NASA: Telescópio Hubble fotografa as etapas finais da vida de uma estrela

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A NASA divulgou na passada sexta-feira uma imagem captada pelo telescópio espacial Hubble. Conforme podemos ver, trata-se da nebulosa planetária NGC 5307 localizada a uma distância de aproximadamente 10.000 anos-luz da Terra.

De acordo com os astrónomos, uma nebulosa planetária representa a etapa final de uma estrela similar ao Sol. Podemos assim estar a presenciar o futuro do nosso Sol.

Imagem captada pelo telescópio da NASA, o Hubble, de uma nebulosa planetária


Conforme nos dá a conhecer a agência espacial norte-americana, a imagem do Telescópio Espacial Hubble da NASA mostra o NGC 5307. Trata-se de uma nebulosa planetária que pode ser vista na constelação Centaurus (o Centauro), visível principalmente no hemisfério sul.

 

Podemos ver o futuro através de uma nebulosa planetária

Uma nebulosa planetária é o estágio final de uma estrela parecida com o Sol. Assim, as nebulosas planetárias permitem-nos vislumbrar o futuro do nosso próprio sistema solar. Uma estrela como o nosso Sol, no final da sua vida, irá transformar-se numa gigante vermelho.

As estrelas são sustentadas pela fusão nuclear que ocorre no seu núcleo, o que cria energia. Dessa forma, são os processos de fusão nuclear que constantemente tentam separar a estrela. Somente a gravidade da estrela impede que isso aconteça.

No final da fase gigante vermelha de uma estrela, essas forças desequilibram-se. Sem energia suficiente criada pela fusão, o núcleo da estrela entra em colapso, enquanto as camadas da superfície são ejetadas para fora.

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Posteriormente, tudo o que resta da estrela é o que vemos aqui: brilhantes camadas externas em torno de uma estrela anã branca, os restos do núcleo da estrela gigante vermelha.

Este não é o fim da evolução desta estrela – essas camadas externas ainda se estão a mover e a arrefecer. Em apenas alguns milhares de anos, haverá uma dissipação das camadas e tudo o que restará para ver é a anã branca e pouco brilhante.

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  1. Avatar de gui
    gui

    Nebulosa planetária NGC 5307 localizada a uma distância de aproximadamente 10.000 anos-luz da Terra, ou seja,
    94.608.000.000.000.000 de quilômetros. Fantástico. Só espero que a NASA não perca esse telescópio, como perdeu as fitas da Apollo 11 que depois foram leiloadas por um ex-estagiário seu.

    1. Avatar de Vítor M.

      Perder? Não é possível atualmente. Até porque esta informação foi já partilhada por vários centros de investigação. Aliás, é partilhada em tempo real.

      1. Avatar de gui
        gui

        Sim. Senhor. Eu falei em perder o Telescópio, não a informação. Um Telescópio que tira uma foto de algo a 94 quintilhões de quilômetros é muito valioso, não?

        1. Avatar de joao
          joao

          tens nocao que um telescopio no espaco “nao tem” interferencias como aqui na terra certo? logo pode “espreitar” muito mas muito mais longe que qualquer um aqui na terra. quando vou a aldeia dos meus cotas e olho para o espaco a noite ate bato mal de ver tantas estrelas no ceu que na cidade 90% se perdem. agora imagina um telescopio no espaco sem “lixo” a tapar a lente.

    2. Avatar de Toni da Adega
      Toni da Adega

      Por muito que negues que estas coisas existem, basta olhar para cima com um telescópio e consegue-se visualizar imenso.

      1. Avatar de Cesar
        Cesar

        Só gostava de saber qual é o partido que este pessoal tira ao dizer que não é verdade. Qual poderia ser a vantagem da NASA ou outros quaisquer de mentirem sobre este tipo de coisas…

        1. Avatar de V3rm3
          V3rm3

          Para manter a venda de papel de aluminio alta entre esta malta, lol

        2. Avatar de Toni da Adega
          Toni da Adega

          NASA não, segundo eles a invenção dos espaço e planetas é obra do Galileo.
          A NASA (com ajuda da russia na altura da Guerra fria) só elaborou a coisa.

        3. Avatar de joao
          joao

          é povo que nao ve mais alem do que lhes é apresentado. acredita que ha muitos e nao é so sobre o espaço. nao tem capacidade cognitiva para interpolar dados. podes passar a vida toda a tentar explicar mas nunca vao perceber.

    3. Avatar de Nuno V
      Nuno V

      Não percebo qual é o problema, em locais com pouca poluição luminosa e com céus limpos é possível ver a M 31 a olho nu, e esta encontra-se a mais de 300 vezes mais longe (2,4*10^19 km) que NGC 5307.

      As fitas leiloadas não são as fitas desaparecidas. As fitas leiloadas são de 2 polegadas cujo vídeo está em NTSC, as perdidas são de 1 polegada SSTV. Isto é que é enfiar a pata na poça.

  2. Avatar de nacho vidal
    nacho vidal

    Ola malta, tenho 7 anos. Alguém me explica como é que um telescópio que consegue vislumbrar a 94.608.000.000.000.000 de quilómetros da terra, não consegue ver uma bandeira que está na lua a 384 403km?
    Antes de mais agradeço.

    1. Avatar de Cassio Luis Riboli
      Cassio Luis Riboli

      Se a bandeira estiver no outro lado da lua não vai ver né

      1. Avatar de Nuno V
        Nuno V

        A primeira missão a aterrar no lado oculto da lua foi a Chang’e 4. Todas as missões Apollo ocorreram no lado visível da lua.

    2. Avatar de Nuno V
      Nuno V

      Não é só a distância que tens que ter em conta, mas também o tamanho do objeto. Vamos imaginar que a bandeira é circular com 2 metros de raio e encontra-se estendida no chão. Ou seja estou a ser extremamente caridoso com este cenário. Ora sendo assim, esta “bandeira” vista da terra possui um diâmetro angular de 0.0021 arcsec (2*tan^-1(0.002/384399)*3600). NGC 5307 encontra-se várias ordens de magnitude mais longe que a bandeira, mas também é ordens de magnitude maior que a bandeira, tal que o seu diâmetro angular é de 0.327 arcmin, ou seja, 19.62 arcsec. Isto significa que NGC 5307, mesmo estando mais longe que a bandeira, possui um diâmetro angular 9343 vezes maior que o ultimo. Por isso é que conseguimos ver NGC 5307 e não a bandeira.