O que podemos fazer com uma board Galileo…

17 Comentários

…e com a  plataforma com Muzzley?

À medida que o movimento Arduino avança, muitas das grandes empresas têm feito um esforço no sentido de o acompanhar. Uma delas é a Intel, que recentemente lançou a board Galileo, um micro-controlador desenhado na Irlanda compatível a nível de hardware com Arduíno.

Tive oportunidade de obter uma dessas boards e resolvi fazer-lhe um pequeno test-drive que hoje aqui partilho.

galileo_00

Qual a melhor maneira de o fazer senão testá-la com Muzzley?

Para quem não sabe, Muzzley é uma tecnologia gratuita portuguesa para desenvolvimento rápido que alarga os horizontes da tradicional user experience, fazendo qualquer dispositivo móvel transformar-se num controlador específico para a aplicação em questão.

A primeira opção seria usar o Galileo para controlar uma lâmpada Philips Hue, mas depois de espreitar os preços, sairia caro. Optou-se então por usar uma fita de leds digital para obter um efeito semelhante.

galileo_01

Não correu tudo tão simples quanto o planeado, encontrei alguns problemas enquanto implementava a demo, mais relacionadas com o mapeamento dos PINs e dificuldades em encontrar algum suporte, visto a comunidade do Galileo estar ainda numa fase muito inicial e a documentação ser pouca, tendo acabado por demorar um pouco mais do que o esperado a implementá-la.

O objectivo do demo foi o de disponibilizar um número substancial de efeitos coloridos utilizando qualquer tipo de samrtphone através da cloud.

Apesar de todos os obstáculos encontrados, a missão foi conseguida, e podem ver o resultado nos seguintes vídeos:

Controlar LEDS com o Muzzley e Intel Galileo

 

Intel Galileo Pin Debugger

Se quiserem experimentar, e quem sabe no próximo Natal terem as vossas próprias luzes, o código fonte está disponibilizado no github – aqui

Todo o processo está lá documentado aqui e está também disponível para download uma imagem do cartão com tudo o que necessitam para correr a demo.

*Um agradecimento ao leitor v0od0oChild pelo envio da informação.

Referências

Comentários

17

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

  1. Avatar de Eduardo Oliveira
    Eduardo Oliveira

    Boas,
    A questão é quanto é que custa um Galileu? e quais as suas vantagens comparativamente ao um raspberry ou a um cubieboard?

    Quando ao Muzzley, parece um projecto bastante interessante.

    1. Avatar de Só um gajo
      Só um gajo

      A galileu custa 79$ e é mais lenta e tem menos memória que a Raspberry Pi, além de que tem uma ISA (Pentium) que é muito mais complicada.

      1. Avatar de EverPi

        E mais ainda, essa placa tem inclusive problemas sérios para aplicações práticas nos GPIOs: http://letshackit.energylabs.com.br/post/76055554657/motivos-pelos-quais-eu-nao-gostei-do-intel-galileo

    2. Avatar de O Silva
      O Silva

      O objetivo da board Galileu, não é competir com raspberry ou cubieboard… (nem se quer tem saída video), mas sim fornecer novas opções a aplicações baseadas na plataforma Arduino.
      Reparem que quase todo o tipo de código desenvolvido na plataforma Arduino é compatível (excetuando aquele que faz uso de registos/funcionalidades dos AVR).
      Mas uma das funcionalidades mais interessantes, talvez seja a possibilidade de através do “código arduino” enviar comandos ao SO linux, por exemplo:
      system(“ifconfig eth0 192.168.1.122 netmask 255.255.255.0 up”);

      Imaginem algo com as potencialidades do “Mundo” Arduino aliado às possibilidades do Linux…
      Mas podemos comparar com outros produtos… por exemplo pcduino.

    3. Avatar de Nelson
      Nelson

      Não são vantagens e desvantagens, um é um computador, o outro é um microcontrolador…

      1. Avatar de Só um gajo
        Só um gajo

        E não são comparáveis?
        Qual a diferença entre um micro processador, um microcontrolador e um SoC?

        1. Avatar de Alexandre
          Alexandre

          Uma explicação básica será:

          microcontrolador – serve para controlar, exemplo: se a iluminação na sala for inferior a x então liga a luz – normalmente são dispositivos com processadores básicos/lentos;

          microprocessador – serve para processar, exemplo: reproduzir um vídeo digital, tirar fotos com uma câmara de x em x segundos e detectar movimento, etc – são o que chamamos de computador;

          Espero ter ajudado

          1. Avatar de Mike
            Mike

            Exacto, o Galileo é muito mais virado para trabalhar com sensores e não é um competitor directo do Rpi, mas sim do arduíno

    4. Avatar de Eduardo Oliveira
      Eduardo Oliveira

      Pensei por ver a marca Intel que fosse um CPU mais potente,talvez até um x86, dai a pergunta.

      1. Avatar de Glitchmaker
        Glitchmaker

        É um x86, o Intel Quark, não tem é algumas extensões que fazem parte das especificações de processadores de classe Pentium. Se estas extensões estivessem presentes seria possível correr XP (fosse alguém querer isso…)

  2. Avatar de Glitchmaker
    Glitchmaker

    Uma nota breve sobre o galileo. Se usarem o IDE Arduino, na versão 1.5.3( que é a que a Intel disponibiliza) tem que se mudar o locale no windows para EN-US. Bati muito com a cabeça antes de chegar à solução

    1. Avatar de Mike
      Mike

      +1

      E em Linux

      export LANG=en_US LC_ALL=en_US.utf8

  3. Avatar de K0izo
  4. Avatar de Jefferson
    Jefferson

    Qual o modelos desta fita de leds? Onde vc comprou?