive? Quais os valores fornecidos para os dois astros?

            Na minha consulta no theskylive, para Faro, Portugal, às 21 horas de hoje, Júpiter tem magnitude aparente -2,94. A Lua tem magnitude aparente -5,14. A Lua tem o valor mais negativo (-5,14 é mais negativo do -2,94), logo a Lua tem magnitude aparente superior.

            Convém também realçar, após ler o seu último comentário, que VISIBILIDADE de um astro não é o mesmo que MAGNITUDE de um astro! Parece que está a confundir as duas coisas.

            A magnitude de um objeto, por exemplo, brilhante o suficiente para ser visto a olho nu – digamos, Vénus -, não desliza magicamente para valores para lá do que o olho humano consegue observar simplesmente por este, por exemplo, ficar abaixo do horizonte!

            A magnitude aparente depende, sim, da sua luminosidade intrínseca, da distância da Terra e de quaisquer efeitos de extinção da luz provoada por poeiras no espaço.

          4. Avatar de Vítor M.

            Estás a misturar as coisas. Estamos a falar em ver a olho nu ou, com uns binóculos, no limite com um telescópio, como foi sugerido. E, o brilho da lua, como disse, está 0,31% visível. Estamos a falar de hoje OK? Não estamos a falar de outra altura qualquer e estamos a falar daqui, de Portugal. Portanto, o que o astrónomo disse está corretamente citado no texto, não estejas a tentar dar a volta. Como hoje a lua está apenas com 0,31% visível, Júpiter torna-se destacado pelo sua aproximação.

            Logo olhem para o céu 😉

          5. Avatar de Setnom
            Setnom

            Correção: Stellarium, não Stellaris. Stellaris é o jogo, hehehe.

          6. Avatar de Setnom
            Setnom

            Foi verificar as magnitudes dos objetos no planetário virtual? Qual os valores indicados para a hora em questão? Diga-me, por favor, os valores que obteve para a Lua e para Júpiter.

          7. Avatar de Vítor M.

            A Lua hoje está como referi, com uma visibilidade de 0,31%.

          8. Avatar de Setnom
            Setnom

            Vítor… a pergunta é para a magnitude.

            A magnitude é o parâmetro astronómico que indica o BRILHO do objeto. Neste caso, “magnitude aparente”.

            Também existe a medida de “magnitude absoluta”, que é a magnitude aparente de um objeto caso fosse colocado à distância de 10 parsecs, sem interferência de outros objetos no caminho ou da poeira cósmica. Na astronomia, ou usamos a magnitude aparente. Ou a magnitude absoluta. No contexto da observação astronómica, mais frequentemente a magnitude aparente.

            Os valores que os astrónomos usam para medir o brilho, os valores que as fórmulas nos dão, não são percentagens. São NÚMEROS. Podem ser negativos. Pode ter valor 0. Podem ser números positivos.

            Por exemplo, o brilho – magnitude aparente – do Sol é -26,74. É o objeto com a magnitude aparente mais elevada. Não há nada mais brilhante. Claro, a não ser que viajássemos para outras estrelas. Aí, essas estrelas poderiam ter magnitudes aparentes superiores à do Sol.

            A estrela Vega tem magnitude aparente 0,03. Um bom olho humano, em teoria e sob condições excelentes, consegue observar até mais ou menos à magnitude 6. De aproximadamente magnitude seis para cima, só observando com binóculos ou telescópios, o olho nu não tem capacidade para mais.

            Vítor, a visibilidade a que se refere, no contexto da Lua, é uma medida de ÁREA. Não uma medida do brilho. É a percentagem da face lunar que conseguimos ver iluminada [a partir do ponto de vista de um observador na Terra a olhar para o céu].

            Sim, há relação entre a percentagem de disco lunar iluminado [pelo Sol a partir do ponto de vista da Terra] e a sua magnitude aparente. Quanto mais área iluminada, maior a magnitude aparente. Mas o valor que vamos buscar para o brilho é SEMPRE o da magnitude, não o da área iluminada no disco. Que, para uma Lua que pouco passou de Nova, será o brilho da área iluminada pelo Sol SOMADO com o brilho da área apenas iluminada pela Terra, o chamado “earthshine”.

