Comissão Europeia quer que fabricantes criem smartphones e tablets fáceis de reparar

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A Europa e a Comissão Europeia querem alterar profundamente as regras no espaço onde vivemos. Querem, acima de tudo, eliminar o desperdício e têm por isso algumas medidas prontas a serem colocadas em ação.

Na área da tecnologia este plano parece estar também a ser implementado. Foram criadas um conjunto de propostas bem concretas e que querem tornar os smartphones e tablets mais fáceis de reparar. Depois das baterias, é agora a vez dos restantes componentes.

reparar Comissão Europeia fabricantes smartphones tablets

Medidas importantes da Comissão Europeia

A reparação de um equipamento eletrónico é, na sua maioria, um processo caro, demorado e tem, geralmente, um grau reduzido sucesso. Para combater esse desperdício, a União Europeia tem na calha um conjunto de propostas que vão mudar completamente o cenário dos fabricantes de smartphones e de tablets.

Na base desta ideia está a vontade de criar uma economia mais sustentável e com zero emissões, ao mesmo tempo que combate a obsolescência dos diferentes equipamentos. As propostas apresentadas vêm complementar outras já apresentada se que se focavam nos eletrodomésticos.

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Direito a reparar os smartphones e tablets

Na prática, o que a União Europeia está a dar aos utilizadores, entre outras coisas, é o direito de repararem os seus equipamentos. Para isso irá obrigar ao acesso detalhado a informação sobre as reparações e a forma como devem ser realizadas. Esta pode ficar a cargo dos utilizadores.

Ao mesmo tempo, querem ir mais longe e mudar os fabricantes. Querem que estes criem posteriormente produtos com designs mais simples de aceder e que possam durar mais tempo, sem perder capacidades.

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Fabricantes vão adaptar-se em vários níveis

A União Europeia quer que smartphones e tablets deixem de ser objetos (quase) descartáveis e que durem muito mais. Assim, é essencial esta mudança e que depois terá impacto fora das fronteiras europeias.

Estas medidas vão-se integrar num plano mais alargado e que visa criar uma economia circular com impacto neutro no clima, em que o crescimento económico esteja dissociado da utilização dos recursos e que faça uso melhor destes em todos os contextos.

Comissão Europeia quer trazer de volta a troca de baterias nos smartphones

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  1. Avatar de David Guerreiro
    David Guerreiro

    Os fabricantes que deixem de poupar nos componentes electrónicos, a comprar SMDs de má qualidade chineses, depois as coisas não duram nada.

  2. Avatar de ThornC
    ThornC

    Seria também importante garantir que o SO podesse ser actualisado pelos menos até 2 anos (garantia legal) depois de todas as vendas de um modelo terem acabado – e não 2/3 depois do lançamento como é habito!

    Só por causa disto é que estou a considerar o novo iPhone economico… o SE ainda é suportado!

    1. Avatar de Woot!
      Woot!

      Não, o SE já não é suportado.

      1. Avatar de Ricardo
        Ricardo

        O meu SE tem a ultima versão do ios 13 e vai receber a 14. Informe-se antes de enganar as pessoas.

  3. Avatar de miguel
    miguel

    A União Europeia que deixe ser uma ditadura encapuçada…
    Se eu tiver uma empresa de smartphones quero poder decidir como o fazer depois a lei do mercado trata do resto se foi ou não bem construído.

    Sempre a procura da Multa para alimentar a fanfarronice que se vive nas instituições da EU.

    1. Avatar de jo
      jo

      A China com controlo total sobre o que pode operar e o EUA que agiliza porlobbies. É só escolher

    2. Avatar de Marco Sousa
      Marco Sousa

      O mercado tem de funcionar com regras. Antes de existir a EU regulações que protegem os consumidores já eram uma realidade. Se assim não fosse por esta altura você ainda tinha canalização em chumbo em casa.
      A lei do mercado não é a mesma coisa coisa que a lei da selva.

