eSIM: Apple pode acabar com o cartão SIM já no iPhone 14

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Atualmente já é possível não usarmos cartão SIM da operadora nos nossos iPhones mais recentes. Este componente de comunicação pode ser substituído por um eSIM. Esta tecnologia é um cartão SIM digital que permite ativar um plano móvel da sua operadora sem ter de utilizar um cartão nano-SIM físico. Com os clientes na Europa e na Ásia a adotar o eSIM, as operadoras dos EUA preparam-se para um futuro não tão distante.

Se esta tecnologia avançar a bom ritmo, alguns mercados poderão já não receber o iPhone 14 com porta SIM.

Imagem iPhone com eSIM e SIM


O meu iPhone pode ter um eSIM?

Nem todos podem. Segundo a própria Apple, os modelos que suportam eSIM são o iPhone 13 Pro Max, iPhone 13 Pro, iPhone 13 e iPhone 13 mini. Aliás, estes podem mesmo utilizar o Dual SIM com dois eSIM ativos ou um nano-SIM e um eSIM. Os modelos de iPhone 12, iPhone 11, iPhone XS, iPhone XS Max e iPhone XR possuem Dual SIM com um nano-SIM e um eSIM.

A Apple deu também um salto interessante ao colocar no iPhone SE de terceira geração, a sua oferta mais em conta, a opção nano-SIM e eSIM.

 

Começa nos EUA mas poderá espalhar-se para a Europa e Ásia

Um novo relatório do Wall Street Journal mostra que a tecnologia eSIM tornou-se já popular na Europa e na Ásia, onde os consumidores tendem a alternar entre planos pré-pagos para obter o melhor pacote de dados disponível, e porque esta tecnologia está a ter mais adeptos em vários dispositivos, como nos smartwatches.

Mesmo nos EUA, onde poderá não haver o mesmo entusiasmo que na Europa, por exemplo (também por causa das dinâmicas das ofertas dos fornecedores de comunicações), os três principais fornecedores também se preparam para este futuro sem cartão SIM físico.

O WSJ nos lembrou que, nos Estados Unidos, com o iPhone 13 do ano passado, a Apple parou de incluir cartões SIM físicos na caixa, enquanto alguns fabricantes de Android pararam de oferecer suporte a SIMs físicos.

 

iPhone 14: Há maior pressão para se acabar com cartões SIM

No início do ano, a analista da GlobalData Emma Mohr-McClune disse:

Um iPhone apenas eSIM é sempre uma questão de ‘quando’, e não de ‘se’ – mas, até agora, tem havido insuficiente consideração quanto a ‘como’”. Embora a Apple seja diferente nestas abordagens “big bang”, com o iPhone 14, livrando-se do SIM físico e apostando apenas na tecnologia eSIM, este smartphone poderia ser o único a começar a trazer apenas a opção eSIM.

A Apple começou a criar espaço para a tecnologia eSIM com o iPhone XS. Agora, com o iPhone 13, a empresa permite-lhe ter dois cartões eSIM a funcionar em simultâneo, o que significa que nem sequer tem de usar um cartão SIM físico para ter várias linhas.

Para o Wall Street Journal, o presidente do grupo de tecnologia e responsável de estratégia da Amdocs, uma empresa de software eSIM, Anthony Goonetilleke, disse que também há razões de segurança pelas quais um futuro só com eSIM é o caminho a seguir.

Enquanto a Apple prepara este ano um iPhone Pro renovado com um novo design, a recente pressão da União Europeia quer tornar obrigatório que o iPhone tenha USB-C, uma vez que a entidade europeia chegou a um acordo sobre a porta de carregamento comum.

Enquanto os analistas preveem que a Apple aposte num iPhone USB-C só para 2023, isso poderá também significar que a empresa desenvolva tecnologia competente para remover inclusive a porta de carregamento, tendo apenas carregamento MagSafe.

 

Leia também:

Steve Jobs não queria um cartão SIM físico no primeiro iPhone

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  1. Avatar de Marco Chapita
    Marco Chapita

    O Esim ainda não consegui ver lhe muita utilidade alem de podermos ter dual sim a operar ao mesmo tempo no mesmo telefone com apenas um Simtray. Não sei nas restantes operadoras como é, mas o Esim não é reutilizavel na operadora NOS, quer isto dizer que sempre que mudamos de telefone, temos que ir a operadora pedir novamente um cartão Esim com o codigo QR, e voltar a fazer todo o processo de ativação.quem muda de telefone todos os anos ou precisa de alterar o telefone por alguma razao, fica apeado até ir pedir um novo Esim à operadora.

    1. Avatar de Castro
      Castro

      O site da NOS diz que podes usar o mesmo eSIM para um novo aparelho, desde que desactives primeiro o eSIM no aparelho antigo. Podes usar o QR Code até 5 vezes

      1. Avatar de Danny
        Danny

        O problema é desativar primeiro no aparelho antigo. E se partires o ecra? vais pedir para montar novo ecra só para desativar o esim? e se o aparelho for a agua? ou sobre aquecer e queimar algo?
        Por isso para mim o esim não deverá vingar, uma vez que é muito mais facil trocar pelo sim. Não tem rodeios nem processos e burocracias a volta. é só abri gaveta, inserir sim e fechar gaveta! feito.

        1. Avatar de Sabe-se lá
          Sabe-se lá

          Vingar, deve vingar. É sempre menos um “buraco” no telemóvel. A Tecnologia tem é que evoluir e simplificar…

        2. Avatar de Castro
          Castro

          meu deus, a levantares tantos obstáculos com situações limite nem sei como é que tens um telemóvel… Ou será que não podem acontecer desgraças com o cartão SIM?

