3 – Ecrã
O ecrã do iPhone 6 Plus é muito bom, não podemos dizer que o salto tenha sido igual quando foi lançado o “Retina”, mas o “Retina HD” é um bom passo – 5,5 polegadas 1920 x 1080 (Full HD) com uma densidade de 401 pontos por polegada.
É o ecrã com mais densidade que a Apple já lançou num telefone, mas como todos sabemos existem outros equipamentos com excelentes ecrãs e com mais densidade como é o caso do Galaxy S5 com 432 ppp, o HTC One M8 com 441, o Note 4 com 515ppi e o LG G3 com 538ppi, parece que a Apple decidiu que o ecrã não teria mais resolução porque talvez não precisasse, poupando assim um pouco de bateria.
É claro que existem centenas de opiniões sobre se vemos ou não os píxeis a esta ou aquela distância, mas posso dizer-vos que o ecrã oferece uma experiência excelente, talvez a melhor que já tive, mesmo comparando com o LG G3, talvez devido ao facto da Apple ter investido no novo filtro de polarização que melhora a experiência de visualização à luz do sol, os ângulos de visão, tornando-o também no ecrã com a reprodução de cores mais fiel, mas sem dúvida que todo o ecrã está mais fino, o que nos faz sentir que estamos a tocar no LCD e não num vidro por cima do ecrã – isso é algo que faz a imagem “saltar” cá para fora.
Mas para os mais entusiastas, se quiserem algo mais técnico sobre o ecrã, podem ver o documento desenvolvido pela Display Mate aqui.
5 – Câmara
A câmara do 6 Plus é das melhores que já utilizei num telefone. A Apple continua firme com a posição dos 8 MP ao mesmo tempo que a grande parte das marcas está a seguir o caminho dos 13/16MP. O iPhone 6 Plus tem como grande trunfo a focagem automática que é extremamente rápida, aliás, profissionais da fotografia destacam essa característica como sendo de facto uma salto tecnológico neste equipamento no que toca ao segmento fotográfico.
Há mesmo equipamentos ditos “profissionais” com resultados piores em termos de velocidade automática de focagem do que o iPhone 6.
Em comparação com o iPhone 6, o Plus apenas tem a mais o ISO (estabilizador óptico de imagem) o que torna as fotografias em ambientes com pouca luz melhores, pois ajuda a reduzir o arrastamento provocado pelos tremores das nossas mãos – certamente que se gosta de tirar fotografias ao fim do dia ou a motivos que estejam parados, vai adorar os resultados.
Deixamos alguns exemplos de fotografias para que possam ver a qualidade do iPhone 6 Plus em acção.






Imagem à esquerda nocturna sem flash e imagem à directa, nocturna com flash
Estes são alguns testes que mostram a qualidade desta nova câmara do iPhone 6. É sem dúvida um salto em vários aspectos face ao iPhone 5S. Nuns pontos bate a concorrência, contudo a Apple tem uma filosofia diferente quando aos píxeis e quanto à saturação das imagens.
Vídeo
No vídeo o salto foi maior e veremos em vários aspectos o quanto a Apple melhorou esta funcionalidade que estava claramente abaixo da concorrência.
Vejam este vídeo onde mostramos as capacidades das câmaras do iPhone 5S comparadas com a do iPhone 6 Plus:
A aplicação da câmara também está diferente e optimizada – agora pode controlar a exposição e tem as novas funções de TimeLapse e uma nova gravação SlowMotion a 240 fps, que vão obter resultados muito bons e que deixam todos satisfeitos – o TimeLapse não é como o Hiperlapse do Instagram, mas faz um trabalho bom.
Alguns exemplos que fizemos. Este é um vídeo gravado a 30 fps:
A nova função da estabilização cinematográfica aliada a uma gravação 1080p a 60 fps faz um trabalho excelente.
Vejam este vídeo agora a 60fps:
Posso desde já dizer que o resultado, mesmo visto no ecrã do iPhone, é de todo surpreendente, mas isso está presente tanto no 6 como no 6 Plus.
Com as novas funcionalidades e a qualidade da nova câmara do iPhone 6, uma gravação a 240fps fica assim, com esta qualidade:
6 – Interface e Sistema operativo
Graças ao tamanho extra do ecrã, o iOS 8 permite-nos fazer algumas coisas ao estilo do iPad quando colocamos o iPhone em modo horizontal, tal como ter o Homescreen na horizontal, ter os e-mails com painel de leitura e o mesmo nas mensagens, mas é algo que parece um pouco estranho para já, pois só as aplicações da Apple tiram partido disto, e mesmo assim ao enviarmos um e-mail a coisa parece que precisa de ser um pouco mais polida – em relação às aplicações dos “outros” fornecedores, certamente que estes vão trabalhar e tirar o máximo partido do novo ecrã.
O teclado foi também optimizado com mais alguns botões e atalhos, mas é confuso! A Apple trocou a posição do botão dos emojis com o dos números/especiais, e aquele botão de copiar/colar, parece que não faz sentido, ou pelo menos não estamos habituados – isto é algo que precisa de um pouco mais de trabalho e detalhe.
Uma nova funcionalidade é o Reachability, que nos permite com um duplo toque no botão Home, fazer descer todo o ecrã para meio do ecrã, o que nos permite “chegar” ao topo do ecrã de uma forma bem mais fácil e prática. Parece-me que esta é uma opção bem mais conseguida do que as outras opções existentes no mercado de “uso de uma mão”.
Um pormenor bem latente no iPhone 6 Plus é o facto das aplicações ainda não terem sido actualizadas. Isto torna toda a experiência “gigante”, pois o que o iOS faz é um upscaling das aplicações para estas preencherem todas as 5.5 polegadas do ecrã, o que faz com que na grande parte das aplicações, até o teclado seja enorme – certamente que os programadores vão utilizar este espaço para nos dar mais conteúdo.























