Laser pode carregar a bateria do seu smartphone à distância

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O ano de 2018 será fértil em tecnologias de carregamentos sem fios. Há já várias patentes aprovadas e há produtos que em breve estarão no mercado. Mas, o mercado não se fica por aqui!

Engenheiros da Universidade de Washington, nos EUA, mostraram o primeiro equipamento capaz de recarregar com segurança a bateria de um smartphone, recorrendo a um raio laser disparado à distância.

Raio laser disparado para carregar bateria


Raio Laser para carregar bateria

Um equipamento emissor dispara um feixe laser estreito e invisível, que fornece a carga para alimentar um smartphone que está a uma determinada distância. Este raio laser tem a capacidade de carregar a bateria do telefone tão rapidamente quanto um normal cabo USB.

A equipa criou, para este efeito, uma “célula de potência” que capta a energia do laser e gera a eletricidade necessária para recarregar a bateria. Um dissipador de calor separa a célula de potência do smartphone, evitando um perigoso superaquecimento.

Equipamento laser

Os investigadores pensaram também nas questões de segurança, até porque poderia haver uma situação de alguém passar pelo raio laser e se queimar. Assim, o sistema conta com um refletor que desliga o laser de carregamento. Para isso são usados dois outros feixes de segurança, que funcionam como detetores de presença.

A segurança foi o nosso foco ao projetar este sistema. Projetámos, construímos e testámos este sistema de recarregamento a laser com um mecanismo de segurança de resposta rápida, o que garante que o emissor laser interromperá o feixe de carga antes que uma pessoa entre no caminho do laser.

Referiu Shyam Gollakota, membro da equipa.

O sistema emissor de carregamento produz um feixe de laser com comprimento de onda na faixa do infravermelho próximo, transmitindo 2 Watts de potência para uma área de 38 centímetros quadrados, localizada a uma distância até 4,3 metros. Utilizando uma potência menor, o sistema pode cobrir uma área de 1 metro quadrado a uma distância até 12 metros.

 

Localizar acusticamente o smartphone

Para que o sistema saiba que o utilizador disponibilizou o smartphone para ser carregado, o sistema foi programado para sinalizar a localização do dispositivo emitindo sons curtos de alta frequência, inaudíveis para os nossos ouvidos, mas detetáveis pelos microfones existentes no emissor laser.

Assim, este sistema de localização acústica garante que o emissor possa detetar quando um utilizador coloca o smartphone na superfície de carga, que pode estar colocada numa localização qualquer, como numa mesa na sala ou noutro qualquer cenário do dia a dia das pessoas.

Quando o emissor deteta o telefone na superfície de carga, ele liga o laser para começar a carregar a bateria – claro, mas para começar a carregar, o utilizador tem de sair da área de passagem do laser, para não fazer disparar o sistema de segurança.

 

Mas poderá substituir o carregamento atual?

Para já não parece viável, até porque o preço ainda é altíssimo face ao preço de uma base sem fios que hoje o mercado tem para oferecer. Contudo, este tipo de tecnologia poderá ajudar a moldar muitos cenários futuristas, como podermos carregar um qualquer equipamento que poderá estar a muitos metros de distância mas em linha de vista de um raio laser.

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  1. Avatar de Marcos
    Marcos

    Já imagino estar numa sala de estar com família a circular ou até o Bobby e o telemóvel demorar 1 dia a carregar devido às interrupções do laser. Por laser não me convence.

  2. Avatar de Fernando
    Fernando

    Acho que cada vez inventam mais, para quê, isto já vai ser bonito daqui a uns anos,é verdade que temos que andar atualizados, mas carregar um smartphone porque não aproveitar os raios solares,que já há,alguns aparelhos que o fazem.

  3. Avatar de Carteiro
    Carteiro

    Onde está o estudo que mostra os efeitos desses lasers sobre o corpo humano?

  4. Avatar de Belmiro
    Belmiro

    Alguém quer isto? Ninguém quer feixes de luz a carregar baterias, aliás eu nem sequer por ondas de não forem curtas tal como os wireless atuais