Novo Citroën ë-C3: o elétrico acessível que pode mudar o jogo

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Com o novo ë-C3, a Citroën dá um passo audaz na democratização da mobilidade elétrica. Numa era em que os elétricos são frequentemente sinónimo de luxo inacessível, a marca francesa aposta numa proposta pragmática, bem equipada e, acima de tudo, com um preço que promete agitar o mercado.

Citroën ë-C3

O ë-C3 representa uma nova abordagem da Citroën no segmento dos utilitários, agora com um ADN claramente inspirado no universo dos SUV urbanos.

Com 4,01 metros de comprimento, 1,76 m de largura e 1,57 m de altura, posiciona-se como um citadino espaçoso, oferecendo uma posição de condução elevada e uma estética que o distancia do minimalismo genérico de outros elétricos.

A frente do modelo introduz a nova identidade da marca, com o duplo chevron estilizado ao centro e faróis LED em forma de “Y”, conferindo-lhe uma imagem moderna e assertiva.

A carroçaria recebe proteções em plástico nos guarda-lamas e embaladeiras, que além do efeito visual, protegem e reforçam o carácter urbano e prático do carro.

A Citroën disponibiliza o ë-C3 com várias combinações de cores de tejadilho e carroçaria, mantendo o espírito jovial e personalizável da marca.

Destaque ainda para as jantes de 17” com um desenho aerodinâmico que contribui para a eficiência sem sacrificar o estilo.

 

Simplicidade inteligente e conforto

Entrar no habitáculo do ë-C3 é perceber que a marca francesa continua fiel à sua filosofia “Comfort is the new cool”.

Os bancos Advanced Comfort, já conhecidos de outros modelos da marca, são amplos, ergonómicos e surpreendentemente confortáveis para um modelo deste segmento.

O painel de bordo adota uma abordagem minimalista, mas não espartana. Em vez de um painel de instrumentos convencional, encontramos um visor estreito com informações essenciais, colocado atrás do volante e complementado por um head-up display refletido num painel fosco.

O sistema de infoentretenimento é simples, responsivo e inclui Android Auto e Apple CarPlay sem fios.

O volante é multifunções e compacto, e o ar condicionado, com comandos físicos, é de série, o que representa um alívio para quem se cansou de menus digitais complexos para controlar algo tão básico.

A bagageira oferece uns muito aceitáveis 310 litros, com um fundo plano e banco traseiro rebatível 60/40, permitindo acomodar volumes generosos para um carro desta categoria.

 

Performance elétrica muito capaz

O Citroën ë-C3 recorre a uma motorização síncrona com íman permanente que debita 83 kW (113 cv) e 120 Nm de binário máximo. Não impressiona no papel, mas na prática revela-se suficiente para a utilização quotidiana.

A aceleração dos 0 aos 100 km/h faz-se em cerca de 11 segundos, com um comportamento muito linear e sem hesitações, típico de um elétrico.

Citroën ë-C3

A bateria de 44 kWh utiliza tecnologia LFP (lítio-ferro-fosfato), uma solução mais barata, robusta e com maior tolerância a ciclos de carga intensos, ideal para quem prevê utilização citadina intensiva.

A autonomia anunciada é de 320 km (WLTP) e no que toca a carregamentos, o ë-C3 oferece carregamento rápido até 100 kW (DC), o que permite recuperar de 20% a 80% da carga em cerca de 26 minutos.

Em AC, o carregador de bordo é de 7,4 kW (com opção de 11 kW em versões superiores), permitindo carregamentos domésticos ou em postos urbanos em cerca de 4 a 5 horas.

 

Comportamento dinâmico

Ao volante, destaca-se pela suavidade. A direção assistida é leve e precisa em manobras urbanas, a suspensão é claramente calibrada para o conforto, e o isolamento acústico é competente, especialmente tendo em conta o preço do modelo.

Citroën ë-C3

O chassis, baseado na plataforma Smart Car do grupo Stellantis, revela-se robusto e estável. A sensação de segurança está presente, mesmo em velocidades de via rápida, com uma boa resposta ao vento lateral e um controlo eficaz do rolamento em curva.

O sistema de regeneração é simples e pouco intrusivo, e não há modos de condução sofisticados nem níveis ajustáveis de regeneração, uma escolha consciente para manter o carro acessível e intuitivo.

 

Equipamento: o essencial bem escolhido

O ë-C3 é disponibilizado em Portugal em duas versões principais. O You, a versão de entrada, com jantes de aço com capas, ar condicionado manual, infotainment com suporte de smartphone (via app), travagem autónoma de emergência, ecrã digital reduzido e carregamento até 100 kW DC.

E o Max, que acrescenta jantes de liga leve, ecrã táctil de 10″, câmara de marcha-atrás, sensores de estacionamento traseiros, bancos Advanced Comfort, carregador AC de 11 kW e mais elementos visuais no interior e exterior.

Mesmo a versão base oferece os principais argumentos de um elétrico urbano, e com um preço estimado abaixo dos 25.000 euros é uma proposta extremamente competitiva.

O Citroën ë-C3 pode não ser revolucionário em nenhum aspeto isolado, mas o conjunto da obra é marcante. A marca conseguiu criar um automóvel 100% elétrico, confortável, espaçoso, com autonomia realista e acessível.

