Painel verde que capta CO2, produz oxigénio e algas comestíveis

4 Comentários

Segundo os antigos, “a necessida aguça o engenho”, o adágio popular é velho, mas eficaz. Desta forma, tendo em conta as urgentes medidas ambientais necessárias, surge uma tecnologia em formato de painel verde. Este, além de captar o CO2 ainda produz oxigénio e algas comestíveis.

A ideia é que o novo material possa ser instalado nos telhados dos edifícios, paredes levando à produção de ar limpo e alimentos orgânicos. Vamos conhecer o projeto BioSolar Leaf.

Painel verde que capta CO2, produz oxigénio e algas comestíveis


Painéis ambientais que produzem alimentos

O ser humano dá passos largos à rápida degradação do planeta Terra. Não há dúvidas que os esforços para mudar hábitos de degradação ainda são poucos. Principalmente, tendo em conta a velocidade com que se polui. Assim, começam cada vez mais a aparecer tecnologias e esforços para tentar reverter a situação ambiental.

Um exemplo desses esforços é a tecnologia BioSolar Leaf desenvolvida em Londres, com o objetivo de melhorar a qualidade do ar.

 

Painéis que funcionam como folhas

Foi desenvolvida uma estrutura peculiar, desenhada pelo Imperial College London, com colaboração com a empresa britânica Arborea, que funciona como uma folha natural. A BioSolar Leaf purifica o ar através da fotossíntese de plantas microscópicas. Assim, o processo leva a eliminação do ambiente de gases de efeito estufa e seja gerado oxigénio respirável.

Tudo isso é feito num sistema de cultivo que facilita o crescimento de pequenas plantas – como microalgas, diatomáceas e fitoplâncton – em grandes estruturas semelhantes a painéis solares. A ideia é que a invenção possa ser instalada em terrenos baldios, edifícios ou outros locais.

 

Crescem nos painéis, mas são comestíveis

Esta tecnologia tem várias particularidades interessantes. Entre elas está a capacidade de produzir uma alga que pode ser comestível. O sistema produz uma fonte de biomassa orgânica que a Arborea quer usar para extrair aditivos alimentares nutritivos.

Embora as microalgas já sejam usadas em alimentos, de acordo com Julian Melchiorri, CEO da Arborea, os novos painéis usam um processo de produção patenteado que “torna a colheita mais barata, mais escalável e resulta num produto de maior qualidade”.

Enquanto o projeto garante a produção de oxigénio respirável a uma taxa equivalente a 100 árvores numa pequena área, o projeto em causa concentra-se no sistema alimentar. Quer produzir mais proteínas de forma ecológica, criar mais fontes de antioxidantes e cores de alimentos naturais. Segundo os seus criadores, a poluição climatérica impedida pela produção de proteínas a partir de algas é ainda mais significativa do que a capacidade das algas em absorver CO2 do ar.

Comentários

4

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

  1. Avatar de Doutorado
    Doutorado

    Em vez de plantar arvores vamos pintar cimento de verde eheh

  2. Avatar de Alberto Jesus
    Alberto Jesus

    Que tal plantarem mais árvores e cuidarem mais do ambiente? No que se refere a “produzir mais proteínas de forma ecológica” já alguém questionou a quantidade de substâncias poluentes (metais pesados, etc.) que irão ficar nesta fonte de biomassa orgânica?

    1. Avatar de Rrrrrr
      Rrrrrr

      a mudanca comeca em cada um de nos.
      e se nao formos nos a ter iniciativa fica tudo na mesma.

      a verdade é:
      – as pessoas nao querem saber do ambiente, porque nao lhes afecta
      – as pessoas querem saber do ambiente para meter fotos no fb e no instagram

  3. Avatar de João Ferreira
    João Ferreira

    Não é a primeira vez que se pensa em algo assim. Já em 2013 se fez um protótipo de uma casa com algas e ideias semelhantes em Hamburgo.
    https://inhabitat.com/the-worlds-first-algae-powered-building-opens-in-hamburg/