            Quando se pergunta o brilho de um objeto astronómico, não respondemos com a percentagem do disco que nos é visível. Dizemos a magnitude (aparente; ou absoluta, caso necessário).

            Se assim fosse, então para todos os planetas exteriores à Terra, o brilho (ah, perdão, a “visibilidade”) seria sempre 100%, hehehe. Pois, devido à geometria do Sistema Solar, todos os astros para lá da Terra têm sempre toda a face iluminada pelo Sol.

            A área iluminada a que o Vítor se refere, apesar de pequena devido à fase em que nos encontramos, tem efetivamente magnitude aparente. É esse valor que estou a perguntar. É esse valor que temos que comparar com o Júpiter. É esse valor que vamos buscar aos planetários ou às tabelas de efemérides.

          9. Avatar de Setnom
            Setnom

            Correção: onde diz “Pois, devido à geometria do Sistema Solar, todos os astros para lá da Terra têm sempre toda a face iluminada pelo Sol.”

            Quero dizer “todos os astros do Sistema Solar, para lá da Terra, têm sempre toda a face iluminada pelo Sol”.

            Da maneira como escrevi pareço dar a entender que posso falar de exo-astros, estou apenas a falar de objetos do Sistema Solar para lá da Terra.

          10. Avatar de BitBit
            BitBit

            Nem me quero meter nos dislates que dizem. Mas ontem, Domingo foi Lua Nova.
            Hoje, 2ª Fª, 26:
            – O Sol nasceu às 7:20 e pôs-se às 19:20
            – A Lua nasceu às 7:43 e pôs-se às 19:53. Ou seja, por ser Lua Nova a Lua está acima do horizonte acompanhando o Sol (e por isso não é visível a olho nu) e não se vê de noite, depois do pôr do Sol.
            – Júpiter, que estava em oposição ao Sol, nasceu quando o SO e a Lua se puseram. Ou seja, esta noite, vê-se Júpiter mas não se vê a Lua.
            Por*a.

          11. Avatar de Vítor M.

            Que mais se pode dizer?

          12. Avatar de Setnom
            Setnom

            Que mais se pode dizer? Dizer a resposta à pergunta que coloquei sobre as magnitudes aparentes da Lua e de Júpiter aquando da oposição, que já perguntei várias vezes e ainda ninguém respondeu, quando é tão FÁCIL ir verificar os valores tendo em conta os recursos online disponíveis. Porque é que está a custar assim tanto? Não é nenhum segredo, que eu saiba!!!!

            Além dos planetários virtuais que já mencionei, Stellarium e o site theskylive.com, também podem ir ao invés recorrer a tabelas de efemérides, como no site in-the-sky.org . Aí, onde diz “Data Tables” e depois em “Ephemerides”.

            Lá, configurar para mostrar as tabelas para a Lua e Júpiter à hora do evento e ver a coluna da “magnitude aproximada”. E depois comparar os valores dos dois astros.

            Se não querem consultar um planetário, vão lá ver a esse site de dados astronómicos. Novamente: quais são os valores para a magnitude da Lua e de Júpiter?

            Torno a repetir: visibilidade não é indicador de brilho! A visibilidade a que o Vítor se referia, no contexto da Lua, indica a percentagem de ÁREA que está iluminada pelo Sol – que conseguimos ver a partir do ponto de vista da Terra – , não é um parâmetro de brilho! É a MAGNITUDE que nos diz o brilho!

            BitBit, a fase de Lua Nova já tinha passado e já estava parcialmente iluminada pelo Sol à hora da oposição. Além de que o “earthshine” também entra para a determinação da magnitude da Lua quando está tão jovem no seu ciclo de fases.

            Isto, INDEPENDENTEMENTE DE ESTAR ACIMA OU ABAIXO DO HORIZONTE. Os objetos continuam a ser iluminados pelo Sol ou a ter brilho próprio quer a gente os esteja a observar atualmente no céu, quer não!

          13. Avatar de Vítor M.

            Não estava nada. Eu disse-te já várias vezes o valor de visibilidade da lua. Mas continuas a bater na mesma tecla.

            Lua nova, não era visível, Júpiter, na sua distância mais próxima da Terra, mais brilhante.

          14. Avatar de Setnom
            Setnom

            Visibilidade não é o mesmo que magnitude aparente (brilho).

