Cientistas dizem ter ressuscitado vermes congelados com 42 mil anos

9 Comentários

Um grupo de cientistas russos conseguiu ressuscitar um par de minhocas congeladas que têm agora entre 30 mil e 42 mil anos de idade. Os investigadores afirmam que isto irá ajudar a compreender a forma como várias espécies são capazes de sobreviver em ambientes extremos.

Está curioso? Venha descobrir mais.

Verme

Após tanto tempo ainda vivem… e comem…

Estas minhocas são, obviamente, muito velhas e vêm do período geológico Pleistoceno que começou há 2.6 milhões de anos atrás e terminou há apenas 12 mil anos. Assim, estas pequenas criaturas partilharam o planeta Terra com os primeiros seres humanos.

Uma das minhocas foi descoberta numa amostra de solo recolhida pelos cientistas a cerca de 30 metros de profundidade e o segundo organismo da espécie foi encontrado no meio de um composto de terra, que se mantém permanentemente congelado, a 3 metros da superfície.

Verme

Após recolhidos, os vermes foram conservados a uma temperatura de -20 graus Celsius. Posteriormente, após isoladas, as minhocas foram colocadas num ambiente a 20 graus Celsius e foi colocada comida à sua volta. Após algumas semanas de observação começaram a mostrar sinais de vida. Segundo foi reportado pela equipa de cientistas as minhocas começaram a mexer-se e a comer.

Deste modo, os cientistas conseguiram mostrar que organismos pluricelulares conseguem sobreviver grandes períodos de tempo num estado de crioconservação (congelamento) natural.

Proteger dos organismos contemporâneos…

Teoricamente, é possível que, estando protegidos de danos físicos durante o período em que estiveram congelados, os organismos sejam capazes de ultrapassar o descongelamento e viver durante longos períodos de tempo.

No entanto, neste momento, um dos grandes perigos é a potencial contaminação das minhocas com organismos contemporâneos. Os investigadores afirmam que estão a utilizar todos os procedimentos indicados e estão entusiasmados com esta oportunidade que lhes foi dada para perceber como é que os vermes evoluíram até aos nossos dias.

Comentários

9

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

  1. Avatar de Joselito
    Joselito

    Um desses daí escapa… Já viu…

  2. Avatar de AJCS
    AJCS

    Os cientistas russos as vezes descobrem coisas que não lembram ao diabo!
    Não será da vodka?

  3. Avatar de dajosova
    dajosova

    Altamente questionável o método de datação para esses 42.000 anos!!

    1. Avatar de Nuno
      Nuno

      E que método foi esse? E o que torna esse método questionável?

      1. Avatar de Francisco M.
        Francisco M.

        Não sei se é questionável mas é pela idade estimada da amostra de terra em que se encontravam as minhocas congeladas. Essa idade foi estimada pelo que se conhece dos padrões climatericos de nevões e geologia do local.

        1. Avatar de Nuno
          Nuno

          A datação foi efectuada através de rádio-carbono.

          1. Avatar de Francisco M.
            Francisco M.

            Não foi isso que li. Entao nao ha nada de errado com o metodo.

          2. Avatar de Nuno
            Nuno

            Segundo o papel publicado em doklady biological sciences, a camada onde estes nematodes se encontravam tinha sido datada previamente usando o método de rádio-carbono.

  4. Avatar de J.C.Lopes
    J.C.Lopes

    “No entanto, neste momento, um dos grandes perigos é a potencial contaminação das minhocas com organismos contemporâneos.”
    E o contrário, organismos contemporâneos como por exemplo nós, não poderemos corre riscos de contaminação?