O sistema operativo
O Android 2.2 Froyo é sem dúvida um dos grandes trunfos para este smartphone, tendo em conta o seu preço. A versão mais actual do Android não se arrasta nesta máquina apesar das suas características bastante modestas (CPU a 600MHz). É claro que, vinda de um Samsung Wave em que tudo flui sem esforço, toco neste LG Maximo One e estranho naturalmente o seu ligeiro entorpecimento.
A boa notícia é que sim, todos os telemóveis desta gama (TMN A1, Optimus Boston) se comportam de forma semelhante. Não é nada de extremamente grave, não é difícil de se acostumar, mas custa um pouco quando se está habituado a um nível francamente superior.
A má notícia é claramente a sua fraca perspectiva de actualização face à próxima versão Android (2.3 Gingerbread), longe do 1GHz de processamento e 512MB de memória requeridos.
NOTA: Existe alguma confusão em relação a este assunto. A LG veio a público afirmar que o Maximo One não receberá o update para o Android 2.3, depois desmentiu e por fim parece que receberá o update. Agora, se o correrá em condições, so o futuro dirá.
No entanto, tendo em conta o segmento de custo desta máquina, não há muito mais a pedir. Quem pretender um smartphone para o futuro terá de despender uns bons trocos adicionais.
A interface
Ecrã Principal
A LG introduziu algumas pequenas modificações ao tema original do Android, mas nada de demasiado intrusivo. A modificação mais visível é a pequena dock curva muito à lá HTC Sense, com espaço para 4 atalhos personalizáveis, Telefone, Contactos, Mensagens e Internet. Há ainda a possibilidade de configurar o ecrã principal para 5 ou 7 ecrãs, onde serão colocados widgets e atalhos para aplicações. O Maximo One, aquando do seu primeiro arranque, traz consigo 5 ecrãs recheados de widgets:
- Ecrã 1 – Ecrã destinado aos serviços de localização, permitindo visualizar a localização do utilizador e o acesso rápido às aplicações do ramo.
- Ecrã 2 – Ecrã com o widget que permite ligar e desligar facilmente as comunicações do smartphone, como o WiFi, Bluetooth, GPS, sincronização automática e ainda o grau de brilho. Foram também aqui colocados diversos atalhos para aplicações de produtividade.
- Ecrã 3 – É o ecrã “principal” do LG Maximus One: nele encontram-se a barra de procura do Google (que permite a pesquisa usando a voz) assim como um pequeno relógio e atalhos relacionados com a web.
- Ecrã 4 – Ecrã destinado à reprodução áudio e às aplicações proprietárias da Optimus.
- Ecrã 5 – Ecrã destinado à reprodução multimédia, com o widget do Youtube, assim como atalhos para as aplicações do ramo.
Note-se ainda a possibilidade de inclusão de muitos mais widgets nos ecrãs, mediante o download no Android Market. Se se deslizar o dedo sobre a barra de notificação são mostrados novos atalhos que permitem também ligar/desligar o WiFi, Bluetooth e GPS, assim como o toque e a vibração. Nesta secção é mostrada também uma lista de eventos ocorridos no sistema operativo.
Menu
Se tocar no centro da dock do ecrã principal, é aberto o menu principal. Uma das adições da LG à interface tradicional do Android 2.2 é a possibilidade de categorizar aplicações no menu. O utilizador poderá criar até um máximo de 10 categorias de aplicações com nome personalizado – veja o exemplo acima com a categoria “Aplicações“.

Esta não é uma grande inovação mas poderá facilitar a navegação num menu recheado de dezenas de aplicações úteis que o Market oferece. O Maximo One traz por omissão 2 categorias: Aplicações e Transferências, destinando-se a primeira às aplicações originais do smartphone e a segunda para as aplicações transferidas do Market. 
Teclado
O teclado incluído pela LG, o LG Keyboard é em tudo semelhante ao teclado original do Android, excepto na localização dos caracteres especiais, apenas acessíveis mediante um segundo ecrã. Esta não é uma preocupação importante, tendo em conta a enorme panóplia de teclados disponíveis no Android Market.
A escrita neste teclado é em tudo semelhante a qualquer outro Android, embora por vezes se sinta aquele lag irritante entre o toque do caracter e a altura em que este aparece de facto no ecrã. É claro que também há a possibilidade de escrever em teclado numérico, bom para os mais acostumados aos telemóveis tradicionais.

Trocar de aplicação
O Android não utiliza multi-tasking “puro”, mas sim uma forma rápida e fácil de trocar entre aplicações. Imagine que está a navegar no browser e pretende abrir a aplicação Mensagens. Ou carrega no botão “Voltar atrás” ou então abre o menu/ecrã principal e toca sobre a nova aplicação pretendida. A menos que utilize uma aplicação que “mate” o processo do browser, este não se encerra. No entanto, ao trocar de aplicação este “adormece”, guardado o estado, e estando pronto a ser novamente acordado e recuperado. A forma mais fácil de alternar entre aplicações “abertas” é carregando na tecla “Home” por alguns segundos, à semelhança de um ALT-TAB em Windows.
A grande vantagem deste processo face ao multi-tasking “puro” do Samsung Wave, por exemplo, é a rápida troca de aplicações, o “falso” limite de memória e procesamento para manter a aplicação a “correr”. No Wave, onde as aplicações ficam de facto em 2º plano, os recursos continuam a ser consumidos, e quando temos mais que 2/3 aplicações ao mesmo tempo, torna-se caótica a navegação no mesmo. Neste aspecto penso que o Android faz uma boa opção.
Índice
- Página 1 – Especificações técnicas, Abertura da caixa, O hardware
- Página 2 – Comparativos: LG Maximo One vs. TMN A1 vs. Samsung Wave
- Página 3 – O sistema operativo, A interface
- Página 4 – As aplicações
- Página 5 – Galeria fotográfica, Prós & Contras, Conclusões
Na próxima página saiba quais as aplicações incluídas no LG Maximo One.
























