O mercado dos portáteis tem sido fortemente dominado pelos pequenos netbooks que, embora tenham imensa portabilidade, nem sempre conseguem responder favoravelmente aos trabalhos mais exigentes. Mesmo com poderosos processadores, estas máquinas têm fragilidades, por isso existe um segmento maduro, talhado para as exigentes tarefas sem perdermos a portabilidade que caracteriza um crescente mercado dos computadores.
Naturalmente que algumas marcas não limitaram as suas ofertas aos netbooks e continuaram a apostar nos PC’s de gama alta. A Samsung é uma dessas marcas e disponibilizou-nos para analise uma das suas mais recentes propostas no mercado dos portáteis de topo. O QX510 foi a máquina que nos colocaram à disposição e a sua utilização veio a tornar-se uma surpresa agradável.
Utilização
Ao principio e quando abri a caixa deste portátil, pensei que tinha havido algum engano. O seu aspecto era de uma outra máquina, de uma outra linhagem de equipamentos… pois o seu corpo era todo em alumínio mostrando um elevado cuidado na sua construção. O logotipo da Samsung não deixava muita margem para dúvidas, era mesmo o QX510 que eu tinha em mãos.
Ao abrir a máquina, a primeira sensação foi de curiosidade face ao aproveitamento que a Samsung fez da base do computador. Por norma, as marcas colocam teclados e touchpads pequenos, deixando para os pulsos espaços demasiadamente despidos. Neste caso, a Samsung apostou num melhor aproveitamento para expandir este elementos de input.
Não fiquei por isso menos contente, muito pelo contrário, pois ficou imediatamente destacada a qualidade de construção e a atenção aos pormenores que a Samsung colocou nesta máquina.
A lista de predicados que a acompanhavam era uma segunda dúvida que eu tinha. Parecia-me um pouco demais para uma máquina deste tipo. Mas na verdade tudo o que estava prometido na folha de especificações acabou por se tornar uma realidade.
Apesar de ser um portátil de 15 polegadas não acusa o peso normal que estas máquinas têm. Provavelmente fruto da utilização em larga escala do alumínio. É por isso facilmente transportável.
Outro ponto a ressalvar é a sua grande capacidade de bateria. Este baixo consumo resulta de uma característica que não é comum nos portáteis. O QX510 traz duas placas gráficas. Uma NVIDIA GeForce GT 420M, talhada para uma utilização multimédia intensiva e uma Intel HD Graphics. Quando não existe necessidade de processamento gráfico a NVIDIA desliga-se e a Intel assume a responsabilidade de produzir os gráficos. Deste binómio gráfico resulta um excelente equilibrio energetico, tendo em conta que um dos elementos que mais consome energia é o processador gráfico.
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