    3. Avatar de Toni da Adega
      Toni da Adega

      +1
      É como aquelas leis da treta em que obriga a dar no mínimo 2 anos de garantia.
      Ou que permite a reparação ou fazer revisão fora das lojas oficiais da marca (como acontece nos automóveis).

      As empresas deveriam poder vender produtos sem garantia e que não permitisse serem reparados. Se vier com defeito ou se estragar compra novo.

      1. Avatar de mlopes
        mlopes

        comentário conscêncioso e perfeitamente adequado à defesa dos interesses dos mais desprotegidos, à preservação do meio ambiente e da saúde pública

    4. Avatar de PGomes
      PGomes

      Tu achas mesmo que proteger os direitos dos seus cidadãos e o meio ambiente é uma ditadura?
      Ganha juízo e vai ler um livro de história para saberes o que é uma ditadura. E deixa-te de hipérboles disparatadas.

    5. Avatar de Informe-se por favor
      Informe-se por favor

      Desculpe, mas o seu comentário revela uma falta de informação absolutamente atroz! E estou a ser simpático.

    6. Avatar de mlopes
      mlopes

      sim, porque és suficientemente egoista e anti-social para continuares a contribuir para a produção massiva de lixo absolutamente desnecessário num mundo já em rutura há muito, apenas para lucrares mais uns cobres

  4. Avatar de ervilhoid
    ervilhoid

    x em x tempo lá sai isto.. já lá vão anos a dizer a mesma coisa

    1. Avatar de mlopes
      mlopes

      o problema é mesmo esse. quando estas e outras medidas não saiem das, boas, intenções todos perdemos

  5. Avatar de A UE na defesa do consumidor
    A UE na defesa do consumidor

    Trata-se de uma defesa para o consumidor. Algumas empresas americanas recusam o direito de reparação dos seus produtos. A Apple por exemplo está a lutar para evitar que os seus equipamentos sejam reparáveis, através da introdução de identificadores digitais nos componentes que impedem a reparação com movas peças mesmo que sejam originais. Basta procurarem no Youtube por Louis Rossmann que tem sido um dos defensores do “Right to Repair” dos equipamentos Apple ( https://www.youtube.com/watch?v=oLIW7mQ8CI4 ). Noutra área como a dos tractores agrícolas a ideia é a mesma… impedir que sejam os agricultores a reparar os seus equipamento não divulgando informação técnica. Como consumidor nunca compraria um produto a um fabricante que me impedisse de o reparar. Exemplo, compro um dispositivo por 2000 Euros, Após o fim da garantia o produto avaria de acordo com o programa de obsolescência do fabricante embutido na concepção do mesmo. Isto está correcto? Não me parece bem que me “obriguem” a gastar mais 2000 Euros para resolver o problema!… ou seja voltar a comprar novo. Não é sustentável!

  6. Avatar de Costa
    Costa

    ao inves de estarem toda hora fazendo modelos novos que praticamente so mudam a estetica e o nome, faziam produtos para durar pelo menos 5 anos. Diminuiriam o “lixo” que criam.

  7. Avatar de Ricardo
    Ricardo

    A apple em suporte e simplesmente imbativel. Nunca vi um pos venda tao atencioso e sempre disponivel a ajudar. Updates 5 anos , adoro.

    1. Avatar de mlopes
      mlopes

      mas a dificuldade de reparar os equipamentos tem crescido o que leva à obsolescência precoce e à produção desnecessária e massiva de lixo. nisto a apple não tem ajudado nada, antes pelo contrário. parece querer liderar na criação de dificuldades. má política, muito má política.
      disclaimer: antes que venham as bocas da treta, tenho vários equipamentos da apple em casa e são não tenho alguns (apple tv por exemplo) porque lhes são colocadas limitações (impossibilidade de ligação de um disco externo) que não são compatíveis com as minhas necessidades