Satélites autodestrutivos podem ser a solução para lixo espacial

16 Comentários

Para que o espaço possa ser explorado, não chega apenas observar a partir da Terra. Como tal, desde os anos 50, são enviados satélites e outros equipamentos que auxiliam a humanidade na tarefa de recolher informação como imagens, eventos cósmicos e muitos outros dados. Contudo, para além da exploração do espaço visando a sua descoberta, há igualmente a parte comercial. O lixo acumular-se e está efetivamente a tornar-se num perigoso problema.

O futuro terá de ter obrigatoriamente soluções para destruir o lixo que orbita a Terra. Há alguns avanços e hoje trazemos mais uma possível solução.

Lixo espacial

O lixo espacial que não pode ficar no espaço

De modo a explorar e descobrir o que nos envolve e está para além de nós, são enviados cada vez mais equipamentos para o espaço. Para além da Lua, já colocamos dispositivos em Marte e noutros locais no espaço interestelar. No entanto, estes equipamentos cumprem a sua missão e ficam por lá!

Aliás, estima-se que, em meio século, a órbita terrestre baixa esteja cheia com mais de 7.500 toneladas de lixo espacial de equipamentos científicos, militares e comerciais.

Então, se a intenção é continuar a enviar objetos para o espaço, é importante encontrar uma forma de descobrir os que já lá estão, mas em desuso, para os tirar de órbita. Mais, assegurar que os equipamentos recém-enviados não ficam lá para sempre.

Por exemplo, a constelação de satélites que está a ser desenvolvida pela SpaceX, a Starlink, planeia enviar milhares de equipamentos para órbita. Todavia, estes são concebidos para desorbitar, assim que os seus motores deixem de estar funcionais.

Satélites

JAXA já tem uma solução para testar em satélites

A agência espacial japonesa (JAXA) quer adaptar a sua frota crescente de órbita terrestre baixa para escalas comerciais, sem aumentar a sua quota de lixo espacial. Por isso, planeia testar um satélite autodestrutivo.

Conforme foi revelado, a tecnologia foi desenvolvida através de uma startup japonesa chamada ALE Co.. Então, o processo implica equipar os satélites com um cátodo nanotubo de carbono junto de um cabo eletrodinâmico.

Uma vez concluída a missão, o satélite desenrola um cabo de ligação, criando um fluxo de corrente entre si e o cátodo.

Em reação com o campo magnético da Terra, bem como com a gravidade e fricção presente na atmosfera, o satélite será puxado para baixo numa morte mecânica.

Lixo espacial

Se funcionar e os testes, que serão realizados ainda este ano num microssatélite, correrem bem, a JAXA espera vender este mecanismo a fabricantes de equipamentos comerciais.

Com o desenvolvimento do dispositivo será possível reduzir o número de satélites que permanecem numa órbita terrestre baixa, que se espera que venha a aumentar rapidamente no futuro, e, assim, evitar a geração de grandes quantidades de detritos perigosos causados por colisões com outros detritos espaciais.

Disse a JAXA.

Satélites Northstar

Satélites: Como saber onde procurar para limpar o lixo espacial?

Apesar de a opção da JAXA ser viável para os dipositivos que forem enviados entretanto, não o é para os que já lá estão. Então, uma empresa chamada Northstar “monitoriza o espaço, a partir do espaço, através de uma constelação de satélites com sensores óticos especializados”.

Para a monitorização, a Northstar recorre a um amplo catálogo 3D do ambiente espacial circundante. Além disso, utiliza análises avançadas, a fim de fornecer informação crucial para que as entidades públicas e comerciais possam navegar em segurança na órbita terrestre baixa.

Posto isto, para que a exploração do espaço não seja necessariamente o espelho de um ambiente entulhado, devemos assegurar-nos que aprendemos a controlar os ciclo de vida dos equipamentos, antes de construir uma presença, por exemplo, em Marte.

 

Leia também:

Satélites da Starlink poderão prejudicar recolha de dados dos astrónomos

Comentários

16

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

  1. Avatar de LWR
    LWR

    se o satelite se autodestruir nao cria ainda mais destrocos ? A solucao para o lixo espacial é simples, proibir starlinks e constelacoes do genero apenas para ter net inferior a fibra optica.

    1. Avatar de Manuel
      Manuel

      Primeiro lê a notícia segundo mau exemplo porque os starlinks quando chegam ao fim de vida desorbitam sozinhos e ardem completamente na reentrada na atmosfera

      1. Avatar de Samuel MG
        Samuel MG

        Não é verdade que ardam completamente na reentrada!! Existem casos que bocados de satélites a fazer crateras no chão e houve um bocado que atingiu uma mulher.

    2. Avatar de eu2
      eu2

      O problema não são os destroços, o problema é os destroços ficarem em órbita. Se cairem na atmosfera desintegram-se antes de chegar ao solo.

    3. Avatar de rjSampaio
      rjSampaio

      “proibir starlinks e constelacoes do genero apenas para ter net inferior a fibra optica”

      outro privilegiado com fibra a baixo custo a querer olhar apenas para o seu umbigo…

      1. Avatar de Artur Peralta
        Artur Peralta

        Bem, vais dizer que é mais barato por um “aparato tecnológico” em orbitra do que puxar fibra cá em baixo a partes mais remotas…

  2. Avatar de Há cada gajo
    Há cada gajo

    O satélite autodestrói-se como ? Evapora -se ? Desintegra-se ? Não fica lixo ?

    1. Avatar de Rui
      Rui

      Muito fácil LE A NOTICIA

      1. Avatar de iDroid
        iDroid

        Isso dá trabalho.

    2. Avatar de LWR
      LWR

      O ideal seria cada satelite ter uma carga nuclear para desintegrar-se completamente. Uma ogiva nuclear por cada satelite e problema resolvido

  3. Avatar de scp
    scp

    Só mesmo os Japoneses a importarem-se com o meio ambiente, com o lixo gerado pelos humanos. E fazem eles bem porque têm outra ética de respeito numa vida em sociedade superior a muitos outros povos de países desenvolvidos.

    1. Avatar de Paulo
      Paulo

      Sabes que no japao ha maquinas com cuecas de miudas estudantes usadas que eles usam so para cheirar? Tao desenvolvidos que o presidente olimpico japones foi despedido por dizer que as mulheres nao deviam fazer desporto enfim..

      1. Avatar de Abreu
        Abreu

        Isso eu não sabia! Cuecas usadas em máquinas automáticas..kkkkk só isso dava um artigo!

      2. Avatar de adbu
        adbu

        Japoneses sempre a inovar. Se há máquinas dessas é porque há mercado para isso.
        Não prejudica ninguém e as miúdas ainda ganham uns cobres.

  4. Avatar de Samuel MG
    Samuel MG

    Que tal mandarem um robot e darem trabalho a alguém!! Existem tantos desempregados!!