Estreia! Médicos tratam doença genética fatal antes do nascimento

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Antes mesmo de nascer, Ayla Bashir uniu médicos dos Estados Unidos da América (EUA) e do Canadá para se tratar de uma doença genética rara que causou a morte de duas das suas irmãs.

Ainda há muita investigação pela frente, mas estas são boas notícias.

Ayla Bashir, a bebé tratada para uma doença genética fatal rara, e os pais, Zahid Bashir e Sobia Qureshi

Num estudo de caso publicado no New England Journal of Medicine, uma equipa de médicos descreve uma colaboração internacional durante a pandemia da COVID-19 que levou ao tratamento que pode ter salvado a vida de Ayla Bashir. As perspetivas para Ayla são promissoras e esta estreia pode ter expandido o campo de potenciais terapias fetais.

Carrega uma réstia de esperança de poder tratá-las in utero em vez de esperar que os danos já estejam bem estabelecidos.

Explicou Karen Fung-Kee-Fung, especialista em medicina materno-fetal no Ottawa Hospital, que tratou e fez o parto de Ayla.

Médicos dos EUA e do Canadá contribuíram para que Ayla, agora com 16 meses, sobrevivesse à doença que já a assombrava no útero. Ela é, agora, a primeira criança tratada enquanto feto pela doença de Pompe – uma doença hereditária e muitas vezes fatal em que o corpo não produz uma parte ou a totalidade de uma proteína importante.

A colaboração internacional envolveu ainda especialistas da Duke University, em Durham, que conduziram a investigação sobre a doença de Pompe, e da University of Washington, em Seattle.

Atualmente, Ayla é uma menina feliz, que, segundo os pais, Zahid Bashir e Sobia Qureshi, cumpriu todos os objetivos de desenvolvimento até agora. Antes de Ayla, estes já haviam perdido duas filhas e visto uma gravidez interrompida, por causa da doença.

 

Um feto tratado dentro do útero para doença fatal rara

De acordo com o Associated Press, os médicos têm tratado os fetos antes do nascimento há já três décadas. No entanto, baseiam-se em cirurgias para reparar defeitos congénitos e transfusões de sangue através do cordão umbilical, sem medicamentos. Neste caso de Ayla, as enzimas cruciais foram administradas através de uma agulha inserida através do abdómen da mãe e guiadas para uma veia do cordão umbilical. Ayla recebeu seis infusões quinzenais, que começaram aquando das cerca de 24 semanas de gestação.

A inovação aqui não era a droga e não estava a aceder à circulação fetal. A inovação foi tratar mais cedo e tratar enquanto ainda estava no útero.

Garantiu Pranesh Chakraborty, geneticista metabólico do Childrens Hospital of Eastern Ontario.

Tratamento

Embora o tratamento possa ser “potencialmente muito significativo”, de acordo com Brendan Lanpher, geneticista médico da Mayo Clinic, em Rochester, para Christina Lam, diretora interina de genética bioquímica na University of Washington e no Seattle Children’s Hospital, ainda é demasiado cedo para se saber se o protocolo se tornará num tratamento aceite. Isto, porque “vai demorar algum tempo para se poder realmente estabelecer as provas para mostrar definitivamente que os resultados são melhores”.

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  1. Avatar de Técnico Meo
    Técnico Meo

    Simplesmente fantástico:)