Apple Watch poderá receber ligação via satélite para SOS e contactos de emergência

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Quando há fumo… há fogo. Há algum tempo que o rumor de conectividade via satélite orbita os produtos da Apple. No período que antecedeu a chegada do iPhone 13, falou-se na possibilidade deste ter ligação por satélite nas chamadas de emergência. Novos rumores referem que a Apple planeia trazer a conectividade via satélite para o seu smartphone e também para o Apple Watch.

Segundo a Bloomberg, o futuro smartwatch da empresa de Cupertino poderá permitir mensagens de texto de emergência e recursos de resposta SOS via satélite diretamente no pulso do utilizador.

Imagem Apple Watch com serviço de emergência SOS


Ligações SOS enviadas do Apple Watch via ligação por satélite

Conforme estamos lembrados, antes do lançamento do iPhone 13 no outono passado, apareceu uma enorme quantidade de relatórios e informações onde era sugerido que a linha do iPhone 2021 apresentaria “LEO”, ou conectividade via satélite. Esta ligação, que não dependia das antenas terrestres, como acontece hoje com o GSM, permitiria que o ‌iPhone‌ enviasse mensagens curtas para contactos de emergência por redes de satélite sem passar por uma operadora.

O recurso acabou não se materializar na linha ‌iPhone 13‌, mas a Bloomberg avança hoje com a informação de que esta opção pode ser lançada ainda este ano com o iPhone 14. Posteriormente, o dispositivo que será também beneficiado com esta tecnologia será o Apple Watch.

Ilustração de serviço para Apple Watch de chamada via satélite

O plano da Apple inclui duas partes para permitir que os utilizadores aproveitem a conectividade via satélite. A primeira, chamada “Mensagem de Emergência via Contactos”, permitirá que os utilizadores enviem mensagens de texto curtas para serviços de emergência e contactos através de uma rede de satélite quando não haja sinal da rede GSM disponível.

Então, apareceria o novo protocolo sinalizado com um ícone dedicado dentro da aplicação Mensagens.

O segundo componente permitirá que os utilizadores relatem um desastre, acidente, evento de emergência, como, por exemplo, um acidente de carro, barco ou avião, às autoridades competentes.

A segunda característica de emergência está centrada em deixar os utilizadores reportar uma crise. O telefone irá perguntar que tipo de emergência está a acontecer, como as que envolvem um carro, barco, avião ou fogo.

O sistema também é capaz de receber informações mais específicas, tais como uma pessoa a cair ao mar ou um navio a afundar-se. Irá perguntar a um utilizador se são necessários serviços de busca e salvamento, se há um comportamento suspeito ou armas envolvidas, e se uma pessoa sofreu um ferimento traumático.

Conforme refere a Bloomberg.

Como esperado, a tecnologia que poderá aparecer no iPhone e no Apple Watch estará sempre dependente da regulamentação e disponibilidade locais, acrescentando que “estas opções poderão não funcionar em todos os países”.

Apesar de ser uma novidade que leva o iPhone para um patamar nunca antes alcançado, a empresa de Cupertino já havia há uns anos deixado pistas neste sentido.

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  1. Avatar de Dani Silva
    Dani Silva

    Eu diria que um smartwatch, sem uma antena direccional, não tem potência para comunicar directamente com um satélite, e que há aqui qualquer coisa mal explicada…

    Mas isso sou eu…

    1. Avatar de Vítor M.

      Estás enganado. Aliás, estes dispositivos como o SPOT Gen3 ou o Garmin InReach Mini GPS, lançados há 3 ou 4 anos, já tinham uma dimensão reduzida. E um Apple Watch tem espaço para receber o chip que permite uma comunicação muito simples, como é o envio de uma localização e uma mensagem de pedido de socorro.

      Mas há muitos dispositivos hoje assim pequenos, como, por exemplo, os dispositivos da Invoxia que usam as redes LoRa ou Sigfox de baixa potência.

      Além disso, referem rumores de ano passado, existe o chip de modem de banda base Qualcomm X60 que suportará comunicações por satélite. Vê o tamanho desse chip.

      1. Avatar de Bruno Mota
        Bruno Mota

        Concordo com o comentário do Dani Silva.
        É possível sim receber dados GPS para fazer a triângulação, num aparelho tão pequeno, mas para transmitir para o satélite é impossível por falta de potência.
        Quando muito, a recepção é por GPS para efeitos de localização, mas o envio de dados dessa mesma localização será feita através da rede celular 4G ou 5G.
        A potência necessária para transmitir para um satélite carece de uma fonte de alimentação com muitos mais amperes e voltes que o que é possível ter num relógio de pulso, já para não falar da antena que para receber pode ser pequena, mas para transmitir tem necessariamente que ser bem maior.

