A Terra sofre constantes modificações e a culpa é da gravidade

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Quando o nosso planeta se formou, fê-lo atraindo poeira e rocha em direção ao seu campo gravitacional. À medida que a esfera inchou, a atração gravitacional continuou a reunir mais material. Agora, o efeito da gravidade na Terra continua a moldar o nosso planeta, mas a partir das profundezas do seu interior.

Um novo estudo revelou que o efeito da gravidade na Terra está constantemente a moldar a superfície do nosso planeta. E como estará isso a influenciar a vida de cada um de nós?

O modelo geóide  a partir da qual se podem mapear as características topográficas do planeta, assim como uma melhor compreensão das variações no campo de gravidade


 

A gravidade manda e desmanda na Terra

Muitas alterações que são notadas na superfície da Terra resultam de processos que estão a acontecer no seu mais profundo interior. Tais modificações poderão estar a ser causadas pelo efeito da gravidade. Foi Isaac Newton quem, há mais de 300 anos, explicou os princípios básicos da gravitação e o conceito mais conhecido como força ‘g’.

Esta ideia foi colocada num estudo recente onde os investigadores analisaram os efeitos subtis que a gravidade tem tido nas estruturas profundas do nosso planeta. O estudo destaca os efeitos que a gravidade tem sobre a Terra e como pode mesmo causar a ascensão e queda da crosta acima dela.

Para compreender verdadeiramente este enigma, temos de ver como a gravidade funciona como um todo. Durante muito tempo, os cientistas trabalharam com base valor padrão que g = 9.83 ms–2. No entanto, os novos estudos demonstraram que a gravidade não é constante para todo o planeta. Em vez disso, esta força pode variar dependendo de onde se está.

Por exemplo, os efeitos da gravidade sobre a Terra no equador são diferentes, uma vez que a força de atração é mais fraca.

Conforme podemos ver na explicação da ESA no seu site, a gravidade pode variar desde um mínimo de 9.78 ms–2 no equador até um máximo de 9.83 ms–2 nos polos. E agora, com este novo estudo, podemos finalmente compreender o que causa estas pequenas, mas significativas, mudanças na forma como a gravidade tem efeitos na Terra.

Os investigadores publicaram o seu estudo na Nature Communications. Nele, argumentam que o papel que a gravidade tem nas mudanças que vemos na crosta terrestre se baseia nos efeitos que a gravidade tem nas estruturas profundas da Terra. Afinal de contas, a superfície e os níveis internos da Terra não são uniformes em toda a sua extensão. Em vez disso, áreas diferentes – como um oceano dentro da Terra – podem mudar o quão forte é essa estrutura.

Como resultado, a gravidade pode ter um efeito sobre a crosta terrestre, alterando estas estruturas profundamente abaixo da superfície. E com uma melhor compreensão de como a gravidade afeta a Terra como um todo, poderemos conseguir encontrar novas formas de compreender como a gravidade afeta outros corpos planetários lá fora, e talvez até criar gravidade artificial na Lua e noutros locais que visitamos.

 

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  1. Avatar de AlexS
    AlexS

    Mas já sabemos tudo o que é importante sobre a “ciência” do clima…

    1. Avatar de Mr. Y
      Mr. Y

      Nunca se sabe tudo na Ciência e sim Climatologia é uma ciência!

      1. Avatar de AlexS
        AlexS

        Se se considera que já sabemos o suficiente para mudar completamente a economia mundial, a produção de energia e entregar a produção de alimentos aos governos que tende a dar sempre fomes genocidas então de facto os politicos assumem que já sabemos tudo sobre o clima.
        Que há mais para saber quando eles próprios e os “cientistas” defendem que conseguem controlar o clima se fizermos isto e aquilo?

      2. Avatar de AlexS
        AlexS

        Mas o ponto é o seguinto qual o impacto das mudanças gravitacionais nos ventos e correntes oceanicas e outros factores que podem afectar o nosso clima?

        1. Avatar de Mr. Y
          Mr. Y

          Eu sei perfeitamente onde queres chegar e tentar arranjar uma desculpa para provar que as alterações climáticas não são influenciadas pelo Homem.
          Mas tal como os cientistas que estudaram a influência destas ondas gravitacionais também há um consenso alargado que a actividade humana tem influência no clima.
          Não é preciso ter um MBA em Estatística para entender um gráfico onde se vê claramente que após a Era Industrial a temperatura subiu muito mais rápido do que em milhares de anos. Se isso não é influenciar não sei o que é.

  2. Avatar de José Bonifácio Boni.
    José Bonifácio Boni.

    Certa feita, criticaram-me quando eu disse que o nosso PLANETA não era PLANO, mas que também, não era perfeitamente ESFÉRICO.

    É só dar uma olhada na imagem acima, que de tão clara, só falta a gema…

    1. Avatar de Castro
      Castro

      é ensinado na escola que a Terra é achatada nos pólos, por isso não é novidade que ela não é uma esfera perfeita.
      Quanto à imagem o que ela mostra é uma representação exagerada do campo gravitacional da Terra, não é uma imagem que ilustra a verdadeira geometria da Terra

      1. Avatar de AlexS
        AlexS

        Precisamente, a primeira imagem não mostra a forma da terra.

    2. Avatar de Vítor M.

      Clica em cima da imagens 😉

  3. Avatar de Bonifacio
    Bonifacio

    Convinha informar que a imagem apresentada é de um geoide e não da superfície da Terra.

    1. Avatar de Vítor M.

      O modelo geóide é utilizado como superfície de referência a partir da qual se podem mapear as características topográficas do planeta. Além disso, uma melhor compreensão das variações no campo de gravidade levará a uma compreensão mais profunda do interior da Terra. Foto: ESA/HPF/DLR.

  4. Avatar de JoaoC
    JoaoC

    Eu acho que essas deformações se devem ao CO2.
    Não sei, achei que devia dizer isto!

  5. Avatar de Castro
    Castro

    “equação que g = 9.83 ms–2”
    isto não é uma equação, é a declaração duma constante… uma equação implica a existência de uma incógnita.
    E não é nenhuma novidade que o “g” varia, desde Newton que ele foi assumido como um valor aproximado para a aceleração causada pela gravidade à altitude do nível do mar (o “g” varia com a distância entre os centros de massa dos corpos). É por a Terra ser achatada nos pólos que o “g” é maior, já que nos pólos a distância ao centro de massa da Terra é menor.