Nova lei sobre a IA exigirá que os chatbots informem que não são humanos

1 Comentário

Num claro reflexo da era tecnológica em que vivemos, uma nova lei exigirá que os chatbots baseados em Inteligência Artificial (IA) confirmem que não são humanos.

Mão robótica a clicar numa mensagem CAPTCHA, onde se lê, em inglês, "não sou humano".

A capacidade dos chatbots de IA têm avançado a um ritmo excessivamente rápido, à medida que os modelos que os executam melhoram e, a par disso, dificultam a distinção entre a IA e os seres humanos.

Nos últimos meses, de facto, temos acompanhado uma tendência, na qual as pessoas parecem recorrer-lhes para tudo e mais alguma coisa (quase literalmente).

Indo da amizade ao romance, passando até por conselhos relacionados com suicídio e homicídio, os utilizadores têm ido além do razoável com os chatbots, levantando questões relativamente à sua proteção.

Califórnia quer tomar medidas sobre os chatbots

De forma “pioneira no país”, o governador da Califórnia, Gavin Newsom, assinou uma nova lei que exigirá que os chatbots informem explicitamente aos utilizadores que são “gerados artificialmente e não humanos”.

Desta forma, é esperado que o novo projeto de lei, a Lei do Senado 243, ajude a reduzir a frequência com que as pessoas ficam confusas sobre a realidade da “companhia” dos chatbots de IA com os quais interagem.

Em vigor a partir do dia 1 de julho de 2027, o projeto de lei afirma que “se uma pessoa sensata que interage com um chatbot de companhia for induzida a acreditar que está a interagir com um humano”, a empresa responsável pelo desenvolvimento do chatbot deve fornecer uma notificação clara de que o chatbot não é humano.

De ressalvar, no entanto, que não está prevista a aplicação da lei a chatbots de atendimento ao cliente ou assistentes de voz, nos quais a IA não mantém uma relação clara e consistente com o utilizador.

Os principais alvos são, portanto, chatbots de IA como o ChatGPT, Gemini e Claude, de utilização mais frequente e contínua.

 

Governador da Califórnia vai proibir anúncios barulhentos nas plataformas de streaming

Comentários

1

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

  1. Avatar de Max
    Max

    O alvo desta lei são os “companion chatbots” (“chatbotsde companhia”) – os “amigos virtuais”.
    “Um companion chatbot e um tipo especial de chatbot alimentado por IA, projetado para para atuar como um companheiro digital com o qual se pode interagir de forma conversacional, simulando uma conexação e intimidade. Diferentemente de chatbots tradicionais que respondem apenas a perguntas, os companion chatbots adotam o seu estilo e personalidade conforme as interações do utilizador criando um relacionamento contínuo e personalizado. São usados para oferecer suporte emocional, companhia, entretimento e até mesmo simulações de relacionamentos românticos ou de amizade, sendo muito procurados”. Os mais populares: Replika, Character.AI, Anima, Kindroid, Grok Ani, Dream Companion e Pi. Variam em preços e recursos, com versões gratuitas e assinaturas premium
    Não sabia que tais coisas existiam. Embora sejam mais gerais do que os companion bots, o ChatGPT, Gemini e o Coplot têm relação, visto que “também são usados para conversação cotidiana, com memórias personalizadas e integração com outras ferramentas”.