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Queda nas vendas pode fazer a Samsung suspender produção na fábrica chinesa

A Samsung poderá estar a considerar suspender as operações numa das suas fábricas de smartphones na China. Em causa está a queda nas vendas e o aumento do custo da mão de obra, segundo reportou o Electronic Times.

As vendas do Galaxy S9 e S9 Plus caíram e comprometem a continuidade desta unidade fabril que se situa na cidade de Tianjin, no norte da China.


Com o aumento dos custos operacionais e com a queda nas vendas, a gigante sul-coreana estará a planear suspender a produção numa das suas unidades de fabrico de dispositivos móveis na China.

Segundo informações da Reuters, que cita a Electronic Times, a Tianjin Samsung Telecom Technology pode ter as suas atividades suspensas devido à diminuição da procura do Galaxy S9 e o S9+, o que fez cair 22% da receita da empresa coreana no segundo trimestre de 2018.

O mercado global de smartphones está a ter dificuldades devido à desaceleração do crescimento. A empresa de telecomunicações Tianjin, da Samsung Electronics, pretende concentrar-se em atividades que aumentam a competitividade e a eficiência.

Referiu um porta-voz da empresa em comunicado à Reuters.

Samsung Galaxy S9 está a fazer história, mas não é pelas melhores razões

Há 5 anos atrás a Samsung tinha 20% do mercado chinês e atualmente tem menos de 1% com marcas chinesas como a Huawei, Xiaomi e outras, que retiraram esse mercado com preços mais aliciantes e tecnologia igualmente inovadora.

A gigante de tecnologia sul-coreana também está sob pressão para acelerar as vendas de smartphones, depois de registar o mais lento crescimento de lucro trimestral em mais de um ano, enquanto os rivais aproveitam modelos mais baratos e cheios de recursos.

Além da fábrica de Tianjin, a Samsung também tem uma outra unidade fabril chinesa de smartphones em Huizhou.

 

Vietname e Índia são mercados mais atrativos para a Samsung

Nos últimos anos, a Samsung concentrou os seus principais investimentos no fabrico de smartphones em instalações de produção no Vietname e Índia. A empresa abriu a maior fábrica de smartphones do mundo fora de Nova Delhi no mês passado, que deve ser um centro de exportação.

De acordo com a Electronic Times, a sua fábrica de Tianjin na China produz 36 milhões de smartphones por ano e a sua outra fábrica em Huizhou produz 72 milhões de unidades por ano, enquanto as duas fábricas no Vietname juntas fazem 240 milhões de unidades por ano.

O mercado chinês poderá já não ser aliciante dada a concorrência dos fabricantes locais e de outras marcas que conquistaram igualmente espaço nas preferências.

 

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