Para famílias jovens, empresas de frotas ou qualquer condutor urbano que procura um elétrico sem complicações, esta é, honestamente, uma das propostas mais racionais e equilibradas do momento

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Comentários

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  1. Avatar de José Letra
    José Letra

    Maltinha este EV em autoestrada gasta o dobro do BMW i3 à mesma velocidade. Fica a nota!

    1. Avatar de JL
      JL

      O dobro não digo, mas um bocado mais sim, o i3 é muito eficiente.

  2. Avatar de Rui Almeida
    Rui Almeida

    Um carro muito bonito.

  3. Avatar de paulo g.
    paulo g.

    Você testou o carro exaustivamente, fez os 1000km e o carregou várias vezes? Pelo que ouvi, pode dar problemas especialmente se estiver frio… Não é um pouco guloso?Enquanto a stellantis não fizer plataforma puramente eletrica, os carros ficam algo a desejar.

    1. Avatar de Toni da Adega
      Toni da Adega

      O frio é o maior problema. Em Portugal deve dar para andar nisto umas 2 semanas por ano. O resto do ano é demasiado gelado.

  4. Avatar de Blackbit
    Blackbit

    O Bjørn Nyland testou esse carro (procurem no YouTube) e o resultado não foi nada famoso…

    1. Avatar de Mico.se
      Mico.se

      Quem?
      Faketuber?

  5. Avatar de Anung
    Anung

    200km de autonomia é muito pouco, o que remete este carro para uso citadino.

    1. Avatar de TugAzeiteiro
      TugAzeiteiro

      E uso citadino será para quem tem no prédio ou vivenda ponto de carregamento doméstico, porque se não será um inferno. A não ser que a empresa onde trabalhe disponibilize no local…

    2. Avatar de B@rão Vermelho
      B@rão Vermelho

      Salvo raras excepções os VE são pensados para isso mesmo, citadinos, os 200 Km para o dia a dia em cidade chega, mas fica sempre a sensação de pouco, eu no meu carro atesto sempre até as goelas e não faço viagens regularmente, mas está cheio para o que der e vier.

      1. Avatar de Yamahia
        Yamahia

        Ainda ontem aqui na AML com um esticãozito às Caldas foram logo 450kms.
        Estava bem tramado se o carro só desse para 200kms, nem ⅓ das coisas conseguiria fazer. E mesmo assim a última já foi a queimar… fará se andasse a parar. Nem uma semana chegava.
        Aquilo na A8 , com tanta montanha, nem deve chegar às Caldas.

        1. Avatar de JL
          JL

          Ena, de lisboa a caldas foi por onde ? Estremoz, Castelo Branco ou Coimbra ? Looool

          Claro que não, levava 15 dias, já que ainda tinha de carregar.

          Há montanhas nas Caldas ? Isso deve ser problema de ter um diesel, isso só anda bem a direito.

          1. Avatar de B@rão Vermelho
            B@rão Vermelho

            A A8 tem algumas inclinações, não é como na A1 mas para o note sobes.
            Mas lá está eu se quiser carregar entulho não vou comprar um Ferrari.
            A coisa a ter em conta é, qual vai ser a utilização principal do carro?
            Se for para calcar Km e se fores muito impaciente o VE não deve de ser uma opção, caso contrário é para fazer uma viagem longa de quando em vez, e tens tempo de sobra, sim é uma boa opção.
            Eu no meu caso a utilização do carro é à volta de casa, é raro fazer grandes deslocações e não faço ferias em Portugal é uma boa opção para mim VE, e claro tenho garagem e peineis solares.

          2. Avatar de JL
            JL

            Concordo.

          3. Avatar de Yamahia
            Yamahia

            Seu Tótó
            Caldas não é AML. Caldas foi só o esticãozito! Uns 160 kms ir e vir
            O resto foi AML. Sintra, Alverca, Porto Alto, Montijo, Canha Sesimbra…Conhece?

          4. Avatar de JL
            JL

            É um pouco depois das montanhas no sentido norte. Looooll

        2. Avatar de Realista
          Realista

          Percorreu 450km para fazer numa viagem de 130km que é de Setúbal às Caldas da Rainha?

          Não admire que necessite de 1000km por viagem…

  6. Avatar de Miguel Soares
    Miguel Soares

    A condução é mesmo muito boa, sem dúvida, andei num. Agora, dizer que é um elétrico ‘sem complicações’… essa parte custa um bocado a engolir. Conheço um caso em que o e-C3 Max, comprado novo no final de março, começou logo com vários bugs e problemas. O carro foi para assistência e, dois meses depois, ainda não voltou. Foi entregue um veículo de substituição — também novo, 0 km — e… surpresa: os mesmos bugs. Pode ser que venha a ser um carro fiável no futuro, mas neste momento está longe disso.

  7. Avatar de B@rão Vermelho
    B@rão Vermelho

    Eu pessoalmente gosto do EC3, e o preço não sendo barato não é assim tão pornográfico, mas acho o Kia EV3 muito mais bonito mas o preço já “ultrapassa” o limite do razoável para aquilo que acho aceitável pagar por um carro.

  8. Avatar de PTO
    PTO

    Entre este e o R5 preferia o R5 e nem tem a ver com a estética, mas sim com a fiabilidade.