        1. Avatar de Bruno Mota
          Bruno Mota

          Para ser mais exacto, são necessários 50dBm para transmitir para um satélite, o que corresponde a 100W. Como é óbvio, é impossível ter uma fonte de alimentação de 100 watts num relógio de pulso.

        2. Avatar de Vítor M.

          Lê o comentário do Hélder. Esclarece mais alguma coisa sobre a banda n53 da Globalstar no modem X65 da Qualcomm.

          Entretanto, o SPOT Gen4 https://www.globalstar.com/pt-pt/products/spot-for-business/spot-gen4 está mais pequeno e requer menos requisitos. Contudo, precisa de 4 pilhas AAA.

          1. Avatar de Hélder Lemos
            Hélder Lemos

            A Breitling que tem o relógio com PLB, descreve a operação do relógio em termos de frequência e potências (https://www.breitling.com/us-en/emergency/operation/): “30 mW for 121.5 MHz, and 3.2 W for 406 MHz”.
            No caso do SPOT ou dispositivos desse tipo, nos cenários de utilização que são alvo, o facto de permitir pilhas do tipo AAA é visto como uma vantagem.

          2. Avatar de Vítor M.

            Interessante, não conhecia. Obrigado.

  2. Avatar de Hélder Lemos
    Hélder Lemos

    Já surgiram Rumors no passado relativo ao iPhone 13 e foram esclarecidos, e surgiram por causa da banda N53. Quem quiser investigar melhor sobre o assunto que pesquise “Globalstar’s Band n53” e vai perceber que se trata apenas de uma nova banda 4G/5G terreste da Globalstar, empresa muito conhecida pela por conectividades a Satélite.
    Não acredito que no futuro próximo uma versão dita “normal” de um Smartphone e muito menos Smartwatch vá ter comunicação de 2 sentidos com redes de Satélite, pela potência necessária do transmissor e antenas que vai requerer e os compromissos que as marcas serão obrigadas a fazer no dispositivo, já para não falar de custos de Planos mensais para acesso à rede, dai que marcas como a Garmin tenham gamas de dispositivos específicas para isso.
    PLB (beacons de emergência) já existe pelo menos uma marca com um relógio, a Breitling. Mas os PLB tem regulamentação, que também não parece muito difícil implementar num dispositivo comum.

    1. Avatar de Hélder Lemos
      Hélder Lemos

      correção…. Mas os PLB tem regulamentação, que também parece muito difícil implementar num dispositivo comum.

  3. Avatar de Técnico Meo
    Técnico Meo

    Como já alguém deu um excelente exemplo acima, reforço que chegar lá acima depende do satélite que está lá e a gama de frequências usadas. Para ultrapassar a refração ionosférica basta estar na gama baixa de VHF, acima de por exemplo, dos 60 MHz. Se os dados a usar são pings, e meia dúzia de caracteres , ou seja, “meia dúzia de bits” , existem enconders / protocolos de comunicação extremamente robustos , porém lentos, mas excelentes para a missão referida, de longo alcance, ou seja, a descodificação do sinal é possível a niveis até inferiores a -16 ou menos SNR. Lembrar por exemplo o protocolo robusto e super lento usado pelas sondas Voyager, que ainda hoje conseguimos receber na terra. Se o satélite for geoestacionário , então melhor, mesmo estando mais longe. Dentro do dispositivo de pulso, também é possível construir antenas compactas em volta da carcassa e ocultas pela carcaça desde que não seja blindada, exemplo uma loop reduzida mas de baixo ruído, usando por exemplo, polarização circular, conforme se fizer o feed de alimentação para a emissão na antena . Os nossos próprios telemóveis sofreram ao longo das décadas formas muito engenhosas de fazer melhores antenas em volta da carcaça, até na medida em que a radiação p.a.r. emitida foi reduzindo. Quem não se lembra dos insólitos alcateis com antena exterior? 🙂

  4. Avatar de LarilasOS
    LarilasOS

    Epah, oh malta das maçãs…desculpem o off topic mas ando a procurar isto na NET e não encontro solução…como fazem videochamada no WhatsApp ou Skype ou Facebook messenger ou Google meets e ao mesmo tempo ir ver um e-mail ou carregar numa notificação sem que a câmera do iPhone seja desligada do nada e a pessoa do outro lado fique sem a nossa imagem? Isso no mundo android nem é tema, porque, it just works (isso não era supostamente a frase da Apple? Oh, deixa pra lá, estou a sonhar demais), no Android posso mudar de app enquanto estou em videochamada….