Mulher recebe primeiro pacemaker wireless implantado

23 Comentários

Pacemaker comunica via wireless com o serviço de monitorização.
Para as pessoas com doenças cardíacas potencialmente fatais, um pacemaker e o seu médico são as únicas coisas entre eles e uma morte certa.

O problema para alguns é que as suas condições de saúde são tão graves, que um pacemaker não é sinónimo de tranquilidade, os problemas surgem inesperadamente e de modo fatal.

Uma mulher de 61 anos em Nova York, tornou-se na primeira pessoa no mundo a receber um pacemaker que pode comunicar via wireless com um serviço de monitorização remoto, permitindo total acesso médico. O pacemaker liga-se a um servidor pelo menos uma vez por dia, alertando o paciente e o médico se houver qualquer situação ou incidente capaz de comprometer a saúde do paciente.

Carol Kasyjanski sofreu de um grave problema cardíaco durante mais de 20 anos e ela diz que o novo dispositivo lhe tem dado maior confiança, pois permite uma ajuda imediata capaz de a salvar caso o pacemaker pare de funcionar.

A mulher teve problemas com seu pacemaker há uns anos. Problemas que a rotina normal a que estes dispositivos estão sujeitos não detectou. Somente foram localizados quando ela desmaiou.

Com o pacemaker wireless, estes problemas podem ser mais facilmente detectados. Como este se liga pelo menos uma vez por dia ao servidor, o médico e os técnicos podem detectar anomalias através dos relatórios enviados pelo dispositivo, antes que estes problemas sejam fatais para o paciente.

Segundo Dr. Steven Greenberg do Centro de Arritmias e Pacemakers de St. Francis, o dispositivo tem um complexo sistema, criado para “chamar” literalmente o médico responsável, mesmo que sejam duas da manhã… em qualquer momento o médico é posto ao corrente do problema.

Além destes serviços pró-activos, o médico tem permanentemente uma avaliação cardíaca do doente, permitindo uma análise sem que o doente tenha que se deslocar ao posto de saúde ou ao consultório médico. Esta tecnologia permite aos médicos uma concentração maior e mais precisa nas necessidades e carências do doente.

A tecnologia pacemaker tem muitos anos de existência, consolidando todo o seu potencial e servindo com segurança os doentes cardíacos graves. Em 2006, foi dado mais um passo importante ao ser desenvolvido um pacemaker que não necessita de bateria. Agora é a era do wireless e tudo o que o envolve. Reuters

Partilhar:
Tags:

Comentários

23

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

  1. Avatar de Gonçalo Oliveira
    Gonçalo Oliveira

    Um óptimo exemplo de como a tecnologia e o progresso podem e devem ser aproveitados para benefício da sociedade.

  2. Avatar de R3volution
    R3volution

    Já agora podiam integrar uma comunicação com um telemóvel, para que no caso de paragem cardíaca, o pacemaker emita um alerta directamente ao hospital. Para uma pessoa solitária seria muito útil.

    1. Avatar de claudio
      claudio

      Seria mais fiavel..

    2. Avatar de aospapeis.blogspot.com

      A verdade é que já há sistemas desses, por rádio, parece-me.
      A internet será uma coisa mais modernaça mas necessita de uma ligação, o que é uma desvantagem.

      AOSPAPEIS.BLOGSPOT.COM
      (ao som de Iron Maiden)

  3. Avatar de avlis rotiv
    avlis rotiv

    Agora falta mais uma e já podem criar uma rede lan..
    😀

    1. Avatar de Bruno Santos
      Bruno Santos

      LAN? Parece-me mais que seja um WAN =P

      1. Avatar de Bruno Santos
        Bruno Santos

        Correcção: WLAN

  4. Avatar de Pedro Pinto

    Aqui está um bom exemplo para se chegar a conclusão que as redes wifi não são prejudiciais ao corpo humano. Já agora era interessante saber a frequência e norma a que o sistema está a operar.

    1. Avatar de rui

      Isto não prova grande coisa…existem pessoas que são alérgicas ao WiFi:

      http://pplandtek.blogspot.com/2009/07/alergia-ao-wifi.html

      1. Avatar de Vítor M.

        Pois isso é verdade, mas coitado desse alguém, era azar a mais, ter insuficiência cardíaca e alergia ao wiFi!!!

        1. Avatar de rui

          Era mesmo muito azar…mas para isso existem sempre os pacemakers ditos normais

          1. Avatar de Pedro Pinto

            Não conhecia esta noticia. Thanks Rui

      2. Avatar de kardos

        Já se veio a saber qe isto não passava de uma jogada de markting para publicitar o album que o Dj “afectado” pela alergia lançou.

  5. Avatar de luis
    luis

    qual será a encriptação 🙂 wap? eh eh

  6. Avatar de aver
    aver

    A única coisa que me assusta … dar-me a “travadinha” e não morrer nem ficar nada que preste. Se isto ajudar, bem …

    Será que o pacemaker apanha web-radio e tem sítio para uns phones ?

  7. Avatar de Berto
    Berto

    Quero saber quanto tempo é que um “hacaro” vai conseguir entra no pacemaker… e gerar um novo tipo de crime: “Paga o resgate ou paro-te o coração!”

  8. Avatar de Carlos
    Carlos

    E que tal pensarem que é um pacemaker normal com um extra? Sempre é melhor que ser só o normal. Ainda que o wireless falhe…bla bla bla… Pelo menos o normal tem.

  9. Avatar de Tipsy
    Tipsy

    Tecnologia aka Saúde.

    Acho que é um dos ramos onde as novas tecnologias podem vingar com uma aceitação a 100% de toda a gente.

    🙂

  10. Avatar de aospapeis.blogspot.com

    Já imaginaram que, num futuro provavelmente próximo, uma aparelhinho destes pode dizer a uma pessoa: “Ups, chegou a tua hora, pá. Tens 15 minutos para te despedires da família.” ?

    Parece brincadeira mas há-de ser, meramente, uma questão de leitura de dados e transmissão de informação.

    AOSPAPEIS.BLOGSPOT.COM
    (ao som de Iron Maiden)

    1. Avatar de kekes

      Nao é assim tao facil, pois é muito dificel prever a morte de alguem isso é quase como profesor Karamba previsao para 2070, pois a maior parte das coisas nao vao acontecendo, simplesmente acontecem.

      1. Avatar de aospapeis.blogspot.com

        Refiro-me a situações limite. Há concerteza um “cocktail” de situações, conhecidas e que podem estar gravadas no aparelho que, perante um estímulo extra, desencadeiem uma situação de morte inevitável.

        AOSPAPEIS.BLOGSPOT.COM
        (ao som de My Dying Bride)

  11. Avatar de kardos

    Segundo o Slashdot, o pacemaker não tem um IP nem uma ligação à internet. Tem apenas um emissor de rádio (não recebe, portanto) que transmite os dados para um receptor ligado a um PC com net.

    Más noticias para qem estava pensar em correr um servidor apache no pacemaker 🙂