            Analogia: a Pequena Nuvem de Magalhães nunca é visível de Portugal, por ser um objeto do céu do hemisfério sul. O Vítor diria que a visibilidade do objeto é 0%? Isso quer então dizer que o objeto não emite brilho?
            NÃO! Tem brilho! Os observadores noturnos do hemisfério sul podem constatar isso, até a olho nu, e determinar o valor! Continua a ter magnitude magnitude aparente de -2,69. Mesmo que não a consigamos ver de Portugal, tem brilho e pode ser observada à vista desarmada brilhando no céu do hemisfério sul!

            Visibilidade não é o mesmo que magnitude aparente (brilho), Vítor!! Não são sinónimos, são indicadores diferentes, embora relacionados. Já aqui o disse várias vezes! É a magnitude aparente – ou a magnitude absoluta – que indica o brilho de um astro. Só esses.

            Não é o parâmetro “visibilidade” que mede o brilho de um astro. O termo visibilidade, no contexto da observação astronómica, pode dizer respeito a dois cenários:
            1 – à posição acima/abaixo do horizonte: ou está acima, ou está abaixo;
            2 – à área iluminada [pelo Sol] do disco lunar ou dos discos planetários; é aqui que encaixa o valor comentado pelo Vítor, que é percentual e que varia entre 0(%) e 100(%).

            Repare que o que está a sugerir, seguindo a lógica de que “visibilidade igual a brilho”, implica que um objeto astronómico possa ter MAGNITUDES APARENTES DIFERENTES AO MESMO TEMPO (pois pode ser visível de um sítio, mas não ser visível de outro)! Isto é impossível. O Sol não tem um brilho diferente quando é dia num lado da Terra e quando, ao mesmo tempo, é noite no outro. A magnitude aparente (brilho) é a mesma, quer seja dia na Nova Zelândia e ao mesmo tempo noite em Portugal: -26,74.

            Repito: o brilho de um objeto é indicado pela sua MAGNITUDE APARENTE e não pela % de área iluminada do seu disco, como menciona para o segundo cenário acima descrito.

            Além do mais, a visibilidade percentual e variável de um disco a que o Vítor continua a fazer alusão só é totalmente aplicável à Lua e aos dois primeiros planetas interiores (Mercúrio e Vénus). Pois são os 3 únicos objetos astronómicos que mostram ciclos completos de fases (de 0% a 100%). Os planetas mais distantes só podem ter intervalo de visibilidade >50% a 100%, nunca <=50%. E mesmo assim Marte é o único que se consegue ver pouco acima de 50%, os restantes estão quase sempre perto dos 100% ou nos 100%.

            O valor da magnitude aparente encontra-se numa escala logarítmica, sendo ou um número negativo, 0 ou um número positivo! NÃO É UMA PERCENTAGEM, como os 0,31% que o Vítor mencionou. Nunca foi uma percentagem. É sempre um número negativo, 0, ou positivo.

            Segunda analogia: se eu lhe perguntar qual o brilho do planeta Saturno, o Vítor responde-me que é 100% caso esteja visível acima do horizonte, e 0% caso esteja abaixo do horizonte?
            Não, claro que não! A magnitude aparente (brilho) do planeta Saturno é [atualmente] de 0,48. Esteja ele visível acima do horizonte à noite, ou não.

            Fui claro quanto à distinção entre os termos "visibilidade" e "magnitude aparente" (brilho)? A internet possui muitos recursos que melhor informam a este respeito. Se eu colocar aqui alguns links exteriores, será que passam o filtro de moderação?

            Voltando às comparações das magnitudes aparentes entre Júpiter e Saturno aquando da oposição. Já foi constatar nos recursos indicados por mim?

            Eu posso, ao invés, e para poupar trabalho, já que não obtenho resposta astronomicamente válida, colocar aqui diretamente hiperligações que indicam as magnitudes aparentes de Júpiter e da Lua. Sejam screenshots de planetários virtuais, sejam hiperligações para tabelas de efemérides. Isto ajudará o Vítor e todos os utilizadores que estão a ler a página, para que possam constatar que a magnitude da Lua continuou a ser mais negativa (portanto, mais brilhante) que Júpiter.