  2. Avatar de Jota
    Jota

    Outra vez? Quantas vezes a Apple vai acabar com o cartão SIM? Qual é o objetivo de acabar com o cartão SIM? É assim tão grande? Estorva assim tanto? De qualquer maneira, pode ser que seja a primeira a ser alvo dos hackres!

    1. Avatar de Castro
      Castro

      ? o eSIM já existe há anos no iPhone, de modo que não vai alterar em nada quanto aos “hackres”!
      E sim, o hardware para o cartão ocupa espaço significativo dentro do aparelho, podendo ser aproveitado para aumentar a bateria ou outras funcionalidades.
      “remover” o cartão também reduz possíveis pontos de falha para entrada de água, simplifica a construção e reduz custos.

      1. Avatar de Danny
        Danny

        “E sim, o hardware para o cartão ocupa espaço significativo dentro do aparelho, podendo ser aproveitado para aumentar a bateria ou outras funcionalidades.” – Espaço significativo? 12.3mm x 8.8mm?? Achas que com este espaço aproveitas para aumentar a bateria? deve de ser mesmo. Tens noção que o que ocupa mais é a bateria certo? então porque nao tornar as baterias mais eficientes e pequenas? alias, elas ja recebem carregamentos rapidos.

        ““remover” o cartão também reduz possíveis pontos de falha para entrada de água, simplifica a construção e reduz custos.” – que pontos de falha? então tens outros pontos de entradas como o microfone. tb queres retirar-lo para nao entrar agua no aparelho?

        Essas são as velhas desculpas, para nada fazer. é como o o adaptador. retiraram por causa do meio ambiente,reduzir o “lixo, mas apenas serviu sim para aumentar ganhos.

        1. Avatar de Estradiol
          Estradiol

          Quer te pareça muito ou pouco, sempre é algo e num smartphone todo o espaço conta. Ao remover o simtray tens MENOS pontos móveis logo menos possibilidades de entrar água ou pó. Removendo o simtray não precisas de cortar essa parte nem colocar vedantes ou calhas por onde passa. Com isto retirar um par de gramas e um volume importante. Com isto menos conectores também e circuito para ler o SIM. Com isto podes deslocar câmaras, sistema de dissipação de calor ou antenas.

          Assim que retirar o simtray é o futuro e está mais perto de ser de forma generalizada assim como o Jack dos auscultadores. Eu tenho um S22 e se não me engano também suporta eSIM mas como o meu microSIM já cá anda há três gerações de smartphone nem fui perguntar como é.

        2. Avatar de Castro
          Castro

          Será que alguma vez viste como é um aparelho por dentro?
          Para teres um leitor de cartões isso ocupa bastante mais do que a área do cartão, não só pelo leitor em si que é significativamente maior que o cartão, mas também pelo resto dos circuitos de ligação à baseband mais os parafusos que fixam o leitor, etc… tudo somado é ainda um volume significativo dentro do aparelho. Só pelo leitor isso já poderia representar cerca de + 10% de bateria num iPhone 13 Pro.

          “que pontos de falha?” Parece que alguém não sabe contar: menos uma entrada menos um ponto de falha! E sendo a entrada do cartão uma estrutura movível relativamente grande, a sua borracha é bem mais fácil de falhar com o uso do que o isolamento do microfone.

          “Essas são as velhas desculpas, para nada fazer.”???? Acho que estás a falar de ti, já que manter o cartão SIM é o que significaria não fazer nada!

      2. Avatar de Toni da Adega
        Toni da Adega

        Quando retiraram o Headphone Jack, o espaço foi aproveitado para nada. ficou um espaço vazio….

        1. Avatar de Castro
          Castro

          errado, o espaço foi aproveitado rearranjar os componentes internos, especialmente o Taptic Engine que assim pode se encostar ao conector lightning.

    2. Avatar de Pintor
      Pintor

      Para quem viaja muito è algo bastante pratico. Mantenho o meu número para receber chamadas de Portugal tenho outro do local o de me encontro para receber chamadas desse local e para dados móveis.

  3. Avatar de Tiago Rodrigues
    Tiago Rodrigues

    O iPhone SE 2.a geração também permite o SIM e o e-SIM

  4. Avatar de SSilva
    SSilva

    Só ESIM e sem entrada Jack, parece que estamos num bom caminho para smartphones estanque e à prova de água 🙂

  5. Avatar de gambuzino
    gambuzino

    Quer se queira ou não este é o futuro, daqui a 50 anos ninguem anda com bocados de plastico de operadoras para encaixar nos equipamentos de comunicação moveis, acho que isso é demasiado obvio.

  6. Avatar de João
    João

    Quem lê alguns comentários destes até pode pensar que passar a usar o E-Sim em excluído é realmente uma questão que tem única e exclusivamente a ver com a Apple.
    Retirar o sim físico é a parte mais simples de toda esta equação.
    O problema são os operadores em todo o mundo, porque a Apple vende telemóveis para todo o mundo.

  7. Avatar de Joao Ptt
    Joao Ptt

    Agora falta a Apple remover o carregamento por cabo, e criar um novo carregamento por proximidade mas que tem uma tecnologia proprietária que impede a utilização de carregadores de terceiros, porque a Apple sabe o que é o melhor para os seus aparelhos, e porque é bom para os seus lucros.