As empresas controlam remotamente os seus robotáxis?

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Os carros autónomos são um objetivo de várias empresas, que têm já sistemas a aprimorar-se para esse fim. Enquanto isso, outras trabalham em serviços de boleia com robotáxis, como a conhecida Waymo e, mais recentemente, a Tesla. Apesar da autonomia, sabia que as empresas podem controlar os seus veículos remotamente?

Robotáxis da Waymo já estão disponíveis para todos em São Francisco

De forma paulatina, as estradas têm recebido carros autónomos e serviços de robotáxis assinados por várias empresas, especialmente nos Estados Unidos, com o objetivo de aprimorar as tecnologias e assegurar a confiança das pessoas.

Recentemente, informámos que a Tesla estava finalmente a integrar este último mercado das boleias, em Austin, no Texas.

Segundo Elon Musk, diretor-executivo da empresa, no X, esta está a ser “superparanoica” relativamente à segurança, pelo que humanos estarão a monitorizar remotamente a frota, em conjunto com monitores de segurança nos bancos do passageiro da frente.

Conhecida na indústria como “teleoperação”, trata-se do controlo de máquinas por humanos num local diferente, geralmente por via de uma rede sem fios.

Este acesso e controlo remotos são comuns em serviços de robotáxis, sendo utilizados em diferentes graus por algumas startups de robotáxis que operam em todo o mundo, segundo a Reuters.

Esta abordagem é utilizada pelas empresas para treinar robôs a operar de forma autónoma, monitorizar a sua atividade autónoma e assumir o controlo, caso seja necessário.

 

Quais as limitações da teleoperação dos robotáxis?

Os robotáxis estão ainda em fase de testes, com as empresas a implementarem os seus serviços em áreas geográficas limitadas e a ajustarem continuamente o software que os controla.

Assim sendo, a teleoperação é frequentemente utilizada para intervir quando um veículo não tem a certeza do que fazer.

Robotáxis da Waymo já estão disponíveis para todos em São Francisco

A Waymo, da Alphabet, por exemplo, tem uma equipa de agentes humanos de “resposta de frota”, que responde às perguntas do bot da marca, o Waymo Driver:

[…] Quando o veículo Waymo encontra uma situação específica na estrada, o condutor autónomo pode contactar um agente humano de resposta de frota para obter informações adicionais.

Escreveu a Waymo, anteriormente, numa publicação oficial.

Apesar desse apoio externo, John Krafcik, antigo diretor-executivo da Waymo, assegurou que “os carros não estão a ser monitorizados ativamente”, pelo que o software é “o decisor final”.

Por outro lado, outros players , como a Apollo Go, da chinesa Baidu, têm utilizado condutores de reserva totalmente remotos que podem intervir para conduzir virtualmente os veículos, segundo a Reuters.

Apollo Go da Baidu

Apesar de representar um reforço da segurança, conduzir veículos remotamente em vias públicas tem um problema potencial, que a Waymo se recusou a comentar, conforme a imprensa: depende de ligações de dados móveis que podem falhar, desligando o veículo do condutor remoto em situações perigosas.

Para Philip Koopman, professor de engenharia da Universidade Carnegie Mellon e especialista em segurança de veículos autónomos, esta abordagem poderá funcionar para uma pequena frota de teste de 10 veículos, como o esforço inicial da Tesla, em Austin. Contudo, a teleoperação é uma “tecnologia inerentemente não confiável”.

Na mesma linha de opinião está John Krafcik, antigo diretor-executivo da Waymo, que considera que o atraso nos dados móveis torna a condução remota “muito arriscada”.

Além disso, Philip Koopman considera que confiar no veículo para pedir ajuda e permitir que ele tome as decisões é, também, arriscado, uma vez que não garante que ele tomará a decisão certa.

No caso da Tesla, sabe-se que foram abertas vagas para teleoperadores, para “aceder e controlar” veículos autónomos e robôs humanoides remotamente. Segundo os anúncios, estes teriam de “realizar remotamente tarefas complexas e intricadas”.

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  1. Avatar de Max
    Max

    A necessidade da teleoperação dos robotáxis depende do seu nível de automação SAE:
    – Nivel 5 – Automação total (ainda não há nenhum) – o veículo opera de forma completamente autónoma em qualquer situação, condição ou ambiente sem necessidade de intervenção ou supervisão humana.
    – Nível 4 – Alta automaçã (Waymo) – o veículo pode funcionar de forma totalmente autonoma em condições e ambientes específicos sem necessidade de intervenção humana dentro de áreas gográficas definidas.
    – Nível 3 – Automatização condicional – o veículo pode assumir todas as funções de direção simultaneamente (travagem, aceleração e volante) como em autoestradas e em trânsito intenso. No entanto o condutor deve estar preparado para intervir quando necessário pois o sistema pode exigir ações humanas
    – Nível 2 – Automação parcial (FSD que equipa os robotáxis da Tesla) – o veículo conta com pelo menos duas funções de direção simultaneamente, mas o motorista deve estar pronto para assumir o controlo para assumir o controlo a qualquer o momento – como diz a Tesla no manual do FSD, o condutor deve ir atento à estrada, com as mãos no volante e pronto para intervir a qualquer momento.
    Mas se o FSD é só de nível 2, como é que a Tesla obteve licença para operar robotáxis em Austin, Texas? Porque só há dias o governador aprovou o novo regulamento, que obriga a que tenham nível 4 – mas que só entra em vigor em setembro. Mas a licença atual se foi fácil de obter, também é fácil de perder. A ver vamos em que é que o telecomando supre as limitações do nível 2 do FSD. Para além dos cuidados tomados pela Tesla de que os seus robotáxis circulem num percurso georeferenciado limitado, evitando cruzamentos complexos e que não circulam com mau tempo (aqui, tal como os Waymo, apesar de disporem de câmaras LIDAR, melhores.