Gato de Schrödinger está vivo e morto ao mesmo tempo

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Os cientistas da Universidade de Nova Gales do Sul (UNSW) conseguiram demonstrar a existência do gato de Schrödinger, utilizando um chip quântico. Schrödinger tinha razão.


O que é o gato de Schrödinger?

O gato de Schrödinger é uma experiência mental proposta em 1935 pelo físico que lhe deu nome, durante as suas discussões com Albert Einstein. De acordo com as leis da mecânica quântica, o gato de Schrödinger pode estar vivo e morto ao mesmo tempo, algo que um chip quântico agora comprovou.

Uma das leis da mecânica quântica indica que os átomos podem experimentar dois estados opostos ao mesmo tempo.

Para ilustrar esta ideia, o físico austro-irlandês Erwin Schrödinger usou o exemplo de um gato que, ao ser envenenado por uma partícula radioativa, em determinado momento estaria simultaneamente vivo e morto.

Imagem Albert Einstein e Erwin Schrödinger
À esquerda o físico Albert Einstein, à direita físico austríaco Erwin Schrödinger.

Quase um século depois, cientistas da Universidade de Nova Gales do Sul conseguiram demonstrar este conceito, utilizando um átomo de antimónio como se fosse o gato de Schrödinger.

O gato de Schrödinger é um chip quântico

A experiência mental do gato de Schrödinger é quase impossível de assimilar para a mente humana, que opera de forma linear no tempo, ou seja, para nós as coisas acontecem uma depois da outra. Um gato está vivo ou morto, mas não as duas coisas ao mesmo tempo.

Na mecânica quântica, não funciona assim. Já observámos este fenómeno nos computadores quânticos, onde a unidade básica de informação, o qubit ou bit quântico, pode ser simultaneamente 0 e 1. Este fenómeno é conhecido como superposição.

É precisamente este princípio que permite aos computadores quânticos processar dados milhões de vezes mais rápido do que os computadores convencionais.

Ilutração do gato de Schrödinger

Na sua experiência, o professor Andrea Morello equipara o gato de Schrödinger a um átomo de antimónio. Ao contrário de um qubit, que tem apenas dois estados quânticos, o átomo de antimónio possui oito estados, ou seja, oito direções de spin diferentes. Se o 0 for codificado como um “gato morto” e o 1 como um “gato vivo”, um único erro não é suficiente para descodificar o código quântico.

O nosso gato metafórico tem sete vidas: seriam necessários sete erros consecutivos para transformar o 0 num 1! Assim, em determinados momentos, o gato de Schrödinger está morto e vivo ao mesmo tempo, provando a experiências mental.

Explica o professor Morello.

O Gato de Schrödinger: Um gato, junto com um frasco contendo veneno, é posto numa caixa lacrada protegida contra incoerência quântica induzida pelo ambiente. Se um contador Geiger detetar radiação, o frasco é quebrado, libertando o veneno, que mata o gato. A mecânica quântica sugere que, depois de algum tempo, o gato estará simultaneamente vivo e morto. Mas, quando se olha para dentro da caixa, apenas se vê o gato ou vivo ou morto, não uma mistura de vivo e morto.

Implicações para os computadores quânticos

Para além da curiosidade científica, este estudo tem uma enorme importância no desenvolvimento de computadores quânticos.

Os qubits atuais utilizam átomos que possuem dois estados quânticos, ou seja, dois spins. Contudo, por vezes, os átomos mudam de spin de forma súbita, gerando um erro informático. Este é um dos principais desafios dos computadores quânticos.

Como demonstrado nesta experiência, se forem utilizados átomos de antimónio nos computadores quânticos, seriam necessários sete erros consecutivos no spin para causar um erro informático. Assim, o computador teria tempo suficiente para corrigir essas alterações antes que o erro se manifestasse, reduzindo drasticamente as falhas atuais nos computadores quânticos.

Os cientistas conseguiram demonstrar a “existência” do gato de Schrödinger utilizando um chip quântico com um átomo de antimónio. As implicações desta descoberta para a redução de erros nos computadores quânticos podem ser revolucionárias.

Comentários

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    1. Avatar de Vítor M.

      😀 mas agora tens de explicar o que é o Gato de Schrödinger. A shirt é top!