            Será que essas hiperligações passam o filtro da moderação? Eu tentei anteriormente colocar links exteriores, em resposta à minha linha original de comentário, mas por alguma razão desconhecida não passaram ali…

          15. Avatar de Vítor M.

            Sim, isso não está em causa. Estamos a falar em visibilidade, uma pessoa tem a visibilidade maior do brilho do planeta por este estar mais próximo. Foi o caso, a lua estava menos visível.

          16. Avatar de Setnom
            Setnom

            O facto de haver mais proximidade e visibilidade de Júpiter, em comparação com a visibilidade da Lua, não veio a implicar que a sua magnitude/brilho (que é efetivamente o cerne da minha questão) se tornou superior à do nosso satélite, como está no artigo. É o que tenho pedido que se verificasse em sites da especialidade. A magnitude da Lua, mesmo finissamente iluminada àquela hora, mesmo abaixo do horizonte (a magnitude aparente não depende disso, expliquei anteriormente), em comparação com a magnitude de Júpiter, continua a ser mais negativa (mais brilhante).

            Eu penso que já não consigo explicar as coisas de outra forma. Estaria a repetir-me ainda mais do que já me repeti.

            Deixo aqui estes links que evidenciam o que tenho vindo a referir (todos são seguros, verificados e “uploaded” por mim, os do bit.ly substituem os diretos para efeitos de os tornar mais curtos):

            Screenshots do Stellarium-Web.org (ver caixas vermelhas; não forneço link direto porque o website não o permite, tenho que fazer screenshot):
            Júpiter – https://i.imgur.com/H7grSB7.jpg
            Lua – https://i.imgur.com/zdf5sBu.jpg

            Planetário virtual The Sky Live, devidamente configurado para a hora da oposição (ver valores da magnitude, canto superior esquerdo; usei um encurtador de links para aparecerem mais pequenos):
            Júpiter – https://bit.ly/3BOGNt1
            Lua – https://bit.ly/3DXUFEb

            Tabelas de efemérides do site In-The-Sky.org, devidamente configuradas:
            Júpiter – screenshot (ver caixa vermelha): https://i.imgur.com/Qvxgojd.jpg
            Júpiter – Link direto encurtado: https://bit.ly/3SApWRn

            Lua – screenshot: https://i.imgur.com/mITEApo.jpg
            Lua – Link direto encurtado: https://bit.ly/3fnxVmP

            Estes recursos estão à disposição de todos, pelo que é possível qualquer pessoa replicar a obtenção destas medidas. Eu tenho acesso a mais software de astronomia, mas que fica instalado no meu PC, já não podendo ser reproduzível do vosso lado a não ser que também os tenham. Não coloquei precisamente por isso. Se for necessário, posso colocá-los à mesma, apenas em print screens.

            Dos três recursos que evidenciei, todos indicam que a Lua, à altura da oposição, tem uma magnitude mais negativa do que Júpiter. Júpiter não derrotou a Lua em termos de magnitude aquando da oposição de ontem.

      3. Avatar de paulo
        paulo

        “o mais brilhante” é muito diferente de “estará tão próximo da Terra que será mais brilhante que a Lua”…

        Que desastre…

        E não! com uns simples binóculos não vai ser possível ver nada. Muito menis se o ceu esta limpo e a lua ilumina o céu por completo.

  3. Avatar de Setnom
    Setnom

    Tenham cuidado ao escrever estas coisas se querem ser levados a sério em termos da divulgação da astronomia. Júpiter não tem magnitude aparente superior à da Lua (-2,79 vs. -7,38). Nem nunca terá a não ser que exista alguma catástrofe a nível do Sistema Solar.

    Se apenas assim o consideram porque a “Lua põe-se cedinho naquela noite, pelo que tem brilho nulo porque está por baixo do horizonte. E portanto Júpiter, que permanece visível, é assim mais brilhante que a Lua”. Então utilizando a mesma lógica defeituosa, a Lua Cheia é sempre mais brilhante do que o Sol. Pois o Sol está abaixo do horizonte aquando da fase de Lua Cheia, que está sempre bem visível à noite…

    Por o Sol não ser visível à noite, isso quer dizer que se a Lua Cheia for [visível à noite, isto é], é mais brilhante que o Sol? Não, claro que não. Os brilhos dos astros não mudam nem dependem se são ou não visíveis acima do horizonte terrestre.

    Isto é uma racionalização muito anti-científica.

