Inovação na perfuração geotérmica profunda poderá trazer energia limpa ilimitada

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A energia geotérmica é amplamente reconhecida como uma fonte de energia limpa, renovável e fiável. No entanto, todo o seu potencial é limitado pela distribuição geográfica de rochas de alta temperatura perto da superfície. A evolução tecnológica poderá fazer deste recurso natural uma solução para extrair energia limpa, barata e ilimitada.

ilustração de energia geotérmica


Energia geotérmica poderá ser muito barata e global

A GA Drilling, uma empresa de tecnologia geotérmica sediada em Houston, fez um avanço significativo na perfuração geotérmica profunda com a demonstração pública bem sucedida da sua inovadora ferramenta de perfuração, o ANCHORBIT.

O teste, efetuado em colaboração com a Nabors Industries Ltd. no seu centro tecnológico de Houston, demonstrou a capacidade da ferramenta para duplicar a velocidade de perfuração e prolongar a vida útil da broca em formações duras e abrasivas. Estes avanços têm o potencial de reduzir significativamente o custo da perfuração geotérmica profunda, remover barreiras financeiras e expandir o acesso global à energia geotérmica.

O sucesso da GA Drilling na tecnologia geotérmica contribui para alcançar os objetivos de descarbonização e oferece uma solução viável para reequipar as centrais elétricas alimentadas a carvão com utilização intensiva de carbono, reduzindo as emissões e reforçando a independência energética dos combustíveis fósseis em todo o mundo.

Este empresa é pioneira em técnicas avançadas de perfuração utilizando tecnologias de plasma e termomecânicas.

O que é a tecnologia ANCHORBIT?

O ANCHORBIT foi concebido para permitir a perfuração profunda em formações duras e de alta temperatura, em comparação com a perfuração em poços pouco profundos.

A tecnologia visa penetrar em rochas cristalinas a uma profundidade superior a 5 km a altas velocidades, aproveitando a água quente da crosta terrestre para gerar energia limpa e convertê-la em eletricidade.

Este sistema traz tecnologias inovadoras na perfuração profunda que melhora a estabilidade e evita vibrações durante as operações de perfuração em rochas duras e de alta temperatura, tipicamente encontradas em projetos geotérmicos profundos.

Ao estabilizar a broca no furo e ao permitir a adição de peso à broca, o ANCHORBIT pode duplicar a taxa de penetração e prolongar a vida útil da broca. Isto representa uma melhoria significativa em relação aos métodos de perfuração atuais que sofrem de vibrações, taxas de penetração lentas e mudanças frequentes da broca nestas condições difíceis.

A relação custo-eficácia do ANCHORBIT integra-se perfeitamente nas técnicas convencionais de perfuração rotativa para tornar os projetos geotérmicos economicamente viáveis, aumentando a sua tentacularidade a países que até hoje não tinham como viabilizar este tipo de energia.

A ferramenta também foi concebida para ser utilizada em conjunto com a tecnologia PLASMABIT da GA Drilling, que aumenta ainda mais as capacidades de perfuração na indústria geotérmica. Com o ANCHORBIT, a GA Drilling pretende melhorar a economia da perfuração, acelerar a comercialização e permitir a implementação em larga escala de projetos geotérmicos.

Ao desenvolver tecnologias inovadoras, a empresa está a abrir caminho para aceder a fontes de energia geotérmica profunda a nível global, fornecendo terawatts de energia limpa a partir de profundidades sem precedentes e revolucionando a indústria geotérmica.

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  1. Avatar de Supersilva
    Supersilva

    Quando vejo isso só me lembra o final fantasy 7 (macro?)

  2. Avatar de Alberto Costa
    Alberto Costa

    Alguém consegue explicar o motivo de esta energia não ser “aproveitada” nos Açores?
    Assim de cabeça, na minha opinião, é o sítio ideal em Portugal.
    Obrigado

    1. Avatar de Ferreira
      Ferreira

      Não sei se será economicamente rentável.

    2. Avatar de Carlos
      Carlos

      googleit
      existem atualmente nos Açores três centrais geotérmicas em funcionamento (34,3 MW): a do Pico Vermelho (13 MW) e a da Ribeira Grande (16,6 MW), ambas na ilha de São Miguel, e a central geotérmica do Pico Alto (4,7 MW), na ilha Terceira.

    3. Avatar de tretas
      tretas

      Vamos lá ver, nos Acores , estando numa área isolada bastante longe do continente, não é viável produção e transporte para o que se iria produzir, logo, o que há nos açores é apenas para proveito próprio.

  3. Avatar de deeppurple
    deeppurple

    Muito barata só ser for para quem explora. Porque para o consumidor final deve levar com um incremento jeitoso no preço.

  4. Avatar de Grunho
    Grunho

    Era bom que fosse assim tão simples. A tal água quente injecta a ultra profundidades já arrefeceu ao regressar à superfície. E a água arrefecida não gera energia nenhuma.

  5. Avatar de contra
    contra

    ha mais pontos geotermicos em portugal.

    Assim de repente lembro-me em Sao Pedro do Sul (Viseu).
    Ha la fumarolas, termas de agua quente etc
    Um local relativamente central que decerto permitiria ter uma central deste tipo bastante proveitosa para o pais.
    . . . ha pois e verdade nao vale a pena o galamba e os amigos ja descobriram o litio e o hidrojenio verde.

    1. Avatar de Grunho
      Grunho

      O hidrogénio só é verde quando é pago em notas de dólar ou de 100 euros, que são as únicas notas verdes. Eles lá saberão de que cor é o deles.