      1. Avatar de Zé

        Já tinha explicado 😉

    2. Avatar de DBP
      DBP

      Por momentos não estava a ver a equação mas lá está no canto superior direito (dentro do tracejado). O Hamiltoniano perdeu o chapéu e a função de onda a notação Dirac mas OK.

  1. Avatar de Paulo
    Paulo

    Tema fascinante.

  2. Avatar de Anonimo
    Anonimo

    Vivemos numa simulação…

    1. Avatar de X
      X

      O ego é uma ilusão, o livre arbítrio é uma ilusão, não precisamos de viver numa simulação o universo simplesmente acontece e a consciência é apenas espectadora.

      1. Avatar de Zé Fonseca A.
        Zé Fonseca A.

        a propria ilusão é uma ilusão

        1. Avatar de X
          X

          “All that we see or seem Is but a dream within a dream.”

        2. Avatar de jorge
          jorge

          Há um episódio do “Rick e Morty” que dá conta disso…

        3. Avatar de PorcoDoPunjab
          PorcoDoPunjab

          São tudo sensações…hihihi

    2. Avatar de Aziado
      Aziado

      Vimos de acordo com o nosso cérebro. O mesmo está sempre a fazer simulações e previsões. A realidade é a de cada um. Por isso é que somos diferentes, uns dos outros. Cada um interpreta as coisas de acordo com suas experiências, com a sua cultura e com um conjunto de outros, de fatores. A realidade é um tema abstrato.

      1. Avatar de X
        X

        Não será possivel disciplinar a mente de modo a ver a derradeira realidade objectiva? se sim devia de ser um designio de Humanidade dedicar a vida a isso, acabava-se com as ilusões afinalmente.

        1. Avatar de Fred
          Fred

          Não há “derradeira realidade objectiva”. Há várias realidades.
          Uma das leis da mecânica quântica indica que os átomos podem experimentar estados opostos ao mesmo tempo

        2. Avatar de PorcoDoPunjab
          PorcoDoPunjab

          X, a URSS tentou fazer isso de “disciplinar a mente de modo a ver a realidade objectiva”.

          Chamavam.se Gulags, não sei se já ouviu o termo.
          Consta que eram bastante eficientes em pôr bem mortos os pobres desgraçados que lá caíam.

  3. Avatar de X
    X

    Vivo e morto ao mesmo tempo, coisa que o português comum sabe bem, estudem isso!

  4. Avatar de maxapadajá
    maxapadajá

    Isto dava um filme da Marvel.

  5. Avatar de Max
    Max

    O gato de Schrödinger não está vivo e morto ao mesmo tempo. O contador Geiger é que pode ou não captar o eletrão – se captar, o veneno é libertado e o gato morre; se não captar, não é libertado o veneno e o gato vive. O movimento do eletrão é probabilistico, até se acabar a “onda”. Então, sem abrir a caixa, há uma probalidade de o gato estar vivo e uma probabilidade de o gato estar morto, só brindo a caixa e que se sabe. Foi a isto que Schrödinger chamou o exercício mental de o gato estar vivo e estar morto ao mesmo tempo.
    “Na sua experiência, o professor Andrea Morello equipara o gato de Schrödinger a um átomo de antimónio”, diz o post. Com os dados do post devo dizer que não percebi porr* nenhuma de a experiência ter provado a existência do gato de Schrödinger … mas falta-me a pachorra para procurar mais informação.

  6. Avatar de Olhoh Kxov
    Olhoh Kxov

    Bem, como já li algures, “após tantos anos o gato já está morto, seguramente”! 🙂

    Na verdade, o gato de Schrödinger é apenas um experimento mental para apresentar o conceito de superposição.

    1. Avatar de Paulo
      Paulo

      Para apresentar e refutar! Foi essa a intenção do Schrödinger quando imaginou esta experiência!

  7. Avatar de Grunho
    Grunho

    Mas que gato tão inteligente! Melhor só o gato GPT a falar francês.

  8. Avatar de Zé Pereira
    Zé Pereira

    Quando se refere “um estudo” sem indicar a referência, fica sempre dúvidas sobre o rigor da informação ou mesmo a sua existência. Não do teste do Schrodinger mas deste do átomo de antimónio. A informação deve ser rigorosa.

  9. Avatar de Paulo
    Paulo

    Ponham uma bomba em vez de um gato e depois digam-me que a bomba explodiu e não explodiu…