Após inúmeras queixas dos residentes sobre o caos nos passeios e espaços públicos, a cidade de Praga, na Chéquia, vai proibir o uso de trotinetas elétricas partilhadas a partir de janeiro de 2026.
A medida foi anunciada nas redes sociais, pelo autarca-adjunto, Zdeněk Hřib, do Partido Pirata.
O “fim das trotinetas elétricas”, conforme descrito e explicado pelo responsável pela proposta, deve-se ao facto de estas serem utilizadas como atração turística, em vez de servirem como um meio de transporte, provocando “o caos nas calçadas e nas zonas pedonais”.
Praga proíbe trotinetas elétricas partilhadas
A partir de janeiro de 2026, o novo regulamento municipal introduzirá “regras claras” para “limpar o espaço público do tráfego descontrolado de trotinetas”.
Segundo as autoridades, as queixas dos moradores tornaram-se frequentes, nomeadamente em relação a trotinetas a circular a alta velocidade nos passeios, a obstruírem zonas pedonais e lugares de estacionamento, ou abandonadas em locais impróprios.
A par das queixas, a autarquia destacou que este tipo de veículo apresenta uma taxa de acidentes superior à das bicicletas, que continuarão a ser permitidas, mas passam a ter locais específicos para estacionamento.
Com a nova medida, Praga junta-se a outras capitais europeias que já optaram por limitar ou banir o uso de trotinetas partilhadas, depois de Paris, em 2023, e Madrid, em 2024.
Além destas cidades, Malta tornou-se o primeiro país da União Europeia a proibir o serviço a nível nacional.
Problemas de segurança das trotinetas elétricas superam vantagens
Conforme informámos, em 2023, um novo estudo fez uma avaliação socioeconómica das trotinetas elétricas partilhadas e concluiu que, apesar dos benefícios, há questões de segurança que custam alguns milhões de euros por ano.
Resumidamente, apesar do benefício económico detetado, a sinistralidade associada às trotinetas elétricas partilhadas custou, em 2019, cerca de cinco milhões de euros em despesas de saúde à cidade de Lisboa, num valor 11 vezes superior aos benefícios ambientais e económicos gerados pela sua utilização.
Entretanto, no ano passado, a Direção-Geral de Trânsito, em Espanha, ponderou proibir a utilização de trotinetas elétricas por menores de 16 anos, no âmbito de um novo regulamento que visava proteger os peões e ciclistas.
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