    1. Avatar de Vítor M.

      Pelo menos lê o texto todo, em vez de leres só o título, isto só para dar alguma utilidade ao que escreveste. Aliás, é dito até de forma mais isolada, no fim do texto “Portanto, ao cair do dia de segunda-feira, assim que o sol começar a desaparecer, Júpiter aparecerá brilhante no céu, até mesmo mais do que a “nossa” Lua.

      Não será sempre, mas a determinada altura e lá diz “assim que o sol começar a desaparecer”… Júpiter terá uma grande visibilidade… 😉 não vão truncar a informação, sejam intelectualmente honestos.

      Mesmo depois, no cair da noite, e segundo Adam Kobelski, astrofísico investigador do Marshall Space Flight Center da NASA, Júpiter “…sem contar com a Lua, deverá ser um dos (se não o) objetos mais brilhantes do céu noturno”

      Bom domingo.

  4. Avatar de AndroidPolice
    AndroidPolice

    Bem, hoje, dia 25/09, é Lua Nova, à Lua não se vê durante a noite.
    Qual é a estranheza de se ver Júpiter a brilhar, ainda por cima se está mais perto da Terra? Nem é preciso binóculos.

    1. Avatar de Realista
      Realista

      Daí que será verdadeira a frase que diz que Jupiter “será mais brilhante que a Lua”. Pelo menos em Portugal :p

      1. Avatar de Nuno V
        Nuno V

        Alguma vez conseguiste observar uma lua nova?

      2. Avatar de BitBit
        BitBit

        Além de ser Lua Nova (hoje), contam duas coisas. Na 2ª Fª, 26, Júpiter está em oposição ao Sol – nasce, quando o Sol se põe (ocorre a cada 13 meses) e está mais perto da Terra (em 59 anos – está a 590 milhões de km e chega a estar a 965 milhões).
        Na 2ª Fª está mais brilhante do que em qualquer altura do ano.
        A SIC diz que com uns bons binóculos vai ser possível ver quatro das luas de Júpiter. Daqui a bocado vou ver se consigo ver alguma 🙂

  5. Avatar de Nuno V
    Nuno V

    Que autentica salgalhada de texto, a lua entrou na fase de lua nova hoje. Não é apenas Júpiter que é possivelmente mais brilhante que esta nesta fase quanto o primeiro se encontra em oposição. Marte e Vénus também o são. A magnitude aparente máxima de Júpiter quanto atingir a oposição vai ser de -2.8. Não muito longe da magnitude aparente da lua nova de -2.5. A magnitude da lua quando cheia é de -12.9.

    Ninguém vai confundir Júpiter com uma segunda lua. Se fosse tal o caso também confundiríamos Vénus com uma segunda lua porque a magnitude máxima deste é superior á de Júpiter. Na realidade, se não tivessem lido esta notícia nem sequer teriam topado qualquer diferença.

    1. Avatar de Vítor M.

      Assim já sabes a diferença. Como Júpiter vai estar mais brilhante, vai notar-se mais, ao ponto de ter um brilho que as pessoas poderão confundir com o da Lua. Está muito o simples de se perceber.

      1. Avatar de duniz
        duniz

        Caramba caro Vítor… confundir com o da Lua?
        Só se for para alguém pouco habituado a ver Júpiter, Saturno ou Vénus todos os anos… está praticamente igual a todos os anos e dificilmente confundível com o brilho da Lua…
        Visto às 21h48m desta segunda feira, dia 26 de setembro de 2022.

        1. Avatar de Vítor M.

          Mas consegues hoje ver a Lua? E Júpiter?

          1. Avatar de paulo
            paulo

            Decidete! Ou vai ser mais brilhante que a lua ou vai ser a mais brilhante no ceu…. Ainda não entendeu?

      2. Avatar de paulo
        paulo

        O senhor Vítor nem com uma pessoa que claramente entende do tema e corrige o desastre da redação você se retrata? Eu sei que já direciona a alguns anos muita noticias aqui no pplware mas não perde nada em corrigir. Só tem a ganhar bem com os leitores.

  6. Avatar de Nem vale a pena
    Nem vale a pena

    Bem… Já não vinha aqui há alguns meses, mas ainda está pior do que eu me lembrava… A opinião do “patrão” vale mais que a ciência!
    Talvez volte cá na próxima década, porque antes … não vale a pena!